quarta-feira, 23 de novembro de 2011

EM DEUS NÃO EXISTE "SE"

Quando o assunto é Deus, "se" não existe.

Na semana que passou, uma entrevista que assisti na GloboNews causou um grande impacto em minha vida. A entrevista foi concedida a Geneton Moraes Neto. Os entrevistados foram Jimmy Carter, ex-presidente dos EUA, e Desmond Tutu, Arcebispo sul-africano aposentado. Os dois participavam de um encontro dos ELDERS que aconteceu aqui no RJ, há poucas semanas. Os Elders são 10 anciãos de proeminência mundial que se reúnem duas vezes por ano para debater saídas para conflitos e problemas geopolítico-sociais do mundo moderno.

A pergunta feita a Tutu foi: "Qual seria a primeira pergunta que o senhor gostaria de fazer a Deus, SE tivesse a oportunidade de encontrá-lo cara a cara?"

Carter, rapidamente, interferiu: "SE", não. "QUANDO!"

Carter e Tutu, ao longo de toda a entrevista, puderam dar testemunho de uma espiritualidade cristã viva e relevante.

Tal intervenção levou-me a refletir sobre as certezas nas quais preciso estar firmado e, no mínimo, naquilo que ainda preciso aprender sobre e com Deus. Se em Deus não existe “Se”, é certo, também, que:
  • NELE NÃO HÁ DÚVIDA – Deus é! Enquanto o conhecimento humano propõe as suas variáveis e variantes, Deus é o mesmo ontem, hoje e será para todo sempre. Isso lança fora a fraqueza, a inconstância e o medo.
  • NELE NÃO HÁ MEDO – Consequentemente, a certeza que ele nos dá faz-nos descansar em seus desígnios, mesmo quando eles fazem pouco (ou nenhum) sentido em nossa lógica. Isto é segurança! Isto dá paz!
  • NELE NÃO HÁ INJUSTIÇA – A maneira como conjugamos os verbos e aplicamos as conjunções revela o quão instáveis e insubmissos somos. Só há uma maneira de relacionarmo-nos com Deus, sujeitando a nossa efemeridade à sua glória eterna. Hoje, pouca coisa faz sentido. Porém, crer na soberania de Deus e no maior de todos os dons que ele nos deu – a liberdade – dá-nos a convicção de que ele é bom e está no controle. Chegará o dia em que as nuvens escuras serão lançadas sobre os oceanos e o sol mostrará o seu fulgor incomparável e sem fim.
  • NELE NÃO HÁ MORTE – O natural é concebermos o fim de todas as coisas sob a ótica da morte, como se ela tivesse a autoridade de determinar o tempo e a validade de todas as coisas. A verdade é o oposto. A morte está sujeita à vontade e à eternidade de Deus. “Ela não é o fim”, como afirma Carter em outro momento da entrevista. Quem está em Deus sabe que a morte é o descortinar da glória planejada por Ele para aqueles que escolheram viver nele!
Sei que as circunstâncias nos seduzem a vivermos sobre as conjecturas dos “Se”. A verdade, entretanto, é que quando cremos em Deus somos ensinados a confiar e descansar que a essência do Seu Caráter é bondade e amor.

Uma vez que Deus é bom, ainda que as circunstâncias sejam ruins, difíceis e inexplicáveis, a eternidade confirmará que ele sempre soube o que estava fazendo o tempo todo.

E quanto a mim, vou aprendendo um pouco mais dele em cada dor, no intuito de ser achado fiel e crente. Isso para que, pela Graça, seja achado digno (mesmo sendo tão indigno!) de ser colocado na glória eterna quando todo os “se” terminarem aqui no mundo e restar uma última possibilidade – ser salvo!

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