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quinta-feira, 14 de maio de 2015

O Cético e o Lúcido

No ventre de uma mulher grávida estavam dois bebês. O primeiro pergunta ao outro:

1- Você acredita na vida após o nascimento?
2- Certamente. Algo tem de haver após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

1- Bobagem, não há vida após o nascimento. Como verdadeiramente seria essa vida?
2- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a boca.

1- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Eu digo somente uma coisa: A vida após o nascimento está excluída - o cordão umbilical é muito curto.
2- Na verdade, certamente há algo. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

1- Mas ninguém nunca voltou de lá, depois do nascimento. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.
2- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

1 -Mamãe? Você acredita na mamãe? E onde ela supostamente está?
2- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela tudo isso não existiria.

1- Eu não acredito! Eu nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que não existe nenhuma.
2- Bem, mas às vezes quando estamos em silêncio, você pode ouvi-la cantando, ou sente, como ela afaga nosso mundo. Saiba, eu penso que só então a vida real nos espera e agora apenas estamos nos preparando para ela...

PENSE NESTA ANALOGIA COM A CERTEZA DA VIDA ETERNA COM DEUS...

terça-feira, 12 de novembro de 2013

Majestade!

"Quanto mais profundo o teu amor, mais alto também: cada nuvem é uma bandeira à tua fidelidade. Que tu sejas exaltado nos céus, ó Eterno!"
(Salmo 108.3-5 - A Mensagem)

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ser Pastor...

"Ser um pastor é ter uma disciplina para destruir as  suas próprias ilusões." "A minha congregação não é um local de trabalho. A congregação não é um local de trabalho que possa ser abandonado quando aparece uma oferta melhor, mas é um local de desenvolvimento de uma vida ministerial madura. A congregação é o local para pastor desenvolver-se no que chamo lugar de santidade para ele mesmo”.
(Eugene Peterson)

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Menino de 4 anos emociona ao falar do céu dias antes de morrer

Ele sofria de um câncer raro no fígado, sua família agora atua arrecadando recursos para ajudar pesquisas de tratamento para a doença.
por Leiliane Roberta Lopes (via Gospel Prime)

Garoto de 4 anos emociona ao falar do céu dias antes de morrer Com apenas 4 anos de idade o garoto americano Silas Edenfield, de Lyons (Estados Unidos), enfrentava um câncer no fígado. Apesar da situação, o pequeno afirmava que moraria no céu ao lado de Deus.

Seus pais gravaram o desejo do menino em andar pelas ruas de ouro onde não sofreria mais de câncer e onde tudo era bom. O vídeo se tornou um sucesso na internet e a página no Facebook que antes pedia oração pela cura de Silas, se tornou um espaço para arrecadar ajuda para pesquisas de tratamento da doença.

No diálogo filmado, Silas afirma que ama o céu e que gostaria de estar lá o tempo todo. Questionado pela mãe se ele teria um novo corpo nos céus, Silas responde que sim e que seu corpo seria “sem câncer”. “Eu nunca vou ficar doente”.

O depoimento é emocionante, principalmente por saber que pouco depois da gravação o garoto veio a falecer. Descrito como um garoto divertido e que adorava o Senhor, Silas sofria de hepatoblastoma, uma doença rara que acomete, normalmente, meninos menores de três anos.

Sem medo da morte, o garoto dizia que no céu estaria com Jesus e com Deus. “Sabe qual é a parte favorita sobre o céu? É que tudo, as ruas são de ouro. E minha segunda coisa favorita é tudo é muito bom no céu… E Jesus e Deus estarão comigo”.

Os pais de Silas escreveram na página “Praying for Silas” que independentemente do que acontecesse com a criança, eles estariam glorificando a Deus. “O Senhor irá curar Silas, seja aqui na Terra, ou levando Silas para o céu onde ele receberá seu novo corpo e estará para sempre com Jesus! Seja o que Deus escolher, nós o glorificaremos”.

Após a morte do menino, que aconteceu no dia 25 de maio, os pais voltaram a atualizar a página dizendo: “Silas está em casa com o Senhor, sem mais sofrimento, sem mais dor. Ele está curado completamente”.

Assista (em inglês):

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Do Que Precisamos Quando Enfrentamos o Sofrimento?

Como reagir a tragédias como a vivida pelas centenas de família da cidade de Santa Maria (RS)? O que é desnecessário quando sofremos? O que a Bíblia tem a nos oferecer em meio à dor? Mensagem de 03/02/2013, culto da noite.

Enfrentando e Sobrevivendo em Tempos de Tempestades

Não poucas vezes temos de enfrentar circunstâncias difíceis e contrárias. Como agir e reagir a elas? O que a Bíblia tem a nos ensinar de maneira que possamos enfrentar e vencer cada tempestade que temos de enfrentar na vida? Mensagem de 20/01/2013. 

O Que Significa Viver Pela Fé?

Muitos dizem ter FÉ. Outros andam com camisetas que estampam a expressão "TENHA FÉ". Não poucos querem VIVER COM FÉ. Mas, o que significa isso? Deixe que a Bíblia nos diga o  que significa viver pela fé. Mensagem de 03/02/2013, Culto da Manhã.

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

A Dor da Ausência

Na última segunda-feira, participei dos funerais do MM Valdecir Firmino, da PIB de Jacarepaguá. Ali estive para expressar meu carinho pela família, em especial pelo jovem Gabriel, seu único filho, que nos tem abençoado tanto ajudando-nos no piano em nossos cultos.

Valdecir faleceu ainda novo, aos 52 anos, após 4 meses de internação em coma devido a uma grave infecção renal. Durante esse tempo, acompanhamos com oração e carinho a luta da família para vencer o deserto. Tal deserto chegou ao fim com um golpe forte e doloroso demais. Agora é a hora de reunir as forças necessárias para recomeçar e continuar a vida.

O culto fúnebre foi muito emocionante, principalmente pela maneira como Gabriel portou-se fragilizado, mas ao mesmo tempo testemunhando do poder de Deus em meio à dor. O auge foi quando o coro que era regido pelo Valdecir cantou um hino de seu repertório (Ao Nome de Jesus) acompanhado pelo próprio Gabriel ao piano que sucumbiu à emoção máxima nos últimos acordes. Uma cena que nunca sairá da minha memória.

Vivendo intensamente a emoção daquele momento, tentei me colocar nas duas posições possíveis: de pai e de filho. Lembrei-me do belíssimo texto escrito Sostenes Lima intitulado “O Pêndulo da Ausência”. Julgo ser oportuno compartilhá-lo com você face às últimas experiências vividas ao lado do meu querido jovem Gabriel.

“A presença das pessoas que amamos é, de tudo que nos cerca, o que realmente importa. No fim de tudo, nada além das pessoas vale alguma coisa. Só as pessoas resistem ao fim.

Contudo, mesmo sabendo que no fim só nos restarão as pessoas amadas, frequentemente permitimos que a presença delas se torne trivial, banal. Por isso precisamos, com certa regularidade, trazer para o cenário da presença a possibilidade (ou seria realidade?) da ausência. Quando nos esquecemos da dor que a ausência provoca, acabamos fechando os olhos para a presença, tratando-a de forma naturalizada, como se ela nunca fosse deixar de estar aqui.

Não é bom falar de ausências que (ainda) não existem. Acabamos sofrendo por algo que nem sabemos se existirá ou não. Pensar numa ausência futura é se dispor a sentir fome diante de uma mesa repleta. Parece não ser uma atitude sábia.

Mas uma reflexão moderada pode nos mostrar um pouco da sabedoria que se esconde no que ainda não existe.

Talvez o maior ensinamento que podemos tirar da ausência seja a consciência do quanto a presença é fugaz. A ausência nos mostra, com clareza, que toda presença passa. Precisamos ser constantemente acordados para viver a presença enquanto ela ainda está aqui e agora. Logo o dia acabará. E quando a noite chegar, não vai adiantar invocar a luz. Ela já terá ido embora.

Todos sabemos que a presença tem valor, mas nos esquecemos disso com muita facilidade. Parece que só percebemos o valor da presença quando pensamos na ausência ou quando ela, a ausência, chega repentinamente. O amor é mais forte e intenso quando vimos a ausência se tornando cada vez mais próxima. E quando ela chega, o amor fica dilacerado.

Portanto, pensar de forma equilibrada nas ausências que virão pode ser uma forma de nos despertar diariamente para o valor das presenças que estão aqui e agora.

É muito bom ter pai, mãe, filho, irmão etc. conosco. Mas pode ser ainda melhor. Basta pensarmos no dia em que não estarão mais presentes. É certo que toda presença envolve algum tipo de chateação e aborrecimento, mas nada que se compare ao golpe que a ausência desfere no amor.

A presença vale muito mais quando é avaliada pelo custo da ausência. É preciso fazer dela, a ausência, a contraparte da presença, o outro lado do pêndulo.”

Está dito, e bendito!

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Câmeras de Segurança e Um Mundo Melhor

A Coca-cola mais uma vez surpreendeu e causou um impacto positivo com sua campanha "Um Mundo Melhor".

Dessa vez, uma agência de publicidade argentina fez uma compilação de imagens reais capturadas por diversas câmeras de segurança. O vídeo traz situações rápidas em que anônimos demonstram em atitudes que ainda há esperança de um mundo diferente.

As imagens falam por si mesmas. Enjoy it!


domingo, 10 de junho de 2012

LÁGRIMAS DO PASTOR

“Lembro-me das suas lágrimas…” (2Tm 1.4)

Por ocasião de mais um Dia do Pastor, compartilho o resumo de uma meditação feita pelo pr. Nelson Nunes de Lima em um retiro de pastores em Sumaré, SP.

O profeta chorou! Foi Eliseu, o sucessor de Elias, que chorou perante Hazael, por pressentir a crueldade de seu reinado para com o povo de Deus. Sim, o profeta chorou! O registro está lá em 2 Reis 8.7-15.

A Bíblia contém inúmeros exemplos de homens e mulheres que derramaram lágrimas copiosas.

Jesus também chorou, usufruindo, destarte, das bênçãos do ministério do choro. Chorou pelo amigo Lázaro que havia falecido e chorou também pela cidade de Jerusalém, por não conhecer ela o tempo de sua visitação.

Paulo chorou ao se lembrar dos incrédulos, chegando a solicitar dos mesmos filipenses: “Irmãos, sede meus imitadores e atentai para aqueles que andam conforme o exemplo que tendes em nós; porque muitos há, dos quais repetidas vezes vos disse, e agora vos digo, ATÉ CHORANDO, que são inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3.17-18).

Chorar é bom e necessário. Não fosse assim e Jesus não teria dedicado uma bem-aventurança especificamente a esse tema, pontificando: “Bem-aventurados os que choram, porque eles serão consolados”.

Indubitavelmente, há uma importantíssima faceta da vida cristã que não podemos jamais olvidar, esquecer e vimos por bem denominá-la: o ministério das lágrimas!

Lágrimas de contrição, de quebrantamento e de devoção, como as da mulher pecadora que, trazendo um vaso de alabastro com bálsamo e, estando por detrás, aos pés de Jesus, “chorando, começou a regar-lhe os pés com lágrimas e os enxugava com os cabelos da sua cabeça e beijava-lhe os pés e ungia-os com bálsamo” (Mt 26.6-13).

Jesus apreciava sobremaneira o estar a sós, longe de tudo e de todos, para cultivar sua intimidade com o Pai. Quantas lágrimas deve ter ele derramado nesses momentos de comunhão, especialmente quando mergulhado em grandes e graves questões, como, por exemplo, quando da escolha de seus apóstolos, quando às vésperas da realização de um milagre, no Getsemani, pressentia os estertores da cruz.

Lágrimas de simpatia! Em João 11.32-35 lemos a narrativa dramática alusiva à visita de Jesus ao túmulo onde jazia Lázaro e cujo ponto culminante, antes da ressurreição do amigo, é a informação: “JESUS CHOROU” (João 11.35).

Por vezes escaparão ao pastor lágrimas de simpatia, pelo estado de abatimento deste ou daquele, como ocorreu a Eliseu, profeta de Deus, que chorou pelo simples fato de pressentir o sofrimento imposto ao povo do Senhor pelo rei Hazael.

Lágrimas de provações na vida cristã e no ministério, conforme as de Paulo, reveladas aos anciãos da Igreja de Éfeso em inspirador e tocante discurso em que ele disse: “Vós bem sabeis de que modo me tenho portado entre vós sempre, desde o primeiro dia em que entrei na Ásia, servindo ao Senhor com toda a humildade e com lágrimas e provações que, pelas ciladas dos judeus, me sobrevieram” (Atos 20.18-19).

Lágrimas de arrependimento como as de Pedro que, “havendo saído, chorou amargamente”. De muita coisa precisa o pastor se arrepender também e chorar amargamente, para que possa fazer jus à confiança nele depositada por Jesus, que lhe ordenou como ao mesmo Pedro: “Apascenta os meus cordeirinhos”, “Pastoreia as minhas ovelhas” e “Apascenta as minhas ovelhas” (João 21.15-17).

Lágrimas de reconciliação como em geral acontece mesmo ao cristão/pastor que preside com alegria e emoção o retorno vitorioso de uma ovelha/irmão ao rebanho, depois de algum tempo de afastamento.

Finalmente, lágrimas de pesar pelo mundo sem Cristo. Certamente que nos empolgamos e esperamos ansiosos aquele dia em que, nos tabernáculos eternos, haveremos de derramar lágrimas. Lágrimas de alegria, de gozo sem fim, por estarmos ante o trono do Cordeiro, lágrimas que nos serão enxugadas pelas meigas mãos de nosso Pai, “porque o Cordeiro que está no meio diante do trono os apascentará e os conduzirá às fontes das águas da vida e Deus lhes enxugará dos olhos toda lágrima” (Ap 7.17).

Agradeço a Deus pelo privilégio indizível da vocação pastoral. Louvo ao Sumo Pastor pela alegria de receber de Suas mãos um rebanho tão especial como é a Igreja Batista do Méier.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

SUPREMO TRIBUNAL X DEUS SUPREMO

O Brasil está às voltas com a decisão do STF sobre a não criminalização do aborto. Enquanto escrevo, como ainda faltam 5 ministros a votarem, não acredito que haverá mudança de curso nessa decisão.

O dilema que se estabelece neste debate é profundo e possui muitas nuances que fervilham pelos argumentos daqueles que são a favor e dos que são contra.

O debate não é novo. Em 1997, o tema já veio à baila quando a discussão girou em torno da autorização para que os hospitais públicos realizassem o aborto nos dois casos previstos em lei: (1) Se a gestação for de risco e não houver meio para salvar a vida da gestante; e (2) se a gravidez for resultado de estupro (Art. 128 do Código Penal de 1940).

Agora, a questão está no direito que é conferido à mulher gestante de um bebê malformado, que não possui cérebro, de decidir sobre a continuidade da gravidez, ou não.

Diante desta realidade, não há como esquivar-se das grandes questões doutrinárias à luz da Bíblia como a Soberania de Deus, Natureza Humana, e Sentido e Direito à Vida. A ética cristã está em xeque e a sociedade quer um veredito – certo ou errado?

Pessoalmente, leio e interpreto a Bíblia por princípios (método gramático-histórico), e princípios são maiores que regras. Regras mudam. Princípios são eternos. Por outro lado, no afã do pragmatismo conclusivo, vemo-nos obrigados a “bater o martelo” e definir uma nova regra do jogo da vida.

O desafio da ética é definirmos o que se decide por princípios, ao invés de decidir por regras.

Não podemos ser simplistas quando o assunto é tão complexo. Não encontramos na Bíblia uma resposta objetiva e específica sobre o assunto (os escritores bíblicos não tinham Ultrassonografia para tratar o assunto).

Usar o 6º mandamento como argumento contra a decisão do STF é simplista, se o próprio Jesus ampliou de maneira imensurável a abrangência e o alcance deste mandamento à palavra, ao pensamento e ao coração (Mateus 5.21-22).

Do outro lado da moeda, estão as inquietações no que tange ao valor da vida e a própria definição do que seja vida propriamente dita.

O binômio “direito x dever” não é uma equação fácil de ser resolvida - direito de viver, direito de escolher, direito de ser livre, direito de Morrer...

O que não pode ser ignorado neste debate é o estatuto da RESPONSABILIDADE!

Todo e qualquer direito requerido nos remete às responsabilidades advindas do exercício da liberdade – “todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convém”. Cito o ministro Lewandowisk, que faz um alerta ao abuso da liberdade e do direito: “o aborto de fetos anencéfalos, ao arrepio da legislação existente, além de discutível do ponto de vista científico, abriria as portas para a interrupção de gestações de inúmeros embriões que sofrem ou viriam sofrer outras doenças genéticas ou adquiridas que de algum modo levariam ao encurtamento de sua vida intra ou extrauterina.” A liberdade e o direito sem o senso de dever e de responsabilidade é libertinoso e arriscado.

Não sou adepto do discurso meramente religioso, muito menos me ladeio às fileiras do liberalismo. A questão é que o tema é amplo sobre todos os aspectos e, num espaço editorial pequeno como este, não cabe toda a argumentação, seja a favor ou contra. Por isso, eu sintetizo:

  • Em princípio, e por princípio, sou pela vida!
  • Em princípio, e por princípio, não é a ciência que vai determinar se há ou não vida. O conhecimento muda, altera-se, movimenta-se. O que se diz hoje que é, amanhã outro postulado dirá que não é. Parece-me que o raciocínio da ciência é reverso quando o assunto é a Eutanásia...
  • Em princípio, e por princípio, não outorgo ao Supremo Tribunal a investidura que pertence unicamente ao Deus Supremo.
  • Em princípio, e por princípio, careço de Deus para discernir entre o certo e o errado. Por isso, clamo por sabedoria.
  • Em princípio, e por princípio, ainda que a lei dos juristas me permita, há uma lei moral escrita no coração que está acima de tudo. E dela, sim, é que darei contas diante do tribunal que não é supremo, mas é ETERNO.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Páscoa - Alegria de Estar Em Casa

Na véspera de Sua morte, Jesus proferiu estas palavras encorajadoras: “Eu vou preparar-lhes um lugar. E se Eu for e lhes preparar lugar, voltarei e os levarei para Mim, para que vocês estejam onde Eu estiver.” (João 14.2-3).

Lembro-me com pouca saudade de uma viagem de carro que fizemos no Carnaval de 2005. Estávamos passando por São José dos Campos, por volta da meia-noite, quando a caixa de câmbio quebrou. Ela havia perdido o parafuso que faz a vedação, e secou-se de todo o lubrificante. Depois de esperar o socorro, e deixar o carro em um depósito para ser encaminhado à oficina no dia seguinte, fomos colocados em um hotel longe da cidade por volta das 4 horas da manhã.

A má notícia veio pela manhã, quando soubemos que o conserto levaria pelo menos três dias para ser executado. Estávamos longe de casa e longe do nosso destino, no início do período das nossas férias e sem muito o que fazer a não ser esperar. Foi uma espera angustiante, além de muito frustrante.

Parece que às vezes, a maior aflição não é o problema em si, mas o sentimento de estarmos longe de casa. Foi assim, também, quando em outro período de férias, a Letícia adoeceu. Tínhamos a sensação de que o melhor a fazer naquela circunstância era retornar para casa. Porém, não seria tão fácil assim, e tivemos que praticar a disciplina da espera. Como é difícil!

Quando Jesus disse que estava indo nos preparar um lugar, falava em construir-nos como um lar onde Deus habita. Faz parte da nossa experiência cristã compreender o significado de estar no lar. Cristo veio ao mundo e volto ao céu para preparar lugar para nós. A Páscoa nos ajuda a compreender isso.

Quando a viagem começa a dar errado, o que mais desejamos é voltar para casa. Começamos a lembrar do conforto de nossa cama, do sabor de uma refeição caseira e da companhia da família. Não importa o quanto apreciemos nossas viagens longe de casa, sempre pensamos na volta ao lar. Eu costumo dizer: “é muito bom ir, mas é melhor voltar!”

Páscoa é pensar na volta para casa! É saber que o destino está preparado. O caminho foi aberto pela Cruz, e a porta já está aberta como aberto ficou o Sepulcro.

As dificuldades encontradas no caminho, as paradas inesperadas, os acidentes e incidentes no percurso, o tempo de espera, e as incertezas dos nossos planos são bons indícios de que o melhor é voltar para casa. A espera valerá a pena. A nossa morada é a eternidade no Céu! Páscoa, portanto, é a alegria de saber que um dia estaremos definitivamente em casa.

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