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sexta-feira, 14 de junho de 2013

Menino de 4 anos emociona ao falar do céu dias antes de morrer

Ele sofria de um câncer raro no fígado, sua família agora atua arrecadando recursos para ajudar pesquisas de tratamento para a doença.
por Leiliane Roberta Lopes (via Gospel Prime)

Garoto de 4 anos emociona ao falar do céu dias antes de morrer Com apenas 4 anos de idade o garoto americano Silas Edenfield, de Lyons (Estados Unidos), enfrentava um câncer no fígado. Apesar da situação, o pequeno afirmava que moraria no céu ao lado de Deus.

Seus pais gravaram o desejo do menino em andar pelas ruas de ouro onde não sofreria mais de câncer e onde tudo era bom. O vídeo se tornou um sucesso na internet e a página no Facebook que antes pedia oração pela cura de Silas, se tornou um espaço para arrecadar ajuda para pesquisas de tratamento da doença.

No diálogo filmado, Silas afirma que ama o céu e que gostaria de estar lá o tempo todo. Questionado pela mãe se ele teria um novo corpo nos céus, Silas responde que sim e que seu corpo seria “sem câncer”. “Eu nunca vou ficar doente”.

O depoimento é emocionante, principalmente por saber que pouco depois da gravação o garoto veio a falecer. Descrito como um garoto divertido e que adorava o Senhor, Silas sofria de hepatoblastoma, uma doença rara que acomete, normalmente, meninos menores de três anos.

Sem medo da morte, o garoto dizia que no céu estaria com Jesus e com Deus. “Sabe qual é a parte favorita sobre o céu? É que tudo, as ruas são de ouro. E minha segunda coisa favorita é tudo é muito bom no céu… E Jesus e Deus estarão comigo”.

Os pais de Silas escreveram na página “Praying for Silas” que independentemente do que acontecesse com a criança, eles estariam glorificando a Deus. “O Senhor irá curar Silas, seja aqui na Terra, ou levando Silas para o céu onde ele receberá seu novo corpo e estará para sempre com Jesus! Seja o que Deus escolher, nós o glorificaremos”.

Após a morte do menino, que aconteceu no dia 25 de maio, os pais voltaram a atualizar a página dizendo: “Silas está em casa com o Senhor, sem mais sofrimento, sem mais dor. Ele está curado completamente”.

Assista (em inglês):

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Caras Como Eu - Titãs

Composição: Tony Bellotto

Caras como eu
Estão ficando raros
Como cabelos ralos
Que se partem e caem pelo chão

Caras como eu
Estão tirando o pé
Andando em marcha-ré
Com medo de entrar na contramão

Como trens do interior
Que não chegam no horário
Como velhos elefantes
Que morrem solitários

Caras como eu
Estão ficando chatos
Como solas de sapatos
Que se gastam
Com o passar do tempo

Não vou mais medir o tempo
Não vou mais contar as horas
Vou me entregar ao momento
Não vou mais tentar matar o tempo

Como palavras de amor
Que não se guardam em disquetes
Como segredos sem valor
Que a gente nunca esquece

Caras como eu
Estão ficando velhos
Calçando os seus chinelos
Concluindo que não há mais tempo

Não vou mais medir o tempo
Não vou mais contar as horas
Vou me entregar ao momento
Não vou mais tentar matar o tempo

Não vou mais medir o tempo
Não vou mais contar as horas
Vou me entregar ao momento
Não vou mais tentar matar o tempo

terça-feira, 5 de julho de 2011

Até os Confins da Terra...

Imagens de 1976 que mostram o primeiro contato de um homem branco com uma tribo da Papúa Nova Guiné. A tribo chama-se Toulambi e as reações ao ver um homem branco são emocionantes. Coloquem-se na situação deles, pensando como seria ver algo totalmente diferente, mas igualzinho a você, pela primeira vez na vida. Eles passam a mão, sentem os músculos dele pra acreditar que é um homem igual a eles por baixo daquela pele branca. Depois a reação mais engraçada é ao serem apresentados a um espelho. (Fonte: Flávio Lamenza)

Até que todo joelho se dobre e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor para a glória de Deus Pai.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Últimas palavras do pr. David Wilkerson

Esta foi a última postagem do pr. Wilkerson em seu blog. Está publicada com a data da sua morte - 27/04/2011.

Eu a traduzi rápida e livremente para que você pudesse refletir sobre essas palavras na perspectiva de alguém que encarou a morte com esperança. Sua última frase é impactante!

Um santo de Deus que fará falta aqui na terra - Salmo 116.15.

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Quando Tudo Falhar
David Wilkerson | 27 abril de 2011

Crer quando todos os recursos falham agrada profundamente a Deus. Jesus disse a Tomé: "Você acreditou porque você viu, mais bem-aventurados serão aqueles que acreditarem sem terem visto" (João 20:29).

Bem-aventurados são aqueles que crêem quando não há nenhuma evidência de uma resposta à oração, que mantém a esperança quando todos os recursos falharam.

Alguém que tenha chegado ao ponto do desespero - o fim de toda a esperança – o fim de todos os recursos. Quando a pessoa amada está enfrentando a morte, e os médicos não dão nenhuma esperança. A morte parece inevitável. A esperança se foi. O milagre pedido que não está acontecendo.

É quando as hostes de Satanás vêm para atacar a sua mente com o medo, a raiva, as dúvidas esmagadoras: “Onde está o seu Deus agora? Você orou tanto que não tem mais lágrimas. Você jejuou. Você se firmou na promessa. Você confiou.”

Pensamentos blasfemos serão injetados em sua mente: "A oração falhou. A Fé falhou. Não desista de Deus, simplesmente não confie mais nele. Não vale a pena!"

Questionamentos sobre a existência de Deus serão injetados em sua mente. Estas foram as ferramentas de Satanás por séculos. Alguns dos mais piedosos homens e mulheres que já viveram estiveram sob tais ataques demoníacos.

Para quem anda pelo vale da sombra da morte, ouça esta palavra: o choro vai durar por algumas noites, trevas terríveis – e, em meio à escuridão, logo você ouvirá o sussurro do Pai: "Eu estou com você. Eu não posso te dizer o porquê agora, mas um dia tudo vai fazer sentido. Você vai ver que tudo era parte do meu plano. Não foi por acaso. Não foi falha sua. Segure firme. Deixe-me abraçar você na hora da dor."

Amado, Deus nunca falhou, mas age em bondade e amor. Quando falham todos os meios, o seu amor prevalece. Segure firme a sua fé. Permaneça firme na Sua Palavra. Não há outra esperança neste mundo.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

SE NÃO FOSSE A CRUZ


Rubens Lopes

E se não fosse à cruz?

Imaginemos que Cristo tivesse morrido de morte natural e não de morte violenta. Não aos 33 anos, mas uma idade provecta.

Não poderia a sua morte ter o mesmo efeito, sendo expiação?

Não: a morte tinha que ser de cruz porque cristo precisava morrer da pior das mortes, que só podia ser essa. Tanto que o apóstolo Paulo falando de obediência de Jesus Cristo, diz que ele, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, sendo obediente até a morte de cruz. (Fp 2.8)

Dissemos que a cruz era a pior das mortes: por que?

Por ser a mais dolorosa e cruel?

Não, havia outra mais desumana – o esquartejamento. Um cavalo era amarrado a cada um dos pés e a cada um dos braços do condenado, em seguida, os quatro animais disparavam em direção opostas, arrancando os membros ao tronco do infeliz.

Pena capital das mais antigas. Metius Suffetius, ditador da Alba, acusado de ter levantado contra Roma a cidade de fidenes, foi condenado a esse suplício: dois carros puxados por 4 cavalos dirigidos em sentido contrário.

Assim se puniam igualmente os regicidas na antiguidade.

A cruz era menos hedionda do que isso.

Porque cruz era maldição. Maldição dos homens e maldição de Deus.

Dos homens porque essa era a execução reservada para facínoras e para escravos. De Deus porque estava escrito: “Quando alguém houver pecado digno do juízo de morte e haja de morrer e o pendurares num madeiro. seu cadáver não permanecerá no madeiro, mais certamente o enterrarás no mesmo dia; porquanto o pendurado é maldito de Deus. Assim não contaminaras a tua terra, que o Senhor teu Deus te dá em herança”. (Dt 21.22-23)

A maldição era tão grande que o cadáver poderia poluir o ambiente: impunha-se enterrá-lo no mesmo dia.

Cristo tinha que ser um maldito de Deus para salvar os malditos de Deus.

Que somos todos nós, desde que essa maldição resulta de cada violação que praticamos contra a lei de Deus – e quem não as cometer? Somos então delinqüentes que incorrem na condenação da lei. Da lei de Deus.

Como poderia Cristo salvar-nos se não fosse contado com os transgressores como escreveu o profeta Isaías? (53.12)

Assim ele se fez maldição por nós: “Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós. Porque está escrito: maldito todo aquele que for pendurado no madeiro.” (Gl 3.13)

E para fazer-se maldição ele tinha que morrer pregado numa cruz, que era maldição.

A cruz não foi sentença só humana, mas divina. A cruz tinha que ser.

E foi.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

UMA DOR INSUPORTÁVEL, UMA ESPERANÇA IMENSURÁVEL


A sociedade vive perplexa e sem palavras mais uma tragédia de proporções e impactos sem antecedentes.

Hoje choramos a morte de 11 adolescentes – 10 meninas e 1 menino, vítimas inocentes de um louco atirador. Além dos mortos, ainda ficaram 15 feridos, sendo 4 em estado grave.

É inevitável que pairem em nossas mentes interrogações mil: Por quê? Como? Seria evitável? Poderia ser pior? O que dizer? O que pode ser feito?

A realidade é que por muito tempo as perguntas ficarão sem respostas.

Escrevo este texto em lágrimas, tentando sentir a dor dos pais, dos irmãos, dos professores, dos colegas e amigos, e de todos os que estão moídos pelo sentimento de impotência e de incapacidade diante da morte, da violência, do vazio, da saudade e, talvez, do remorso.

Não há palavras. Sobram questionamentos. Resta-nos o silêncio.

Não, porém, a inércia.

Mais uma vez, tocou-me a maneira como a sociedade se mobilizou em prol da solidariedade. Tocou-me ver e perceber a fragilização dos corações dos homens comuns, dos oficiais e dos governantes. Tocou-me a sensibilidade da nossa presidente que chorou em discurso alterado intencionalmente para não deixar de pronunciar-se sobre o ocorrido. Tocou-me a liberalidade dos pais dos adolescentes mortos que disponibilizaram os órgãos para doações. Tocou-me constatar, mais uma vez, que a tragédia desperta no ser humano suas virtudes usualmente guardadas no cotidiano quando somos tão egoístas, tão mesquinhos, tão materialistas. Tocou-me a alma ser lembrado que há coisas mais elevadas com as quais devo me preocupar.

Lembrei-me de algo que aprendi há algum tempo em minha caminhada com Deus: o que move a minha vida não são perguntas que eu faço para Deus, mas as respostas que dou a Ele.

Assim sendo, não vou fazer perguntas. Vou declarar. Quero reafirmar o que me faz viver. Preciso tirar o pó de cima da minha fé. Preciso me erguer, elevar a minha voz e dizer:
“Eu sei que o meu redentor vive”
“Suas misericórdias se renovam a cada manhã. Grande é a sua fidelidade.”
“Por que estás abatida, ó minha alma, e por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele que é o meu socorro, e o meu Deus.”
“Pois tu, Senhor, guardarás em paz aqueles cujo coração está firmado em ti.”
“E a paz que excede todo entendimento guardará o coração de vocês em Cristo Jesus.”
“O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.”
“Ele enxugará do seu rosto toda a lágrima.”
E por último, “Porque dele, por ele, e para ele são todas as coisas. Glórias, pois, sejam dadas a ele eternamente. Amém.”

Sustentado pela Graça, em paz me deito e durmo, porque só tu, Senhor, me fazes ter segurança!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

O BINÔMIO DA GLÓRIA

“... e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. Não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações,” (Rm 5.2b-3a NVI)

A dor é real. O mal é presente. O sofrimento é humano.

Porém há glória em tudo isso. Há uma perspectiva que cicatriza as feridas. Há um olhar que aquece o corpo gelado, que enxuga as lágrimas, que traz paz ao coração.

A isto eu chamaria de binômio da glória – tribulação e esperança. Paulo afirma que há glória nas duas experiências. A primeira produz a segunda. A segunda só se conhece depois de se passar pela primeira. A primeira nos lembra que somos carne e osso. A segunda nos lembra que fomos feitos para a eternidade. Assim sendo, não se excluem. Ao contrário, se completam e se fundem para formar e lapidar joias que pertencem à eternidade.

Gloriar-se na tribulação? Parece algo distante e irreal...

Henri Nouwen afirma que “a vida espiritual só pode ser real quando é vivida em meio aos sofrimentos e às alegrias do aqui e agora”. Há, portanto, uma perspectiva espiritual, com a mente de Cristo, que nos capacita a enxergar e ir além.

A verdade é que palavras eloquentes não conseguem nos conduzir em meio ao sofrimento. Precisamos de algo mais. Por isso, Paulo fala que a tribulação (sofrimento) produz experiência. Passamos da teoria para a comprovação de campo. Deixamos as cadeiras da sala de aula para encarar a vida. Vemos a fé começar a agir. Seja em nós por meio dos outros, ou nos outros por meio de nós.

A dor tem o poder de despertar a solidariedade e a generosidade. Faz parte do processo tornarmo-nos sensíveis. E faz sentido: se no sofrimento pensamos só em nós mesmos, as perspectivas desaparecem. Ao contrário, se olhamos para nossos semelhantes, o horizonte se amplia. Descobrimos que não estamos sós. Isto é experiência!

Em meio à dor, nasce a esperança. Ela desvenda um futuro. Ela revela as possibilidades. Ela não é causa. É efeito. É fruto da nossa persistência. Trata-se da teimosia virtuosa. É Deus presente enquanto sofremos tomando-nos pela mão, moldando o caráter, aperfeiçoando a visão, preparando-nos para a plenitude.

Ter esperança é confiar que Deus é mais forte que a vida e a morte. É descansar de que ele já venceu!

O choro pode durar uma noite. O céu pode estar nublado. O mar pode estar revolto. Os açoites podem ser incontáveis. As feridas, profundas. Mas Deus está no controle!

Na outra extremidade da dor está a esperança que não decepciona (Rm 5.5). Deus é a fiança da nossa alegria.

Dor é sofrimento, mas é também esperança. Um binômio difícil de conciliar-se. Pouco lógico. Às vezes, distante. Mas possível e real.

Há uma glória nisto - a glória do Pai!

“Pois dele, por ele e para ele são todas as coisas. A ele seja a glória para sempre! Amém.” (Rm 8.36)

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

AINDA QUE... - Uma Reflexão em Meio à Dor

Não podemos nos acostumar com as tragédias que nos assolam!

Temos vivido dias estarrecedores diante de tamanha calamidade que atingiu mais uma vez o nosso estado do Rio de Janeiro. Parece que poderemos incluir em nosso calendário anual, no mês de janeiro, que seremos frequente e regularmente tomados por transtornos imensuráveis causados pela força da natureza. Em 2009, foi em Angra dos Reis. Em 2010, no morro do Bumba. E agora, em 2011, a região serrana, mais especificamente as cidades de Petrópólis e seu distrito de Itaipava, São José do Rio Preto, Teresópolis e Nova Friburgo.

No momento em que escrevo estas dolorosas linhas, as vítimas fatais já ultrapassam, em números oficiais, 360. Quão terrível será contabilizar mais 500 mortes até o fim de tudo isso!

Ao ver as imagens dos deslizamentos, desabamentos e alagamentos, fico chocado e me vêm lágrimas nos olhos. Lembro-me das palavras de Victor Frankl: “Deus espera que não o decepcionemos e que saibamos sofrer e morrer, não miseravelmente, mas com orgulho!” Mas como, Senhor?!?!

As palavras de Habacuque solidificam o entendimento de Frankl: “ainda assim eu exultarei no SENHOR e me alegrarei no Deus da minha salvação. O SENHOR, o Soberano, é a minha força; ele faz os meus pés como os do cervo; faz-me andar em lugares altos”. (Hab 3.18-19)

Percebo duas verdades inexoráveis no meio dessa calamidade: (1) somos pequenos, finitos e fracos nesta vida; e (2) a dor tem a capacidade de despertar virtudes guardadas e petrificadas no coração do ser humano. Concluo: nem tudo está perdido!
Admito ser difícil confirmar isso no coração de quem sofre a perde de 15 familiares de uma só vez, ou de pais que perderam seus filhos bebês, cônjuges que perderam seus amados. Enfim, como já cantou Sérgio Pimenta: “só quem sofreu, sabe avaliar quem sofreu...”

Mas firmo-me nas palavras do profeta para ter esperança, e dizer mais uma vez: nem tudo está perdido. Se somos fracos, dependemos de um Deus que não muda. Ele não mudou os montes de lugares. Nós é que nos mudamos para o sopé deles. Os rios seguem seus cursos. Nós é que criamos barragens e insistimos teimosamente em viver perigosamente às suas margens. Se sofremos, encontramos solidariedade que, em circunstâncias normais permanecem trancadas no coração de cada um. Nessas horas vimos mobilização, entrega, abraços, ombros. Ainda tenho esperança. Deus a renova em mim.

Victor Frankl, mais uma vez, que viveu e venceu o campo de concentração na 2º Grande Guerra, afirma que “uma das principais características da existência humana está na capacidade de se elevar acima das condições biológicas, psicológicas e sociológicas, de crescer além delas”. E mais: “quando já não somos capazes de mudar uma situação, somos desafiados a mudar a nós próprios”.

Será um recomeço difícil. Porém, possível! Que Deus, que não muda, mude nossos corações trazendo alegria no lugar do choro, esperança no lugar do desespero. Que esta tragédia, mais uma vez traga lições preciosas para toda a humanidade.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

ÚLTIMAS PALAVRAS DE ERIC

O Vídeo de uma morte anunciada...

A família Jacobs, Eric, Heather e os quatro filhos (em 2005)

Por Reid Forgrave

Sua vida é abalada de repente. Depois de dez anos de casamento, seu marido morre em um acidente de avião. Seus quatro filhos olham para você e tudo parece ter parado no tempo. Sua barriga está enorme, o quinto filho está chegando. Você tenta manter a vida familiar o mais normal possível, mas sabe que as coisas nunca mais serão as mesmas. Então você encontra um CD com os últimos desejos do seu marido, como se fossem ditados por Deus.

Essa é a história de Heather Jacobs. Ao encontrar um vídeo com as últimas palavras de seu marido, ela lembrou como nos últimos anos Eric parecia estar se preparando para deixar este mundo. Ele insistiu em gastar um dinheiro que a família não tinha. Planejou férias caras duas vezes. Foi com Heather para o México e levou a família toda para a Disney World. Em seu aniversário de 30 anos, o último que passaram juntos, ele encheu a esposa de presentes. Tudo parecia indicar que ele queria deixar algumas boas memórias.

Ao longo dos últimos meses, Eric andava obcecado pela leitura da Bíblia. Teve uma longa conversa com duas Testemunhas de Jeová que vieram até sua casa certo dia. Falou com eles sobre sua fé cristã por quase duas horas, e explicou porque achava que a religião deles estava errada.

Eric continuamente falava sobre o céu. De repente, começou a perguntar aos filhos: “Você consegue imaginar como será incrível morar no céu?” Era como se quisesse avisar os filhos que o papai estava indo para um lugar melhor.

Certa tarde, o que parecia inevitável aconteceu. O telefone tocou e Heather soube que Eric era um dos cinco mortos em um acidente com um pequeno avião. Eric tinha 30 anos. Nas semanas e meses seguintes, Heather tentou lidar bem com tudo o que acontece depois da morte de alguém querido. Algum tempo depois, Ryan, irmão de Eric, foi morar com eles para ajudá-la com os meninos.

Heather sabia que tinha de continuar com sua vida. Mas os pensamentos não paravam de pipocar em sua cabeça: Será que Eric sabia? Em algum nível subconsciente, em um certo nível espiritual, Eric parecia lhe mostrar que sua morte estava chegando, que ele precisava deixar tudo em ordem.

Heather acordou cedo no dia 13 de janeiro de 2007, dois meses depois que seu marido havia morrido. Na noite anterior, ela chorou até dormir, e Jessica, sua irmã, ficou com ela na cama até ambas adormecerem. Ela sabia que aquele dia deveria ser especial: quando Eric estava vivo, o parto era um momento importante para o casal, talvez os momentos mais felizes de seu casamento. Mas agora tudo que ela conseguia pensar era que o bebê nunca iria conhecer o seu pai.

Mas Heather Jacobs tinha um consolo. A família toda tinha. Dois dias depois da morte do marido, o advogado ligou perguntando se havia um testamento. Ela foi até o cofre da família, digitou a senha e, para sua surpresa, encontrou entre as coisas de Eric um CD com uma inscrição em caligrafia familiar: “ÚLTIMAS PALAVRAS DE ERIC”.

De repente, a memória pareceu se iluminar. Em uma manhã do verão de 2006, ela sentiu o marido abraçá-la com tanta força que chegou a doer, era como se nunca mais fosse largá-la. Eric contou que tinha sonhado que morria ainda jovem. O sonho lhe parecia tão real, como se o Espírito Santo estivesse lhe dizendo algo. Ele foi para o andar térreo da casa e fez um vídeo. “Você está falando sério?”, perguntou Heather depois de ouvi-lo falar sobre o sonho e o vídeo. “Não importa”, disse ele, e Heather voltou a dormir em seus braços. Quatro meses depois, Eric morreria em um acidente aéreo em Indiana.

Este vídeo que agora tinha em mãos era uma bênção de Deus, mais uma maneira de lembrar de Eric, ou sua tentativa final de evangelismo antes de deixar esta terra? Ou era tudo apenas uma coincidência?

Com o CD na mão, ela chamou os dois irmãos mais novos de seu esposo e a família sentou-se à mesa da cozinha. Heather não sabia o que esperar, mas sabia que não queria ver o vídeo sozinha. A família toda estava ali, os irmãos de Eric, as irmãs de Heather, os avós e os dois meninos mais velhos, Brayden (7) e Justin (6). Heather abriu o laptop, colocou o CD e pressionou o “play”.

Eric Jacobs apareceu na tela respirando fundo. Ele centraliza a câmera em seu rosto. “Olá a todos,” diz ele calmamente. “Se você está vendo isso provavelmente algo de ruim aconteceu comigo. Tive esse sonho na noite passada ou hoje de manhã, não sei, que eu morri jovem. Eu não sei o que pensar. Não sei se esta é a maneira de Deus dizer: ‘Grave isto, se foi divinamente inspirado, ou se estou ficando paranóico’. Porém, queria registrar meus pensamentos. Então, se foi divinamente inspirado, esta é a maneira de Deus mostrar que ele realmente age por meio da vida das pessoas. Quero mostrar isso para as pessoas e testemunhar a elas. Minha vida foi curta.”

A partir de então, Eric registra suas “últimas instruções”. Ele começa pedindo que seus irmãos voltem a morar em Iowa, para ajudar Heather a criar os meninos. Pede que seus irmãos se firmem na fé e entendam de que se trata a sua fé. Diz para sua irmã ler a Bíblia seis vezes: “Mesmo que eu esteja fora deste mundo, você ainda pode ganhar almas para o Senhor.” Pede aos seus pais que ajudem Heather, pois ela vai precisar deles.

Então, ele engasga e dirige-se à esposa: “Ok, Heather, isso é difícil. Mas eu preciso dizer que não espero e não quero que você fique sozinha. Criar os meninos já é muito difícil. Você tem que aceitar isso. Eu preciso, eu quero que você se case de novo”. Uma dúzia de vezes, ele repete que Heather deve se casar novamente, encontrar um bom homem cristão para ser um líder espiritual para os seus filhos. Mas ele precisa ser um cristão, insiste.

Na cozinha, os meninos mais velhos ouviam em silêncio. Foi assustador ver seu pai falando como se já estivesse morto.

“Deus, eu não consigo fazer isso”, prossegue Eric. “Acordei às 5 da manhã pensando que tive um sonho bobo, mas acho que talvez esta seja a maneira de Deus me dizer para fazer algo. Então eu gravo este vídeo, pensando que é algo estúpido, uma ideia idiota, mas eu vou fazer isso mesmo assim. Pois o Senhor está me dizendo para fazê-lo. ”

Ele se dirige agora aos filhos. Ele diz que os mais velhos precisam ser líderes na família. Os dois mais novos devem ajudar a mãe. “É preciso continuar o que eu faria”, ele instrui os meninos. “Vocês precisam ganhar almas para o Senhor antes que ele volte”.

Ele quer que seus filhos chorem, porque chorar é bom. Mas também quer que eles riam, porque rir é um presente de Deus. Eric não quer que ninguém fique zangado com Deus. Ir para o céu, diz ele, não deve nos deixar com raiva.

“Tudo isso é parte do plano de Deus. Quero que todos vocês se lembrem disso. Todos vocês, especialmente os meninos”, diz Eric. “O propósito de Deus era eu deixar esta mensagem para vocês…. Preciso que vocês orem e orem sempre. Não por mim. Estou em um lugar bom. Orem pelas pessoas que ainda não conhecem o Senhor.”

Então Eric começa a falar para os seus três colegas de trabalho no Two Rivers Marketing, na cidade de Des Moines. Ele sempre tentou convertê-los ao cristianismo. Para o que é ateu, diz: “Se a vida é só isso, é inútil. Há muito mais na vida, você precisa descobrir isso.” Para o que é mórmon, um aviso: “Você está em uma religião falsa”. Finalmente, diz ao que é agnóstico: “Se você morrer sem conhecer a Jesus Cristo, vai acabar no inferno”.

Eric já está falando há mais de 20 minutos. Começa a falar sobre o céu como uma festa gigante, e diz que estará esperando por cada um de seus filhos com uma cerveja gelada na mão. “Espero que haja cerveja no céu”, ele exclama. “Se não, pode ser um inferno…”

Ele conclui: “Esta é a prova. Existe um propósito para todos vocês, o propósito de Deus. Vocês precisam descobrir”. Eric fecha os olhos, repete o Pai-nosso. Abre os olhos. “Tudo bem, eu vou assinar”, ele diz.

Todo mundo na cozinha há muito já estava com o rosto coberto de lágrimas. Eles ficaram em silêncio a maior parte do tempo, mas quando Eric começou a oração do Pai-nosso, juntaram-se a ele. Eric limpa o nariz com camiseta uma última vez. Olha para a câmera. “Eu te amo”, diz. “Quero terminar dizendo: ‘Eu te amo’.” Com um sorriso triste no rosto, sussurra: “Adeus”. A tela congela no leve sorriso de Eric.

Ella (foto) nasceu depois da morte do pai. É a única menina da família.

Somente depois de três anos Heather começou a se relacionar com outra pessoa e decidiu divulgar o vídeo como seu esposo pedira.

Veja o vídeo que conta essa história (em inglês):






Assista ao vídeo-testamento de Eric abaixo (em inglês)


Fonte: Des Moines Register e Pavablog

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