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terça-feira, 6 de agosto de 2013

O Despertador Toca e Acorda Quem Quer!

Entrevista com a Banda Resgate que descamba para a verdade do modismo gospel, das feiras de consumismo evangélico e do afastamento da essência do Evangelho. Vale a pena a reflexão...



Vi primeiro no Genizah.com

terça-feira, 4 de junho de 2013

MUITO PREOCUPANTE!!!

Os cristãos são mais parecidos com Jesus ou com os fariseus?

Por Jarbas Aragão em Gospel Prime

Uma das críticas mais comuns feitas ao cristianismo de hoje é que é uma religião cheia de pessoas hipócritas. Um novo estudo publicado pelo Grupo Barna, especialista em religião, mostra como os cristãos parecem ter perdido sua preocupação com as atitudes de Jesus em relação aos outros.

O projeto foi coordenado por David Kinnaman, presidente do Grupo Barna, em conjunto com John Burke, autor de livros sobre Jesus. Conduzido entre pessoas que se identificam como cristãos, seu objetivo era determinar como as atitudes dos cristãos são mais parecidas com Jesus ou com os fariseus, um grupo judeu mencionado no Novo Testamento liderado por líderes hipócritas.

A metodologia usada foi apresentar 20 afirmações relativas a Jesus e perguntar se as pessoas concordam ou discordam delas. Em seguida, foram apresentadas 10 ideias típicas dos fariseus, e eles também deveriam responder se concordam ou não.

Kinnaman explica que a intenção é gerar uma nova discussão sobre os aspectos intangíveis sobre como alguém pode de fato mostrar o que significa ser um seguidor de Jesus. Obviamente, a pesquisa de opinião não é definitiva para medir a totalidade da igreja cristã, mas os resultados obtidos podem incentivar a reflexão por parte dos cristãos.

Estas foram as declarações de pesquisa que visavam examinar qual a semelhança com Cristo:

Ações de Jesus:
  • Escuto os outros e busco conhecer a sua história antes de falar-lhes sobre a minha fé.
  • Nos últimos anos, tenho influenciado várias pessoas a desejarem seguir a Cristo.
  • Costumo optar por fazer minhas refeições com pessoas muito diferentes de mim em questões de fé e moral.
  • Tento descobrir as necessidades dos não-cristãos, ao invés de esperar que eles simplesmente venham até mim.
  • Dedico parte do meu tempo com os não-cristãos para ajudá-los a seguir a Jesus.
  • Eu creio que Deus valoriza todas as pessoas, independentemente de como vivem ou viveram até o presente.
  • Eu creio que Deus pode ser conhecido por todos.
  • Eu vejo Deus trabalhando na vida das pessoas, mesmo quando elas não o seguem.
  • É mais importante ajudar as pessoas a conhecer quem Deus é do que acusá-las de serem pecadores.
  • Sinto compaixão por pessoas que não estão seguindo a Deus e fazem coisas que considero imorais.
As declarações utilizadas para avaliar o sentimento de justiça própria, como fariam os fariseus:
  • Sempre conto aos outros que a coisa mais importante na minha vida é seguir as regras de Deus.
  • Eu não falo sobre meus pecados ou lutas. Isso diz respeito apenas a mim e a Deus.
  • Procuro evitar de passar tempo com as pessoas que são imorais (como gays, lésbicas ou usuários de drogas).
  • Gosto de corrigir aqueles que não têm a teologia ou a doutrina certa.
  • Eu prefiro servir as pessoas que são da minha igreja ou denominação, e não os sem igreja.
  • Acho difícil fazer amizade com pessoas que parecem sempre fazer as coisas erradas.
  • Não é minha responsabilidade ajudar as pessoas que não ajudam a si mesmas.
  • Sou grato a Deus por ser um cristão especialmente quando vejo as falhas e os defeitos de outras pessoas.
  • Acredito que devemos ficar contra aqueles que se opõem aos valores cristãos.
  • Pessoas que seguem as regras de Deus são melhores do que aqueles que não seguem.
Após catalogar as repostas, foi elaborado o seguinte quadro, com 2 eixos, atitudes e ações e se estão mais perto das atitudes de Cristo ou dos fariseus:



Foram entrevistadas 1.008 pessoas maiores de 18 anos. Para esclarecimentos, a primeira pergunta era a afiliação religiosa da pessoa. Caso se identificasse como cristã, a segunda era como ela se definia. 

Evangelicais são as pessoas que participam de uma igreja não denominacional e que tem dificuldade em se identificar com o título de “evangélicos”. “Nascidos de novo” são pessoas que dizem ter passado por uma experiência com Deus e são batizados.

Nominais são os cristãos “não praticantes”, que apenas seguem a tradição da família. Católico e evangélico praticante são aqueles que frequentam a igreja pelo menos uma vez por mês e dizem cultivar o hábito da oração.

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Sinceramente, essa doeu...


PREOCUPANTE!!!

Pesquisa revela que evangélicos desconhecem as doutrinas básicas de sua fé

Um estudo do Instituto LifeWay Research sobre “posições doutrinárias”, mostra que, enquanto boa parte dos evangélicos têm uma boa compreensão dos ensinamentos doutrinários de suas igrejas, muitos tem dificuldade em explicar sua fé.

Questões básicas como a salvação, a Bíblia e a natureza de Deus podem confundir os fiéis. Quando perguntados ”Quando você morrer, irá para o céu pois confessou seus pecados e aceitou Jesus Cristo como seu Salvador?”, 19% disseram que não tem certeza. Cerca de 26% dos entrevistados (todos membros batizados de suas igrejas) acreditam que “se uma pessoa está sinceramente buscando a Deus, poderá obter a vida eterna através de outras religiões além do cristianismo”.

O pastor batista Ed Stetzer, presidente da LifeWay, acredita que hoje em dia as pessoas estão acostumadas a ter todo tipo de opinião anunciada pela mídia. “A verdade bíblica é radical porque ensina que a vida eterna é um relacionamento com Deus, através de Jesus Cristo”, lembra.

Entre as respostas dadas sobre a crença na vida após a morte estão:
  • “Quando você morrer, irá para o céu porque fez o melhor possível para ser uma boa pessoa e viver uma boa vida?” – 7 por cento dos fiéis responderam que sim.
  • “Você não tem como saber o que irá acontecer depois de sua morte” – 5 por cento concordaram com isso.
  • “Quando você morrer, irá para o céu porque Deus é amor e todo mundo vai estar no céu com Ele” – 4 por cento creem nisso.
  • “Quando você morrer, irá para o céu porque você leu a Bíblia, se envolveu na igreja, e tentou para viver como Deus queria que você vivesse ” – 2 por cento responderam positivamente.
  • “Não há vida após a morte” – 1 por cento pensa assim.
A pesquisa também questionou a singularidade do Deus da Bíblia. Contudo, 12% das pessoas não sabiam responder se havia diferença entre ele e os deuses descritos por outras religiões. Ao serem perguntados sobre o pecado, 13% dos evangélicos não sabem dizer se é necessário uma punição para os pecadores.


“Se as igrejas fizeram uma avaliação do que seus membros pensam sobre estas verdades bíblicas, muitos ficariam surpresos ao descobrir como as doutrinas básicas são ignoradas ou questionadas”, disse Stetzer. ”Cada igreja tem uma combinação diferente do número de discípulos maduros e de bebês espirituais que ainda necessitam compreender a mensagem básica do Evangelho”.

Ele explica que a LifeWay tem feito esse tipo de pesquisa pois acredita que o discipulado é um processo que deve ajudar cada pessoa a crescer em sua jornada espiritual. Mesmo assim, a maioria das igrejas tem deixado de lado a Escola Bíblica ou os chamados “cultos de doutrina”, preferindo focar nos “cultos da família” ou em eventos.

Essa pesquisa ouviu 2.930 adultos que são membros de uma igreja evangélica e frequentam os cultos no mínimo uma vez por mês. A margem de erro é de 1,8 por cento para mais ou para menos. Imagine no Brasil. Não precisa imaginar!

O BEPEC está em fase de pré pesquisa sobre tema semelhante e as tendências são estarrecedoras.

Vi primeiro no Genizah.com

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Sobre Racismo, Cotas e Diferenças

Com a palavra, Morgan Freeman. Melhor ele falando do que eu. Se essas mesmas palavras tivessem saído da minha boca, eu seria vorazmente acusado de racista.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

A Dor do Planeta Terra

"Porque sabemos que toda a criação geme..." (Romanos 8:22)

É um filme impressionante...

Veja o que acontece quando um pedacinho de plástico cai no mar e fica boiando. Que desastre!

Trata-se do Atol de Midway em pleno Oceano Pacífico, a 2.000 km de qualquer costa. Esta ilha é desabitada. Porém, veja o que se passa devido a poluicao mundial!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

SUPREMO TRIBUNAL X DEUS SUPREMO

O Brasil está às voltas com a decisão do STF sobre a não criminalização do aborto. Enquanto escrevo, como ainda faltam 5 ministros a votarem, não acredito que haverá mudança de curso nessa decisão.

O dilema que se estabelece neste debate é profundo e possui muitas nuances que fervilham pelos argumentos daqueles que são a favor e dos que são contra.

O debate não é novo. Em 1997, o tema já veio à baila quando a discussão girou em torno da autorização para que os hospitais públicos realizassem o aborto nos dois casos previstos em lei: (1) Se a gestação for de risco e não houver meio para salvar a vida da gestante; e (2) se a gravidez for resultado de estupro (Art. 128 do Código Penal de 1940).

Agora, a questão está no direito que é conferido à mulher gestante de um bebê malformado, que não possui cérebro, de decidir sobre a continuidade da gravidez, ou não.

Diante desta realidade, não há como esquivar-se das grandes questões doutrinárias à luz da Bíblia como a Soberania de Deus, Natureza Humana, e Sentido e Direito à Vida. A ética cristã está em xeque e a sociedade quer um veredito – certo ou errado?

Pessoalmente, leio e interpreto a Bíblia por princípios (método gramático-histórico), e princípios são maiores que regras. Regras mudam. Princípios são eternos. Por outro lado, no afã do pragmatismo conclusivo, vemo-nos obrigados a “bater o martelo” e definir uma nova regra do jogo da vida.

O desafio da ética é definirmos o que se decide por princípios, ao invés de decidir por regras.

Não podemos ser simplistas quando o assunto é tão complexo. Não encontramos na Bíblia uma resposta objetiva e específica sobre o assunto (os escritores bíblicos não tinham Ultrassonografia para tratar o assunto).

Usar o 6º mandamento como argumento contra a decisão do STF é simplista, se o próprio Jesus ampliou de maneira imensurável a abrangência e o alcance deste mandamento à palavra, ao pensamento e ao coração (Mateus 5.21-22).

Do outro lado da moeda, estão as inquietações no que tange ao valor da vida e a própria definição do que seja vida propriamente dita.

O binômio “direito x dever” não é uma equação fácil de ser resolvida - direito de viver, direito de escolher, direito de ser livre, direito de Morrer...

O que não pode ser ignorado neste debate é o estatuto da RESPONSABILIDADE!

Todo e qualquer direito requerido nos remete às responsabilidades advindas do exercício da liberdade – “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convém”. Cito o ministro Lewandowisk, que faz um alerta ao abuso da liberdade e do direito: “o aborto de fetos anencéfalos, ao arrepio da legislação existente, além de discutível do ponto de vista científico, abriria as portas para a interrupção de gestações de inúmeros embriões que sofrem ou viriam sofrer outras doenças genéticas ou adquiridas que de algum modo levariam ao encurtamento de sua vida intra ou extrauterina.” A liberdade e o direito sem o senso de dever e de responsabilidade é libertinoso e arriscado.

Não sou adepto do discurso meramente religioso, muito menos me ladeio às fileiras do liberalismo. A questão é que o tema é amplo sobre todos os aspectos e, num espaço editorial pequeno como este, não cabe toda a argumentação, seja a favor ou contra. Por isso, eu sintetizo:

  • Em princípio, e por princípio, sou pela vida!
  • Em princípio, e por princípio, não é a ciência que vai determinar se há ou não vida. O conhecimento muda, altera-se, movimenta-se. O que se diz hoje que é, amanhã outro postulado dirá que não é. Parece-me que o raciocínio da ciência é reverso quando o assunto é a Eutanásia...
  • Em princípio, e por princípio, não outorgo ao Supremo Tribunal a investidura que pertence unicamente ao Deus Supremo.
  • Em princípio, e por princípio, careço de Deus para discernir entre o certo e o errado. Por isso, clamo por sabedoria.
  • Em princípio, e por princípio, ainda que a lei dos juristas me permita, há uma lei moral escrita no coração que está acima de tudo. E dela, sim, é que darei contas diante do tribunal que não é supremo, mas é ETERNO.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Boa Pergunta...


Meu pitaco:
"O que move a minha vida, não são as perguntas que eu faço para Deus,
mas as respostas que eu dou às perguntas que ele faz para mim."

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sou um PÉSSIMO pastor...

...porque eu não vou mudar a minha voz para que você sinta segurança, achando que tenho alguma autoridade, quando eu falar;
...porque eu não vou pensar por você para facilitar sua jornada espiritual;
...porque eu não vou falar mais alto do que você precisa para ouvir;
...porque eu não vou lhe ensinar a determinar ou dar ordens ao Pai, como um filho mimado o faz;
...porque eu não lhe dizer que você é um vencedor quando o a sua espiritualidade está falida;
...porque eu não vou lhe ensinar a temer a Deus mais do que a amá-lo;
...porque eu não lhe direi que você é especial simplesmente por estar frequentando uma Igreja;
...porque eu não alimentarei o seu ego pregando somente as coisas que você gosta de ouvir;
...porque eu não lhe ensinarei a ser próspero a qualquer custo enquanto o mundo morre de fome;
...porque eu não lhe ensinarei a mover as mãos de Deus através de uma oferta sacrificial;
...porque eu não lhe direi que Deus me revelou algo que não está no texto, somente para fazer a mensagem melhor para você;
...porque eu não lhe direi que você não pode beber, se tatuar, ouvir músicas que não tocam na Igreja somente para facilitar o meu pastoreio;
...porque eu não vou lhe ensinar que a igreja de quatro paredes é a casa de Deus;
...porque eu não vou lhe ensinar que se você entregar o dízimo sua responsabilidade com os necessitados estará cumprida;
...porque eu não vou transformar a reunião do culto numa rave para que você fique atraído pelo ambiente;
...porque eu não vou lhe ensinar a marchar por Jesus, enquanto Ele quer que marchemos pelo próximo;
...porque eu não lhe darei uma lista do que pode ou do que não pode para você farisaicamente siga um mandamento no lugar de um Deus;
...porque eu não lhe ensinarei que há um Diabo maior do que a Bíblia conta somente para você poder colocar em alguém a sua culpa;
...porque eu não lhe ocultarei os meus erros para você pensar que é liderado por alguém melhor que você;
...porque eu não vou falar em nenhuma outra língua além da que você consegue compreender;
...porque eu não lhe tratarei melhor por causa do carro que você anda, da roupa que você veste ou do dinheiro que você põe no gazofilácio.

Dentre muitas outras coisas que poderia dizer: fique certo: sou um péssimo pastor.

**Vi aqui, que por sua vez viu aqui primeiro.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Caras Como Eu - Titãs

Composição: Tony Bellotto

Caras como eu
Estão ficando raros
Como cabelos ralos
Que se partem e caem pelo chão

Caras como eu
Estão tirando o pé
Andando em marcha-ré
Com medo de entrar na contramão

Como trens do interior
Que não chegam no horário
Como velhos elefantes
Que morrem solitários

Caras como eu
Estão ficando chatos
Como solas de sapatos
Que se gastam
Com o passar do tempo

Não vou mais medir o tempo
Não vou mais contar as horas
Vou me entregar ao momento
Não vou mais tentar matar o tempo

Como palavras de amor
Que não se guardam em disquetes
Como segredos sem valor
Que a gente nunca esquece

Caras como eu
Estão ficando velhos
Calçando os seus chinelos
Concluindo que não há mais tempo

Não vou mais medir o tempo
Não vou mais contar as horas
Vou me entregar ao momento
Não vou mais tentar matar o tempo

Não vou mais medir o tempo
Não vou mais contar as horas
Vou me entregar ao momento
Não vou mais tentar matar o tempo

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Conectividade, Interatividade, Proximidade - O Futuro Chegou!

O tal futuro está mais perto do que pensamos. Agora é a vez da Microsoft tentar posicionar-se à frente das demais. Este posto está ocupado pela Apple há tempos.

Gosto de filmes de Sci-fi. Sempre penso que a tecnologia futurista que eles mostram lá já está nas bancadas de algum laboratório do mundo, e em breve estará nas prateleiras seduzindo-nos.

Este vídeo exemplifica a minha tese, e me fez perceber que Os Jetsons se tornaram pré-históricos num curto espaço de tempo de 6 minutos e 18 segundos...

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Arriba, Divorcio. Abajo, Matrimonio!

Cidade do México estuda permitir casamentos renováveis a cada dois anos

Ignacio de los Reyes
BBC Mundo, México

A Assembleia Legislativa da Cidade do México vai discutir uma mudança no Código Civil para implantar contratos de casamento que possam ser renovados a cada dois anos, caso os cônjuges queiram continuar com o relacionamento.

A proposta, que deve ser discutida na Comissão de Administração da assembleia, visa reduzir o número de divórcios, garantir o sustento dos filhos e agilizar o processo administrativo no caso do fim do casamento.

O contrato de dois anos seria opcional e evitaria o excesso de trabalho no setor do Judiciário que cuida de divórcios.

O casal que optasse pelo contrato temporário poderia ver se o casamento funciona durante o período de dois anos.

"Dois anos é um tempo mínimo que já permite conhecer e avaliar como é a vida do casal. Se o casal renova (o contrato), isto vai significar que há um entendimento com seu parceiro, que as regras estão claras e que os dois cônjuges tenham certeza jurídica de seus direitos e deveres", disse à BBC a deputada Lizbeth Rosas Montero, que faz campanha pela proposta.

Para a deputada, esta mudança no Código Civil vai favorecer as "relações mais saudáveis e harmoniosas entre casais, ajudaria a restabelecer o tecido social e a estabilidade das famílias", que seriam poupadas do trauma e dos custos de um divórcio.

O contrato temporário de casamento também prevê uma série de acordos que seriam firmados entre o casal antes do casamento.

Nestes acordos, os cônjuges poderiam determinar, por exemplo, quanto dinheiro cada um pagaria para manter os filhos ou o tempo em que se pagaria uma pensão em caso de separação.

Oposição
Alguns deputados da Cidade do México já se pronunciaram contra o casamento "renovável", alegando que este contrato vai contra o conceito tradicional de casamento "para toda a vida".

Organizações conservadoras, como a União Nacional de Pais de Família, também já se pronunciaram contra a proposta.

"Inicialmente pensei que era uma piada de mau gosto", disse a diretora da organização, Consuelo Mendoza, à BBC.

"Este tipo de iniciativa cria uma cultura do descartável em temas importantes para a sociedade. Se os pais tem problemas, primeiro precisam procurar outras soluções."

"Imagine o impacto emocional que teria para um filho. A angústia de pensar, a cada dois anos, se mamãe e papai vão renovar o contrato", acrescentou.

Na Cidade do México cinco em cada dez casamentos terminam em divórcio. Desde que o chamado Divórcio Expresso entrou em vigor em 2008 na capital mexicana, uma medida que permite o fim do casamento em quatro semanas, ocorreram cerca de 60 mil divórcios na capital mexicana.

MEU PITACO:
O mundo continua brincando... sem mais, meritíssimo!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Pastor é Como Técnico de Futebol


Por Israel Belo (via Prazer da Palavra)

Cada membro da sua igreja sabe como seu pastor deve escolher sua equipe, como deve pregar naquela noite coalhada de visitantes, como deve dirigir o culto, a quem deve chamar a atenção, que roupa deve vestir, de que lado deve batizar, a quem deve negar a Ceia do Senhor, a quem convidar para o substituir no púlpito, que interpretação é melhor para o texto lido, quantos minutos deve durar a mensagem, que cânticos devem ser entoados, qual o tamanho do boletim, que gravata lhe "cai" melhor, como segurar o bebê na sua apresentação...

O pastor então deve rir de tudo isto.

Eu me lembro, quando era reitor do Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil, que numa mesma reunião de uma Assembleia da Convenção Batista Brasileira, eu fui acusado, num intervalo de cinco minutos, de ser fundamentalista por um um e de ser liberal por outro. Tive que rir.

É claro que não vamos rir de tudo. Depois de ouvir, vamos ver a crítica que procede, a sugestão que merecer ser guardada.

Não temos como atender a todas as expectativas e nem conter todas as vaidades.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Oh, a Tentação!

O vídeo é de 2009, mas atualizando meus arquivos encontrei-o. Ilustra bem o dilema vivido entre a vontade de não fazer, e fazer o que dá vontade... Isto é tentação!

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Dimenstein, Azevedo e os devaneios de um verdadeiro preconceituoso

Texto do jornalista Ronaldo Azevedo (Revista VEJA)

Gilberto Dimenstein, para manter a tradição — a seu modo, é um conservador, com sua mania de jamais surpreender — resolveu dar mais uma contribuição notável ao equívoco ao escrever hoje na Folha Online sobre a Marcha para Jesus e sobre a parada gay. Segue seu texto em vermelho. Comento em azul.

São Paulo é mais gay ou evangélica?
Sem qualquer investimento voluntário na polissemia, é um texto tolo de cabo a rabo; do título à última linha. São Paulo nem é “mais gay” nem é “mais evangélica”. Fizesse tal consideração sentido, a cidade é “mais heterossexual” e “mais católica”, porque são essas as maiorias, embora não-militantes. Ora, se a diversidade é um dos aspectos positivos da cidade, como sustenta o articulista, é irrelevante saber se a cidade é “mais isso” ou “mais aquilo”, até porque não se trata de categorias excludentes. Se número servisse para determinar o “ser” da cidade — e Dimenstein recorre ao verbo “ser” —, IBGE e Datafolha mostram que os cristãos, no Brasil, ultrapassam os 90%.

Como considero a diversidade o ponto mais interessante da cidade de São Paulo, gosto da idéia de termos, tão próximas, as paradas gay e evangélica tomando as ruas pacificamente. Tão próximas no tempo e no espaço, elas têm diferenças brutais.
Nessas poucas linhas, o articulista quer afastar a suspeita de que seja preconceituoso. Está, vamos dizer assim, preparando o bote. Vamos ver.

Os gays não querem tirar o direito dos evangélicos (nem de ninguém) de serem respeitados. Já a parada evangélica não respeita os direitos dos gays (o que, vamos reconhecer, é um direito deles). Ou seja, quer uma sociedade com menos direitos e menos diversidade.
Está tudo errado! Pra começo de conversa, que história é essa de que “é um direito” dos evangélicos “não respeitar” os direitos dos gays? Isso é uma boçalidade! Nenhum evangélico reivindica o “direito” de “desrespeitar direitos” alheios. A frase é marota porque embute uma acusação, como se evangélicos reivindicassem o “direito” de desrespeitar os outros.
Agora vamos ver quem quer tirar o direito de quem. O tal PLC 122, por exemplo, pretende retirar dos evangélicos — ou, mais amplamente, dos cristãos — o direito de expressar o que suas respectivas denominações religiosas pensam sobre a prática homossexual. Vale dizer: são os militantes gays (e não todos os gays), no que concerne aos cristãos, que “reivindicam uma sociedade com menos direitos e menos diversidade”. Quer dizer que a a era da afirmação das identidades proibiria cristãos, ou evangélicos propriamente, de expressar a sua? Mas Dimenstein ainda não nos ofereceu o seu pior. Vem agora.

Os gays usam a alegria para falar e se manifestar. A parada evangélica tem um ranço um tanto raivoso, já que, em meio à sua pregação, faz ataques a diversos segmentos da sociedade. Nesse ano, um do seus focos foi o STF.
Milhões de evangélicos se reuniram ontem na praça nas ruas e praças, e não se viu um só incidente. A manifestação me pareceu bastante alegre, porém decorosa. Para Dimenstein, no entanto, a “alegria”, nessa falsa polarização que ele criou entre gays e evangélicos, é monopólio dos primeiros. Os segundos seriam os monopolistas do “ranço um tanto raivoso”. Ele pretende evidenciar o que diz por meio da locução conjuntiva causal “já que”, tropeçando no estilo e no fato. A marcha evangélica, diz, “faz ataques a diversos segmentos da sociedade” — neste ano, “o STF”. O democrata Gilberto Dimenstein acredita que protestar contra uma decisão da Justiça é prova de ranço e intolerância, entenderam? Os verdadeiros democratas sempre se contentam com a ordem legal como ela é. Sendo assim, por que os gays estariam, então, empenhados em mudá-la? No fim das contas, para o articulista, os gays são naturalmente progressistas, e tudo o que fizerem, pois, resulta em avanço; e os evangélicos são naturalmente reacionários, e tudo o que fizerem, pois, resulta em atraso. Que nome isso tem? PRECONCEITO!

Por trás da parada gay, não há esquemas políticos nem partidários.
Bem, chego a duvidar que Gilberto Dimenstein estivesse sóbrio quando escreveu essa coluna. Não há?

Na parada evangélica há uma relação que mistura religião com eleições, basta ver o número de políticos no desfile em posição de liderança.
Em qualquer país do mundo democrático, questões religiosas e morais se misturam ao debate eleitoral, e isso é parte do processo. Políticos também desfilam nas paradas gays, como todo mundo sabe.

Isso para não falar de muitos personagens que, se não têm contas a acertar com Deus, certamente têm com a Justiça dos mortais, acusados de fraudes financeiras.
Todos sabem que o PT é o grande incentivador dos movimentos gays. Como é notório, trata-se de um partido acima de qualquer suspeita, jamais envolvido em falcatruas, que pauta a sua atuação pelo mais rigoroso respeito às leis, aos bons costumes e à verdade.

Nada contra –muito pelo contrário– o direito dos evangélicos terem seu direito de se manifestarem. Mas prefiro a alegria dos gays que querem que todos sejam alegres. Inclusive os evangélicos.
Gilberto Dimenstein precisa estudar o emprego do infinitivo flexionado. A inculta e bela virou uma sepultura destroçada no trecho acima. Mas é pior o que ele diz do que a forma como diz. Que história é essa de “nada contra”? Sim, ele escreve um texto contra o direito de manifestação dos evangélicos. O fato de ele negar que o faça não muda a natureza do seu texto. Ora, vejam como os militantes gays são bonzinhos — querem que todos sejam alegres —, e os evangélicos são maus: pretendem tolher a livre manifestação do outro. SÓ QUE HÁ UMA DIFERENÇA QUE A ESTUPIDEZ DO TEXTO DE DIMENSTEIN NÃO CONSIDERA: SÃO OS MILITANTES GAYS QUE QUEREM MANDAR OS EVANGÉLICOS PARA A CADEIA, NÃO O CONTRÁRIO. São os movimentos gays que querem rasgar o Artigo 5º da Constituição, não os evangélicos.

Civilidade é a diversidade. São Paulo, portanto, é mais gay do que evangélica.
Hein??? A conclusão, obviamente, não faz o menor sentido nem decorre da argumentação. Aquele “portanto” dá a entender que o autor demonstrou uma tese. Bem, por que a conclusão de um texto sem sentido faria sentido? Termina tão burro e falacioso como começou.

Por Reinaldo Azevedo

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Ah, a Língua Portuguesa!

Há um poema do negro-polaco curitibano, Paulo Leminski - O ASSASSINO ERA O ESCRIBA, que retrata bem o tipo de aula desinteressante de muitas escolas atuais.

O assassino era o escriba
Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjunção.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.

Paulo Leminski

O metalinguistico poema é uma representação metonímica das aulas de algumas escolas. Não dar vez à alienação [...] torna rico o ensino. Talvez assim muitos alunos deixem de querer esganar o professor como primeiro objeto direto que tiverem à mão.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Manifestação da Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB)

A Igreja Evangélica Luterana do Brasil (IELB) está estabelecida num país onde há liberdade de viver, se expressar e agir conforme a decisão ou vontade de cada um. Assim, a opção sexual faz parte dessa liberdade. Por outro lado, a IELB também entende que a liberdade de discordar e não aceitar em seu meio uma união homossexual, por esta ferir os princípios da Bíblia Sagrada, faz parte da sua liberdade e não lhe pode ser cerceada, pois fere a Constituição Nacional. A Constituição Brasileira, no seu Artigo V, incisos IV, VI, VIII e IX, diz:


IV – é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato;


VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;


VIII – ninguém será privado de direitos por motivo de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, salvo se as invocar para eximir-se de obrigação legal a todos imposta e recusar-se a cumprir prestação alternativa, fixada em lei;


IX – é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença;


Assim, precisamos diferenciar homossexualismo de homofobia. A Igreja Luterana não concorda com a conduta homossexual, mas não discrimina o ser humano homossexual.


Por isso declaramos:


1 – A IGREJA EVANGÉLICA LUTERANA DO BRASIL crê e confessa que a sexualidade é um dom de Deus, destinado por Deus para ser vivido entre um homem e uma mulher dentro do casamento.


2 - A IELB crê e confessa que o homossexual é amado por Deus como são amadas por Deus todas as suas criaturas.


3 - Em amando todas as pessoas e também o homossexual, Deus não anula o propósito da sua criação.


4 - Por esta razão, a igreja, em acordo com a Sagrada Escritura, denuncia na homossexualidade um desvio do propósito criador de Deus, fruto da corrupção humana que degrada a pessoa e transgride a vontade de Deus expressa na Bíblia. “Com homem não te deitarás, como se fosse mulher: é abominação. Nem te deitarás com animal, para te contaminares com ele, nem a mulher se porá perante um animal, para ajuntar-se com ele: é confusão. Portanto guardareis a obrigação que tendes para comigo, não praticando nenhum dos costumes abomináveis que praticaram antes de vós, e não vos contamineis com eles: Eu sou o Senhor vosso Deus” (Levítico 18.22,23,30); “Por isso Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seus próprios corações, para desonrarem os seus corpos entre si; semelhantemente, os homens também, deixando o contato natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo em si mesmos a merecida punição do seu erro” Romanos 1.24,27); “Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus” (1 Coríntios 6.9-10).


5 - Porque a homossexualidade transgride a vontade de Deus e porque Deus enviou a igreja a levar Cristo Para Todos, a igreja se compromete a encaminhar o homossexual dentro do que preceitua o amor cristão e na sua competência de igreja, visando a que as pessoas vivam vida feliz e agradável a Deus; Mateus 19.5: “... Por esta causa deixará o homem pai e mãe, e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne.”


6 - A IELB, repudiando qualquer forma de discriminação, deve estar ao lado também das pessoas de comportamento homossexual, para lhes dar o apoio necessário e possam vir a ter a força para viver vida agradável a Deus.


7 - Diante disto repudiamos a idéia de se conceder à união entre homossexuais o caráter de matrimônio legítimo porque contraria a vontade expressa de Deus e dificulta, se não impossibilita, a oportunidade de tais pessoas revisarem suas opções e comportamento.


8 - Repudiamos também, por conseqüência, a hipótese de ser dado a um casal homossexual a adoção e guarda de crianças como filhos porque entre outros prejuízos de formação, formará na criança uma visão distorcida da sua própria natureza.


Fiéis ao nosso lema CRISTO PARA TODOS ensinamos que a igreja renova também o seu compromisso de receber pessoas homossexuais no amor de Cristo visando que a fé em Jesus as transforme para a nova vida da qual Deus se agrada.


Em nome da Igreja Evangélica Luterana do Brasil

PODE SER LEGAL, MAS NÃO É MORAL!

Brasil: Justiça Legaliza Imoralidade

Dom Robinson Cavalcanti - Bispo Anglicano

Em um país onde o Poder Legislativo é o que menos legisla, mas sim o Poder Executivo através de Medidas Provisórias ou o Poder Judiciário através das suas “interpretações” (este último sem ter sido eleito pelo povo, nem passível de perante ele responder), o Supremo Tribunal Federal (STF), por unanimidade dos seus membros, resolveu estender aos homossexuais o instituto das “uniões estáveis”, sem qualquer embasamento nos dispositivos expressos da Constituição Federal ou do Código Civil, mas tendo por base argumentos filosóficos emanados da ideologia secularista que está a destruir os fundamentos da civilização ocidental plasmada pelo Cristianismo.

Mais uma vez é o aparelho do Estado indo de encontro à Nação, sua História, sua Cultura e seus Valores. A imoralidade do homossexualismo – nítido desvio de conduta e enfermidade emocional e espiritual – sempre rejeitada pela Nação, não por preconceitos, mas por conceitos que geram preceitos, recebeu o manto da legalidade, com o objetivo de reforçar a sua legitimidade. A imoralidade foi legalizada. O pecado foi legalizado. A minoria organizada do lobby GLSTB comemora seu momento de “vitória” contra a família. O Brasil se junta aos 10% dos países vanguardistas onde se aprovou tal instituto ou o do próprio “casamento”. O Brasil está de luto. A dignidade da pessoa humana e as leis vigentes isonômicas já eram mais do que suficientes para o exercício da cidadania, o bom funcionamento do Estado Democrático de Direito e a busca do Bem-Comum. O próximo passo será a criminalização dos heterossexuais que não admitem a normalidade do homossexualismo, o atentado à liberdade de expressão e da liberdade de religião, com a PLC 122, ora no Senado da República.

A mídia já vinha, há muito tempo, manipulando a opinião pública, em uma autêntica lavagem cerebral, para quebrar as resistências, e “reeducar” a nação. Os Ministérios Federais, como o da Educação e dos Direitos Humanos também estão a gastar o dinheiro do contribuinte para promover a pederastia.

Os argumentos levantados pelos doutos ministros no dia de hoje devem ser levados às suas consequências lógicas, legalizando as outras “minorias discriminadas”, como os pedófilos e outros tantos ófilos.

Os cidadãos brasileiros de convicções morais baseadas nos valores da fé revelada e nos valores sempre afirmados por nossa Pátria continuarão, com convicção e coragem, a expressar a sua mais veemente condenação a esse momento lamentável, que deslustrou a mais alta corte de justiça do País. Continuarão a pregar a mensagem de perdão de Deus a todos os pecadores e a todos os pecados (e não a promover marchas de orgulho do pecado), bem como a mensagem de arrependimento e de mudança de vida, de libertação das opressões e dos desvios, que ferem a santidade de Deus e o seu projeto para a humanidade. Continuarão a apoiar os que hoje optam pelo comportamento homoerótico e que desejam dele ser curados, bem como aos heróicos terapeutas que se arriscam diante da intolerância das novas manifestações de totalitarismo. Bem nos ensina o apóstolo Pedro que “antes importa obedecer a Deus do que aos homens”, e seguindo o exemplo de Martin Luther King Jr, nos cabe a resistência pacífica (não passiva) e não violenta, a desobediência civil. Nesse momento que vozes proféticas se levantem, pois o respeito ao Poder Judiciário não passa por sua infalibilidade nem pela impossibilidade de dele se discordar e apontar para os seus equívocos, que prejudicam a Nação, e que um dia serão julgados tanto por Deus, quanto pela História.

Ache o aparelho do Estado o que achar, decida o que decidir, nossas Igrejas continuarão a afirmar que Deus criou uma humanidade de machos e fêmeas, que ordenou que o homem se unisse à mulher, e que condena vigorosamente a sodomia.

As consequências do que hoje decidiu na esfera do Estado não atingem a vida interna da Igreja e do Povo de Deus. Continuaremos a afirmar o que a herança judaico-cristã-islâmica tem ensinado por cinco mil anos. Continuaremos a respeitar a memória dos nossos antepassados e a honrar os valores dos nossos costumes e das nossas crenças.

Oremos pelas autoridades da República, para que cessem de fazer o mal e promovam o bem!

Mogi das Cruzes (SP)

05 de maio de 2011
Anno Domini.

Robinson Cavalcanti

quinta-feira, 7 de abril de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Casamentos e Atrasos - Eu também não aguento mais...

'Tradicionais', atrasos de noivas irritam padres e acabam até em multa.

Em São Paulo, padre fez noiva esperar no altar para ‘devolver’ atraso. 
CNBB diz que multa pode ser discutida entre igrejas e dioceses.

Fonte: G1, em São Paulo (*)

A relação entre padres e noivas corre o risco de azedar quando há atrasos ou regras da igreja não são cumpridas. Em Apucarana, no Paraná, a cobrança de R$ 500 foi divulgada na quarta-feira (9) como sanção por desrespeito ao relógio, mas multas já são adotadas em outras cidades. Segundo a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), não há uma regra para todo país: cada padre deve avaliar a necessidade da medida com o bispo.

Mas os desgastes por causa do horário ou outras questões relativas à liturgia podem extrapolar a cobrança de multas e chegar até mesmo ao extremo de o padre proibir fotografias ou deixar a noiva esperando de propósito.

A designer Valkiria Zorsam casou-se em São Paulo, em uma manhã de sábado de abril de 2009. Por causa dos preparativos no salão, chegou quase meia hora atrasada. Antes do horário marcado para a cerimônia, o Padre José Donizetti Fiel Rolim de Oliveira circulava pela paróquia, mas não ocupou seu posto após a marcha nupcial e a noiva se posicionar ao pé do altar. “O mesmo tempo que eu atrasei, ele [padre] atrasou também. Estava na sacristia. Ele não foi de birra mesmo”, disse a noiva, que ficou esperando ao lado do noivo, de pé.

Padre Donizetti admitiu o atraso proposital e apresentou como justificativa a informação que teria sido passada por uma funcionária de que a noiva estaria, em casa, esperando uma tia chegar à igreja. A noiva contesta a afirmação e repete que a preparação do salão demorou mais que o previsto. Questionado pelo G1, o padre reconsiderou o gesto após ter sido informado sobre a versão da noiva. “Ah tá, mas não foi o que a vizinha disse”, comentou.


Padre Donizetti lembra que esse foi um caso isolado. “O que estou fazendo agora é pedir que as noivas assinem um termo de compromisso. Se eles não estiverem, aí eu não tenho mais responsabilidade de fazer a celebração deles”, disse, ressaltando que não cobra multas.

“Existe uma cultura do atraso no casamento, a gente fica refém das noivas. Então, não é questão de perdoar ou não perdoar [o atraso]. Eu sei que é dia de festa, mas, me diga se por acaso eles vão ao cartório e chegam atrasado? Vão ter que marcar outra data. Por que a Igreja tem que tolerar tudo?”, questiona o padre.

Em Juiz de Fora, Minas Gerais, a igreja mais procurada pelos noivos adota desde 2008 multas para atrasos superiores a 20 minutos. “Normalmente, o atraso é esperando algum padrinho. Quase sempre é por algo que não é tão importante na celebração”, diz o pároco Flávio Campos, da Igreja de Nossa Senhora da Glória. Padre Flávio diz não ter um levantamento sobre quantas pessoas já pagaram a multa de R$ 190. “A maioria chega na hora”, disse.

Um dos insatisfeitos com a cobrança é o ex-noivo e administrador Flávio Gavioli, de 26 anos. De acordo com ele, o cheque caução relativo à multa foi descontado sem justificativa. Ele afirma que o atraso na cerimônia foi provocado por uma demora na missa que antecedeu o casamento. “Consequentemente atrasou a saída do pessoal e a entrada do casamento”, afirma. Ele diz não manter ressentimentos. “Não altera nossa crença. A gente fica com receio com quem está à frente da igreja”, diz. O pároco rebate a afirmação de que houve cobrança injustificada. “O atraso não foi por culpa da igreja”, justifica.


Em São José do Rio Preto, no interior de São Paulo, as multas também foram adotadas. O padre Oscar Donizete Clemente, de 51 anos, da Paróquia Imaculado Coração de Maria/Santa Cruz, determinou um período de tolerância de dez minutos. Quem passa do horário previsto tem que pagar três cestas básicas que vão para famílias carentes. “Eu tive essa idéia depois de celebrar um casamento em Ribeirão Preto, numa paróquia que pedia 10 cestas básicas caso ocorresse atraso há uns cinco anos. Não tivemos mais atrasos”, explica.

Mas, nem sempre foi assim. De acordo com ele, já foi preciso realizar a cerimônia em menos de cinco minutos. “O casamento estava marcado para 18h30. Chegou todo mundo e a noiva fica rodando de carro em volta da igreja para atrasar. Quando deu 19h20 ela parou e eu disse para o noivo que não poderia celebrar o casamento, pois tinha missa 19h30. Pedi para gente fazer depois da missa. O noivo pediu para fazer mesmo assim e tive que celebrar em dois minutos. E eles ficaram muito felizes”, conta.


O padre Roberto Carrara, responsável pela Catedral de Apucarana, no interior do Paraná, quer aplicar multa de R$ 500. Para ele, é preciso lembrar os noivos que o casamento não é um evento social. “É um ato divino e religioso que interessa toda a comunidade cristã”, declarou.

Mas a medida ainda não é dada como certa. Segundo o padre, é uma proposta que deve ser estudada e tem apoio da comunidade. Caso entre em vigor, o dinheiro arrecadado vai para a conta da igreja e também poderá ser usado para pagar hora extra de funcionários.

Neste final de semana, o padre Carrara vai celebrar três casamentos e afirmou que os casais não estarão sujeitos a multa. Uma dessas cerimônias será a de Juliana e Guilherme. Se por acaso houver problemas, eles pedem compreensão do padre. "Tenha piedade de nós", brinca Guilherme. O padre Roberto Carrara garante que não existe nenhuma singularidade na medida, porque outras paróquias do estado já a aplicam.

Mas as reclamações envolvendo padres e noivas se referem a questões além do relógio. O casal Yohanna Caroline Dias Fernandes e Gabriel Fernandes de Lima casaram-se em 28 de agosto de 2010, na igreja São Francisco de Assis, no Gama (Distrito Federal). De acordo com ela, o padre proibiu filmagem do casamento e apenas algumas fotografias foram registradas. “Durante a cerimônia, ele disse em voz alta algo sobre não filmar e fotografar, mas eu fiquei sem entender. Eu estava nervosa”, conta. “Depois do casamento, quando eu saí da igreja, a fotógrafa me contou que meu casamento não tinha sido filmado e fotografado. Ela estava indignada”, contou a ex-noiva.

Acho que noivo nem presta muita atenção, mas eu fiquei transtornada. Até hoje, quando eu lembro, me decepciono. Eu planejei tanto... Fiquei muito chateada por não poder gravar o momento mais feliz da minha vida."

“Queríamos ter a lembrança daquele dia para mostrar para os nossos filhos e netos”, desabafa. Segundo ela, os profissionais puderam apenas fazer fotos da entrada, da troca de aliança e da saída. Procurada pelo G1, a secretaria da capela São Francisco de Assis informou que normalmente são permitidas fotografias e filmagens. “Quando o padre não gosta, aí ele não permite. Ele já chama o fotógrafo e já conversa, no dia da cerimônia, antes do início”, disse o secretário Gilvan de Oliveira. De acordo com ele, os problemas são raros porque os padres impedem a filmagem “apenas no momento do sermão”. Ele disse, ainda, que não ter tomado conhecimento de problemas relacionados ao casamento realizado em agosto.

A enfermeira Kênia Alves de Oliveira, de 33 anos, de Belo Horizonte, planejou o casamento durante um ano. Os problemas começaram bem antes de 30 de outubro de 2010, data do evento. Kênia conta que, no dia da entrevista com os noivos, ela e o futuro marido se atrasaram dez minutos e o padre disse que não os atenderia. Por fim, o religioso resolveu reconsiderar. “Ele falou que esperava que a gente não atrasasse no dia do casamento, que ele prezava muito o horário. Ele disse que reduziria na cerimônia o tempo de atraso”, contou.

No dia do casamento, Kênia conta que a cerimônia anterior à sua atrasou 40 minutos. Ela chegou no horário e teve que ficar esperando. “Ele [o padre] estava com uma cara que parecia que ele estava em um velório. Fez a cerimônia nos 35 minutos que ele prometeu, e com uma cara terrível. Ele me ameaçou e trocou meu nome no altar. Me chamou de Renata. Kênia e Renata, tudo a ver”, brincou.

Depois do casamento, Kênia disse que postou uma reclamação no site da igreja onde ela casou e fez uma outra reclamação na Arquidiocese de Belo Horizonte. De acordo a ex-noiva, a Arquidiocese retornou pedindo que ela ligasse de volta para explicar o problema, mas ela disse ter preferido não estender mais o problema.

Os incidentes que envolvem as noivas não são exclusividade dos ritos católicos. A empresária Cinthia Bastos Marques, de 22 anos, e do construtor Jefferson Pereira, de 24 anos, casaram-se em 29 de novembro de 2009, em uma pousada em Porangaba, no interior de São Paulo. O evento estava previsto para 18h, mas começou com duas horas de atraso porque a noiva resolveu esperar a irmã. “Eu cheguei 18h15, só que a minha irmã, que era madrinha, alugou um vestido e quando foi buscar era um outro vestido maior, que não tinha como usar. Ela teve que esperar um novo vestido. Então, eu fiquei esperando em cima da charrete que eu ia entrar. Eu não queria casar sem ela”, conta.

A noiva explica que o casamento foi programado para acontecer no fim da tarde, por isso não estava previsto iluminação. “Tivemos que improvisar, nem gosto de lembrar”. Além disso, tanto o pastor quanto a orquestra começaram a pressionar após uma hora do atraso. “Meu marido me ligou dizendo para entrar. O pastor estava desistindo, mas, eu quis esperar. Teve gente que me criticou”, lembra. Segundo Marques, alguns convidados ficaram irritados e nem ficaram para a festa.

De acordo com o pastor Ramsés de Jesus Azevedo, de 43 anos, que celebrou a união do casal, atrasos convencionais são comuns. “Atraso da noiva acaba sendo chique, mas é ruim quando atrasa muito. Foi a primeira vez que teve um atraso tão grande”, afirma. Ainda segundo o pastor, devido ao atraso, o casamento foi mais curto, pois a orquestra que estava no local não conseguia ler as partituras porque estava escuro. “Eu corri para dar tempo. A orquestra acabou tocando só duas músicas”, disse.

Para a empresária um atraso de até 30 minutos da noiva é tolerado, pois faz parte da tradição do casamento. “É normal a noiva atrasar, mas não duas horas. Acho que seria justo pagar pelo atraso de 2 horas, mas nesse caso minha irmã é que teria que pagar para mim”, disse. “Eu esperei porque só tenho uma irmã e só vou casar uma vez então, eu não poderia casar sem ela. Quando ela chegou, aí sim eu casei”, explica a noiva.

(*) Participaram da reportagem Ardilhes Moreira, do G1 em São Paulo, Roberta Steganha, do G1 SP, Cíntia Paes, do G1 MG, e Bibiana Dionísio, do G1 PR; e G1, em Brasília.)

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