sábado, 31 de outubro de 2009

AS RAÍZES DE UM NOVO TEMPO NA ERA CRISTÃ

Resenha do livro "A REFORMA", de Patrick COLLINSON. Editora Objetiva, 2006. 277p.

Patrick Collinson, é um renomado estudioso da história da Igreja dos séculos XVI e XVII. É professor de história moderna na Universidade de Cambridge – Inglaterra. É conhecido e respeitado no meio acadêmico pela narrativa da história do movimento puritano sob Elizabeth I, além de uma história da igreja na sociedade inglesa do mesmo período. A presente obra é o seu primeiro livro lançado no Brasil.

Na obra aqui resenhada das páginas 17-123, o autor busca apresentar o panorama da Reforma de uma maneira livre do provincianismo presente nos estudiosos britânicos mais comuns. É um relato conciso e completo dessa drástica revolução ecumênica do final da Idade Média e do Renascimento. Patrick Collinson faz de seu texto uma excelente introdução deste capítulo da história religiosa e política do mundo.

Collinson inicia a sua exposição apontando para o fato de que a Reforma aconteceu em uma época de mudanças em outros níveis da experiência humana. Foi uma era de conflitos para indivíduos, comunidades locais, nações e estados inteiros. Levanta-se, então, a questão se estas circunstâncias que encenaram as transformações na religião cristã eram tão diferentes ou maiores do que experiências como a Revolução Científica, o Iluminismo do século XVIII, ou a Era das Revoluções que começou em 1776 e 1789. Tal realidade leva alguns historiadores modernos a colocarem o que conhecemos com A Reforma como um acontecimento inserido num processo maior de mudanças e transformações do mundo, em especial da sociedade européia. Por outro lado, pode constituir uma grave distorção da história, reduzir a importância desse prolongado processo de mudanças. Segundo Collinson, “se não tivesse havido a Reforma, a palavra jamais teria sido usada para indicar o que aconteceu no século X, ou no século XII, ou no século XVIII, ou indicar aquilo que alguns de nossos desconstrutores sugerem que esteja sempre acontecendo”. (p.28)

O autor segue apresentando o pano de fundo dos primeiros indícios de transformações na Igreja a partir do que estava acontecendo no final da Idade Média. Antes mesmo de Lutero vir ao palco dos acontecimentos, desde o século XI mudanças aconteciam no meio da Igreja de Roma através das reformas implementadas por papas como Gregório, Inocêncio III, por exemplo. Uma delas, no próprio século XVI, foi a regularização de uma nova e reformada ordem franciscana dissidente, os Capuchinhos. O mundo no qual Martinho Lutero nasceu, em 1483, estava cheio de novos fenômenos religiosos. No século XV todos falavam em “reforma”. Segundo o autor, esse termo era frequentemente encontrado na fórmula “reforma da Igreja, de sua cabeça e seus membros” (p.37). A reforma sempre esteve na pauta das reuniões eclesiásticas de cúpula entre 1378 e 1514. Uma importante questão que Collinson levanta para prosseguir o seu pensamento é propor um paradoxo: “enquanto um século de conversas sobre reforma nada mais produziram do que palavras impressas, a concentração obstinada de Lutero na Palavra produziu mudanças verdadeiras e revolucionárias” (p.43).

Em seguida, o autor mostra o quanto a imprensa escrita contribuiu para o avanço e para a disseminação da pregação reformista baseada na Palavra – o fundamento e a raiz de Lutero. Collinson diz: “Ouvida ou lida, o que contava era a Palavra. A Reforma prescreveu uma nova primazia dos ouvidos sobre os olhos” (p.50). Isso se deveu principalmente pelo que Collinson chama de “quase-paradoxo”. A difusão do pensamento reformista, que libertou e deu energia ao vernáculo, tornou-se possível devido ao movimento como humanismo renascentista que teve em Erasmo um importante representante. Ele, por sua vez, era crítico impiedoso e frequentemente satírico, não apenas de abusos eclesiásticos, mas também das práticas religiosas contemporâneas mais ingênuas e supersticiosas. Com a chegada do século XVI, a imprensa e as línguas nativas da Europa contribuíram para que a Bíblia em inglês se tornasse o principal texto da Reforma, num grau inédito em qualquer outra parte da Europa. O fato de que a partir de 1549 o culto nas igrejas das paróquias inglesas era conduzido inteiramente em inglês, ajudou a formar um forte vínculo entre a linguagem e a consciência nacional, assim como a religiosa. A esta altura, durante o século XVI, quase todas as nacionalidades européias obtiveram suas próprias Bíblias.

Collinson prossegue sua exposição, trazendo uma preciosa biografia de Lutero a fim de encontrar respostas às perguntas tais como: “O que era o Evangelho segundo Lutero? Qual é a essência do Protestantismo?” (p.68) Lutero aprendeu de seus mestres, e passou a crer, que não é possível conhecer Deus por meio da razão, mas somente como questão de fé. O que conhecemos sobre Deus é somente o que Ele deseja nos mostrar através da revelação, e temos de aceita-lo com confiança. Lutero teve a sua experiência espiritual quando em risco de morte comprometeu-se, mediante o livramento divino, à reclusão em um mosteiro. Este é o início da busca espiritual de Lutero, que passou a entender a salvação como uma questão da graça de Deus, e não algo que pudesse ser comprado com uma vida virtuosa. Lutero passou a investir tempo e estudo fazendo conferências sobre a Bíblia duas vezes por semana para mais de uma geração de alunos na Universidade de Wittenberg. A Reforma aconteceu em meio a essas conferências. Foi quando, em outubro de 1517, Lutero escreveu e fez conhecidas as suas Noventa e Cinco Teses contra o comércio de indulgências papais. Não se pode afirmar com precisão quando se a chamada “Experiência da Torre” teria acontecido antes ou depois da questão das indulgências. Lutero redefine a justiça de Deus afirmando que “não era uma virtude punitiva, e sim algo com que Deus nos redime por meio da fé” (p.74). Possivelmente, foi neste momento que Lutero entendeu o significado do seu renascimento. A essência da doutrina de Lutero sobre a redenção vai mais além, e trata dos meios pelos quais somos salvos. Lutero ensinava que somos salvos pela virtude de cristo. Somente a fé, que é em si mesma uma dádiva de Deus, é capaz de assumir essa virtude. Portanto, a redenção se dá exclusivamente pela fé, sola fide. Para Collinson, “o que aconteceu em 31 de outubro de 1517 foi comparado a um homem que tateia subindo à torre de uma igreja no escuro, pendurado a uma corda até perceber que está tocando um sino que acorda a aldeia inteira” (p.77). Ficaram registradas estas palavras memoráveis: “A menos que provem que estou enganado por meio do testemunho das Escrituras ou por razões evidentes, minha consciência está vinculada e atrelada à Palavra de Deus... portanto não posso retirar coisa alguma, e não o farei, pois não é seguro e nem salutar contrariar a própria consciência. Deus me ajude. Amém” (p.82).

O autor reserva espaço em seu trabalho para mostrar que mesmo com a importância que tem Martinho Lutero no processo de transformação pelo qual passou a Igreja no século XVI, a reforma não foi simplesmente luterana. Todas as cidades alemãs tinham sua própria lei, e cada pregador e panfletário era um reformista, segundo suas próprias idéias. Outras regiões, como outras culturas, inventaram outros modelos de reforma. Aparecem, então, os chamados Anabatistas que se dispersaram em várias direções, e em breve passou a existir um novo ambiente teológico que exerceu força ainda maior do que a de Lutero: o pensamento e a pregação de João Calvino. Logo veio a se formar um grande abismo entre os dois posicionamentos. Alguns dissidentes, como começaram a aparecer, tais como Andréas Bodenstein von Karlstadt e Thomas Müntzer. Este último propôs uma versão do evangelho apocalíptica e violenta, pelo menos na linguagem, com muitas menções a colheitas, foices e terreiros de secagem. Uma alternativa à reforma de Lutero ganhou força na Suíça liderada por Huldrych Zwinglio. “Reforma”, para ele, passou a significar total conformidade com a Palavra de Deus nas escrituras. Começou então um programa de mudança da prática religiosa mais drástica do que Lutero jamais imaginara. Tudo o que era “romano” passou a ser questionado: indulgência, atos de penitência, peregrinações, adoração aos santos, vida monástica. A essência do zwinglianismo, o que verdadeiramente serve para defini-lo, é a crença de Zwinglio no que acontece, ou não, naquilo a que os cristãos dão diversos nomes: a Eucaristia, a Missa, a Santa Comunhão, a Ceia do Senhor.

Um quarto reformador é enumerado. Seu nome é Bucer, cuja contribuição para a reforma foi um forte sentido de bem comum, proveniente em parte de sua teologia e em parte de humanismo, mas que também tinha a ver com valores cívicos. Bucer foi também o primeiro ecumênico da Reforma, sempre em busca de consenso sobre a questão da eucaristia.

Contrastando com o modelo de reforma civil, surgiu e espalhou-se um outro, de não-conformismo sectário sob o rótulo de “anabatistas” – aqueles que renunciavam ao batismo na infância. O movimento tinha outras crenças além da questão do batismo dos crentes, mas esse rito simbolizava o tipo de rompimento com o Cristianismo que os chamados reformadores da magistratura preferiam evitar. Os anabatistas escaparam das perseguições, ao longo das décadas e dos séculos, emigrando para a América do Norte, dando origem a uma das maiores denominações protestantes, os batistas. Segundo Collinson, historiadores não-batistas, e especialmente os luteranos, consideram Müntzer o patriarca fundador deste movimento Os batistas, por sua vez, enxergam suas origens nos pacíficos e apocalípticos Irmãos Suíços, discípulos de Zwinglio.

A causa dos anabatistas foi salva do desastre por um sacerdote holandês que se tornou anabatista, chamado Menno Simons. Hoje em dia ainda existem mais de um milhão de menonitas.

Collinson dedica um capítulo completo para apresentar Calvino e o seu pensamento. Apesar de poucos registros sobre a sua vida antes de sua chegada à Genebra, o que se tem de informação é o suficiente para reconhecer a sua importância e influência nas transformações daquela cidade e nas que dela derivaram.

Conhecido por sua personalidade colérica, João Calvino apresentou sua primeira publicação em 1532, sob o título De Clementia. Foi na Basiléia que ele publicou a primeira edição do que hoje conhecemos como Institutos (ou Institutas). Collinson refere-se a esta obra como aquela que “iria transformar o mundo” (p.110). O principal fundamento de Calvino era a disciplina - onde não há disciplina, Deus não é reverenciado.

Calvino teve em Jérome Bolsec, um sacerdote católico renegado, o seu maior opositor em relação à sua doutrina da predestinação. Mas apesar de toda a resistência e distúrbios que suas convicções causaram por onde passou, Calvino se estabeleceu pela sua capacidade de pregação no púlpito. Isto fez com que Genebra submete-se à vontade de Deus. A contribuição de Calvino foi de 260 sermões por ano, concebidos enquanto descansava na cama, e pronunciados sem notas. Foi um escritor em grande escala, Calvino transformou Genebra em importante centro de publicações protestantes.

Conforme apresenta o autor da obra, Calvino pode ser considerado autor de um só livro, seus Institutos. Era originalmente uma espécie de catecismo. A característica mais presente nos Institutos é seu equilíbrio. Collinson destaca que é um equívoco atribuir aos Institutos a difusão do “Calvinismo”, e que “Calvinismo” seja o mesmo que a doutrina da predestinação. Esta doutrina não é o principal no pensamento de Calvino como teólogo sistemático. Conquanto este postulado ocupe apenas as objetivas palavras do capítulo 21 (o mais curto de todos) do terceiro tomo: “da Eleição Eterna, pela qual Deus predestinou alguns a salvação, e outros à destruição”.

Calvino morreu em 1564. Ele viveu e trabalho em uma república, mas nunca deixou de desejar que a França como um todo, se convertesse à verdadeira religião.

Collinson propõe que o calvinismo foi um movimento internacional. Os protestantes calvinistas tinham um credo e uma causa que ultrapassava as fronteiras e que se manifestava não apenas por meio de suas simpatias políticas mas também pelos bolsos e bolsas. O Calvinismo se transformou em algo que seguiu consistentemente a pregação, os escritos e os atos de João Calvino. Alguns historiadores e teóricos sociais creditam ao Calvinismo a invenção da política moderna a até mesmo algo a que chamam “espírito do capitalismo”.

Sem dúvida, A Reforma é um livro surpreendente. O autor consegue manter a seriedade com o tema deva ser conhecido, mas nos conduz de uma maneira agradável ao entendimento do contexto que motivou e veio a ser tornar o pano de fundo de todas as transformações vividas pela Igreja no século XIV. Aparentemente denso, Collinson consegue deter o leitor até o fim. Percebe-se uma necessidade de que as notas de referência venham no bojo do relato. De outra forma, como apresentadas no final da obra, têm-se a primeira impressão equivocada de que o autor relata sem fundamentação. Ao contrário, o autor é preciso em dotar todas as informações de suas origens de pesquisa. A leitura acessível é recomendável para leigos e estudantes da história da igreja interessados em ouvir de um prisma inovador aquilo que exaustivamente já se tem publicado. Pela leitura da obra em questão, somos conduzidos de maneira prazerosa ao entendimento do que foi o começo de um novo tempo para a fé cristã no mundo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

HALLOWEEN - O PERIGO BATE À PORTA

O que está por trás da “festa” do dia 31 de outubro que tem dominado nossas escolas, clubes e associações e confundido nossos filhos? Há realmente o que comemorar?

A festa de halloween é originária das festas de outono dos celtas (povos que habitaram há séculos atrás territórios que hoje pertencem à Grã Bretanha e o norte da França). Os celtas criam que o ano novo deveria ser comemorado na última noite de outubro, pois o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se tornava mais frágil, sendo a noite ideal para se comunicar com os que já partiram.

Nesta ocasião, se os vivos não providenciassem comida para os espíritos, estariam suscetíveis a coisas terríveis. Um misto de superstição e ocultismo rondava as celebrações do halloween. Eram acesas fogueiras enormes para agradar o deus sol, as pessoas vestiam-se com roupas negras e usavam máscaras para não serem reconhecidas pelos espíritos dos mortos. O halloween está associado a rituais pagãos reminiscentes da magia negra dos druidas (bruxos celtas).

Com o passar do tempo, a Igreja Católica Romana, após uma intensa e longa perseguição às bruxas nos séculos XV, XVI e XVII, incorporou ao grande festival celta o dia 1º de novembro como o Dia de Todos os Santos, celebrando missas em homenagem aos santos e santas que já haviam deixado a vida. Mais interessante, é que aquilo que era proibido passou a ser aculturado e tornou-se dia santo para se cultuar os mortos, o famoso dia dos Finados.

A origem do halloween está intimamente ligada à comunicação com os mortos, e tem herança pagã arraigada na bruxaria e sua ênfase está sobre as trevas e o diabo. A pessoa que até mesmo por brincadeira se entrega a esses contatos, deve conscientizar-se de que esses agentes não são os espíritos dos mortos, pois os mortos não estão à disposição dos vivos. Leia Hebreus 9.27 e Isaías 8.19-20 e veja que Deus diz sobre a consulta aos espíritos. A festa de halloween é contrária às Escrituras.

A Revista “Defesa da Fé” alerta: “Os pais devem atentar para o perigo desta festa comemorada nas escolas e, principalmente, em bailes noturnos, nos quais se pede que seus participantes se apresentem vestidos como bruxo, vampiro, Frankstein, zumbi, sacerdote de magia negra etc. Essa é uma forma de colocarmos nossas crianças, jovens e adultos em contato com o ocultismo.”

Entretanto, os cristãos não têm porque temer o Halloween. Primeiro, porque o dia 31/10 é mais um “dia que o Senhor fez; alegremo-nos e regozijemo-nos nele” (Sl118.24); segundo, porque Cristo já “despojou os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na cruz” (Cl 2.15); e terceiro, porque somos “Os (verdadeiros) Intocáveis”: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus (...) o Maligno não lhe toca.” (1Jo5.18)

Ao Único, Soberano, Glorioso e Eterno Pai das Luzes seja a glória todos os dias de eternidade em eternidade.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Vida Curta

Faça cada minuto valer a pena!

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Um em cada Quatro indivíduos é Muçulmano

Uma em cada quatro pessoas em todo mundo é muçulmana, de acordo com um dos mais completos estudos feitos até hoje sobre o assunto.

A pesquisa feita pela organização Pew Forum on Religion and Public Life, com sede em Washington, levou três anos para ficar pronta e analisa dados de 232 países e territórios.

O estudo concluiu que apenas 20% dos muçulmanos vivem no Oriente Médio e no norte da África, regiões tradicionalmente mais associadas com a religião.

Os números pesquisados indicam também que há mais muçulmanos na Alemanha do que no Líbano e menos na Jordânia e na Líbia somadas dos que na Rússia.

Cerca de 60% dos estimados 1,57 bilhão de muçulmanos do mundo vive na Ásia. Os países com o maior número dos seguidores da religião são Indonésia (202,9 milhões), Paquistão (174 milhões), Índia (161 milhões), Bangladesh (145,3 milhões), Nigéria (78 milhões) e Egito (75,5 milhões).

O estudo indica que mais de 300 milhões de muçulmanos vivem em países onde o islamismo não é a religião mais seguida. Entre 87% e 90% são da vertente sunita e entre 10% e 13% da corrente xiita. As maiores populações de xiitas vivem no Irã, Paquistão, Índia e Iraque.

No continente americano, o país com o maior número de seguidores da religião é os Estados Unidos, com pouco menos de 2,5 milhões de pessoas.

O Brasil é o terceiro país no continente, com cerca de 191 mil muçulmanos, bem menos do que os 784 mil da Argentina.

A Pew Forum diz acreditar que o estudo pode fornecer bases para futuras pesquisas sobre o crescimento de populações muçulmanas.

© BBC 2009

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Meu Pitaco: ou o povo de Deus acorda para fazer diferença, ou...

A Vida Passa, e Nós Voamos!

Enquanto você tem tempo, faça a sua vida valer a pena!

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Aprenda a Acalmar a Criançada

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Dois Violões é para os Fracos

A parada é um violão para quatro mãos com alternância entre elas. Uma dedilha o que a outra arma nos trastes. É impressionante! Valeu pela dica, Alfredão!

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sábado, 17 de outubro de 2009

Encorajamento!

Porque todos nós precisamos de encorajamento e de validação. E os mestres mais brilhantes são os que nos mantém caminhando em frente.



Valeu, Bê, pela dica!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Tempo - O Melhor Presente

Muito ouvimos falar sobre o tempo dedicado aos filhos e às crianças de uma maneira geral. Fala-se de um tempo de qualidade, de intensificar os momentos. Isso é bom, mas creio que não ser o suficiente. Crianças precisam de tempo em quantidade. Há algum tempo, recebi o texto abaixo de fonte desconhecida que nos leva a uma necessária reflexão sobre o relacionamento entre nós e nossas crianças. As considerações são relevantes e práticas. Eis o que diz o autor:

“Não tenho tempo”. Sem dúvida esta se tornou a frase mais pronunciada e ouvida em nossos dias. É comum ouvirmos: não tenho tempo para este ou aquele projeto, para aquela viagem, para isso ou para aquilo, mas de todas elas a mais preocupante para a sociedade humana está registrada em nosso subconsciente: “não tenho tempo para meu filho”.

Vivenciamos um momento ímpar na história da humanidade, onde a cada dia se exige mais trabalho, cada vez mais apenas um dos cônjuges assume a responsabilidade de pai/mãe em trabalhar e educar os filhos ou ainda o desejo de auto-realização acaba colocando-os em segundo plano. Trazemos nossos filhos ao mundo e o primeiro fator com que nos preocupamos é a creche ou berçário onde ficarão.

Por necessidade ou não, acabamos criando o famoso “tempo de qualidade”. Pais ocupados talvez passem 15 minutos com filhos ou, talvez, algumas horas no final de semana, certos de que estão conseguindo suprir tudo do que a criança necessita. O “tempo de qualidade” visa a nada mais do que aliviar a consciência dos pais. É preciso aprender a comprar o tempo, pois quando se trata de educação de filhos não há atalhos, ou seja, aquilo que semearmos na infância, ceifaremos na adolescência e na vida adulta.

“Podemos dizer que cada homem aprende a ser um homem. É-lhe preciso ainda entrar em relação com fenômenos do mundo circundante, através de outros homens, isto é, num processo de comunicação com eles.” (Leontiev, 1978, p. 267)

Desta forma os primeiros responsáveis pelo desenvolvimento das relações sociais são os pais; pai e mãe. O cérebro do bebê é como uma esponja que absorve o que o cerca, aguarda informações procedentes do meio exterior para se desenvolver, principalmente durante os anos de formação, processo esse que se inicia por ocasião do nascimento, primeiro com a mãe e em seguida com o pai. Caso essa ligação seja perdida muito cedo, possivelmente, a criança terá sua habilidade de desenvolver relacionamentos pessoais prejudicada.

Dentro do processo natural de desenvolvimento a criança tem desejo de explorar e aprender sobre tudo a que está exposta. Por isso, é natural inundar a todos com uma enxurrada de perguntas, as quais devem ser satisfeitas com respostas de qualidade e exemplos. Embora possa ser justificada a notória falta de tempo em nossa cultura, é bom reforçar a necessidade de ser modelos para os filhos, dedicar tempo de qualidade e em quantidade.

Muito se tem falado sobre as conseqüências da falta de tempo, mas vencidos por um dia estressante, freqüentemente afastamos nossos filhos quando eles se aproximam de nós para narrarem algum acontecimento importante.

As crianças crescem, damos-lhes brinquedos, roupas de marca e um aparelho de som, mas não lhe damos aquilo que mais quer, nosso tempo, não é que não nos importamos, simplesmente estamos ocupados demais para amar um filho.

Ainda que algumas aptidões sejam aperfeiçoadas com os amigos ao longo da infância, os pais são os grandes responsáveis por ensinar seus filhos a reconhecer, controlar, canalizar seus sentimentos, ter empatia e lidar com sentimentos que o acompanharão por toda vida.

A falta de tempo não traz conseqüências somente para a criança/adolescente, mas também para os pais que não desfrutam a companhia destes à medida que crescem. A criança que não encontra amor e apoio quando mais precisa tende a ir buscá-lo, na adolescência, em outros jovens para substituir a carência. Encontro desastroso, pois serão verdadeiros guias cegos. Nesse momento, palavras, conselhos, explicações, nada mais será significativo. Falar de amor somente na adolescência soa falso, não há cumplicidade e confiança na relação.

Tempo em quantidade e qualidade deixa marcas profundas, molda padrões, estabelece regras, dá autonomia, inspira confiança, forma amigos. Portanto, seja justo com você e com seu filho, deixe que ele assimile de sua conduta, não dê esse privilégio a outros. “Ensine bondade demonstrando bondade, boas maneiras, praticando-as, meiguice, sendo meigo; honestidade e veracidade, exemplificando-as”.

Que nossos filhos desfrutem de tempo, do melhor do nosso tempo, de tudo o que precisam do nosso tempo. Só assim conseguiremos marcar a vida deles, deixando um legado de valores, princípios e ações.

Aceita uma sugestão de presente para este Dia das Crianças? Leve seu filho para passear num parque, numa praça, na praia. Leve as bicicletas. Sentem-se na grama. Corra atrás dele, e deixe-o correr atrás de você. Jogue-se no chão. Brinque de faz-de-conta. Enfim, gaste tempo – bastante tempo – curtindo a vida do seu filho. Deixe-o curtir a sua. Afinal, a vida passa, e nós voamos!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pescô, sim!

Mineirinho chega num bar em Machado e pergunta:
- Você poderia me vender uma cerveja fiado?
O dono do bar responde:
- Tá vendo aquele cara bem forte e alto? É o seguinte, de tanto ele malhar, o
pescoço dele ficou pequeno, e quem chama ele de pescossim leva uma baita surra.
Se você chamar ele de pescossim, eu te vendo fiado por um ano!
O mineirinho chega até a mesa, dá uma batida nas costas do cara e diz:
- Meu amigo, como vai?
- Mas eu nem te conheço.
- A gente pescô junto!
- Não pescô não!!
- Pescô sim!!!

Mineirinho tomou cerveja fiado por um ano.

ELE É O MEU REI

Duvido que depois de assistir a este vídeo, você não tenha vontade de também sair correndo, pulando e gritando pela rua para dizer bem alto e clato que o seu Senhor é o Rei dos Reis, Senhor dos Senhor, Deus do Universo!!!

Vá! Saia e vá contar para as pessoas que o seu Rei é Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo! Que Jesus ama a cada um como estão, mas que não descansará enquanto não nos transformar pelo poder do seu Nome

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ZAGUEIRO DE EVANGELISMO

Por que você não compartilha a sua fé em Jesus? Vergonha? Timidez? Orgulho? Medo? Despreparo? Desleixo? Frieza? Indiderença?

Cuidado! O Zaguerio do Evangelismo está à espreita, e não permitirá que você perca as oportunidades de falar do amor de Jesus aos outros.

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Fonte: Impacto TV

terça-feira, 6 de outubro de 2009

QUEREMOS DIREITOS IGUAIS

Pr. João Brito Nogueira (*)

Examinando a história da Igreja Cristã, desde os primórdios do cristianismo, vemos que os cristãos verdadeiros, ativos e comprometidos com Deus, sempre foram alvos de perseguições e inúmeras discriminações.

A história dos Apóstolos, é cheia de episódios de perseguições. A Igreja Cristã primitiva, sempre foi perseguida. Os cristãos que não se renderam, que não se submeteram aos caprichos e interferências do Estado nas questões ligadas à fé e às Doutrinas Bíblicas, sempre foram alvos de perseguições por parte do Estado e por parte da Igreja que se vendeu e se entregou aos caprichos e intervenções do Estado.

Foi um casamento feito entre alguns cristãos e o Poder Político da Época (no quarto século d.C), que estava na mão de Roma, que detinha o domínio político.

Foi um casamento feito entre Igreja e Estado, meramente por interesses políticos e materiais. Eis a razão principal porque a Igreja “Oficial” que manipulava e era manipulada pelo Estado, passou a ser chamada de Igreja Católica Apostólica Romana, que traduzindo é: Igreja Universal dos Apóstolos de Roma (Poder Romano - Poder Político Dominante da Época, copiando inclusive o modelo de governo: Reinado. E o Papado não passa de uma cópia do modelo de Reinado, com um rei que se considera “infalível” na qualidade de Papa).

É esta a Igreja que, na prática, deixou de ser Igreja Bíblica, e se tornou em ESTADO DO VATICANO. E, até hoje, é reconhecida pelo Direito Internacional como Estado, em muitos países, inclusive no Brasil. Onde o seu representante, é recebido e tratado como Chefe de Estado, e goza de muitos privilégios que outras Igrejas e Religiões não gozam.

Dizemos que deixou de ser uma Igreja Bíblica, porque, como Igreja e como Estado, foram as instituições que, durante a história do cristianismo, mais mandaram destruir e queimar Bíblias, e por muitas e muitas décadas proibiram seus súditos e fiéis de ler a Bíblia. E também porque o catolicismo tem práticas e doutrinas que contrariam os ensinos da Bíblia.

É necessário lembrar que foi o Vaticano, A Igreja Católica Romana, que escreveu na História Universal e na História do Cristianismo, uma das páginas mais vergonhosas e dramáticas chamada de “Santa Inquisição”.

Quem sabe um pouco de História, conhece as atrocidades, as maldades, as perversidades que foram praticadas com os Cristãos Bíblicos/Evangélicos. Foi principalmente no tempo da “Inquisição Católica” que milhares e milhares de Cristãos foram impiedosamente e cruelmente perseguidos, torturados e mortos, como também milhares e milhares de Bíblias foram confiscadas, destruídas, queimadas.

Foi também o Estado do Vaticano, A Igreja Católica Romana, que apoiou por algum tempo o nazismo, compactuando com a perseguição e matança dos Judeus, conforme os registros históricos da Segunda Grande Guerra Mundial. Sendo assim também cúmplice do nazismo, chefiado por Hitler e outros, com o apoio e aprovação do Estado do Vaticano.

São por estas e outras razões, que nós Evangélicos, temos que olhar com todo cuidado o Projeto de Decreto Legislativo Número 716, de 2009, que está no Senado para ser aprovado (Número 1.736/2009, na Câmara dos Deputados), que trata de acordo entre a República Federativa do Brasil, e a Igreja Católica Apostólica Romana, prevendo privilégios, exclusivos para a Igreja Católica, deixando de lado os mesmos direitos e privilégios para as demais Denominações, Religiões e Credos.

Nós, Cristãos Evangélicos, Cristãos Bíblicos, não podemos nos omitir.

Basta ver aqui no nosso Estado, por exemplo:
• Quanto o Estado gasta juntamente com a prefeitura de Vila Velha e outras empresas Estatais para manter o Convento da Penha?
• Quanto o governo gasta para manter no Município da Serra e em outros municípios alguns Templos Católicos...
• Como e por que o Templo Católico de Jardim da Penha foi construído em uma praça pública, e quem mantém a praça?
• Como e por que o Templo Católico de Jardim Comburi foi construído em uma praça pública, e quem mantém a praça?

Estes são apenas alguns poucos exemplos (dentre muitos outros que poderíamos citar), de privilégios “especiais” que a Igreja Católica tem usufruído, e continua a ter um tratamento diferenciado das demais Igrejas e Religiões.

Deixamos bem claro que não somos contra privilégios e leis que favorecem Igrejas, Entidades Filantrópicas e de Utilidade Pública. O que não podemos concordar é que uma determinada Igreja, tenha tratamento diferenciado e privilegiado, afinal, a Constituição Brasileira garante o livre exercício dos cultos religiosos e a igualdade de direitos entre as mais diferentes Igrejas e Credos.

Para nós não há nenhum problema que privilégios sejam dados a Igreja Católica, desde que sejam também extensivos às demais Igrejas, Denominações e Credos, sem distinções, sem discriminações.

QUEREMOS DIREITOS IGUAIS!

(*) pastor titular da Igreja Batista Evangélica de Vitória - ES

sábado, 3 de outubro de 2009

O VALOR DA INTEGRIDADE

Ao longo de semana que passou, no Seminário de Liderança Avançada do Instituto Haggai do Brasil, uma dos temas debatidos e mais impactantes para a minha vida foi o que disse respeito ao desafio de uma caminhada íntegra e santa com Cristo.

Embora rara e desafiadora, Integridade é uma atitude requerida de todos os que desejam viver para cumprir os propósitos de Deus em seu tempo.

Por definição, ser íntegro é lutar para viver sem desvios, sem atalhos em todos os caminhos. É ter transparência, tendo sua correção como marca reconhecida por todos. Integridade é não ter um coração dividido que se preocupa com as aparências, mas no “escuro” da alma acalenta a fétida podridão do pecado.

Ao contrário do que muitos pensam, integridade não é uma condição impossível. É, sim, um alvo a ser perseguido e totalmente tangível.

A integridade do caráter de uma pessoa é mais claramente evidenciada em três áreas de sua vida: moral (sexualidade), financeira e poder. Particularmente quando o assunto é prazer, dinheiro e vaidade, negociamos facilmente nossos valores. Aqui está o perigo: se abrimos mãos minimamente que seja dos preceitos de Deus que são absolutos, verdadeiros e eternos, já perdemos a condição da integridade.

No livro de Provérbios, o rei Salomão declara: “A integridade guia os retos...” (Provérbios 11.3). A pessoa reta, íntegra de coração, pode esperar quatro resultados:

  • A integridade o guiará (verso 3). Enquanto outros regulam seu comportamento por seus interesses e paixões, ou pelos padrões seculares, a pessoa de integridade se esforça por conhecer a vontade de Deus e consentir nela em todas as instâncias. Ela não se desviará deste princípio, mesmo quando ele se opõe aos seus mais caros interesses e amizades.
  • A integridade endireitará seu caminho (verso 5). Algumas vezes a vida pode consistir em se perambular por vias secundárias, ou até mesmo em se percorrer becos sem saída. Existe um tempo para se ir atrás de sonhos pessoais. Mas para o íntegro, um viver de retidão, de acordo com o padrão de Deus, fará a devida correção em seu caminho, caso se desvie de seu curso.
  • A integridade o livrará (verso 6). Ela se torna a sua “rede de segurança” em tempos de dificuldades. Isto lhe proporciona paz durante os períodos de medo e ansiedade. Quem poderá lhe causar dano, quando você é um seguidor do que é bom?
  • A integridade o libertará (verso 8). O viver reto não exime de adversidades, mas dá significado a elas. Quando vivemos com significado, reconhecemos que cada experiência adversa pela qual passamos tem poder de moldar nosso caráter e ajustar-nos ao caráter de Deus.

O que o rei Davi escreveu há muitos séculos permanece verdadeiro hoje: “Que a integridade e a retidão me preservem, pois em ti espero, Senhor” (Salmo 25:21). Seja essa a minha e a sua oração, e descubramos o valor e o poder que a integridade exercerá em nossa vida.

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Pra Cumprir Teu Chamado

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