quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

EU TINHA A INTENÇÃO DE FAZER ISTO, MAS... (*)

Quando pensamos em Ano Novo, nossa mente é invadida por planos, projetos, metas e ideais. “Ano que vem será diferente!”, é o que todos dizemos nessa época.

Porém, se não fizermos por onde e da maneira certa, serão apenas sonhos que não se realizarão. Manter o foco no que é essencial e primordial fará toda a diferença. Isso me faz lembrar a história de um fazendeiro chamado Euzébio.

Certa manhã, Euzébio disse à sua esposa que estaria saindo imediatamente depois do café para arar o pasto. Mas o trator estava precisando de óleo e então ele se dispôs a ir comprá-lo. Quando estava a caminho, notou que os porcos não haviam sido alimentados. Dirigiu-se à tulha onde estavam as sacas de ração. Estas, por sua vez, o fizeram lembrar que as batatas estavam brotando. A caminho do galpão das batatas, ele passou pela pilha de lenha e lembrou-se que sua esposa iria precisar dela para o forno da cozinha. Quando já havia recolhido algumas toras, um pintainho assustado passou por ele. Jones deixou cair a lenha que tinha nos braços e lá se foi a ajudar a mamãe-galinha.

Quando chegou a hora do almoço, um frustrado fazendeiro foi questionado pela esposa: “Você arou o pasto sul?” “Que nada”, foi sua resposta. “Eu nem sequer consegui colocar óleo no trator. Eu pretendia fazer isto, mas...”

Quantos anos novos já vieram, e a intenção de fazer alguma coisa muito importante foi frustrada? Tudo começou quando nos deixamos distrair por pequenas coisas ao longo do caminho. Não é difícil, sempre que estamos prontos para eliminar, delegar, procrastinar ou “esquecer” alguma tarefa, uma outra sempre aparece e toma o seu lugar. O ano termina e vimos que pouco ou nada do que pretendíamos fazer foi realizado. Larry Barkan afirma: “Não existe aquilo que chamamos de ‘administração de tempo’. O que existe, na verdade, é a tarefa de administrar a nós mesmos em relação ao tempo. O trabalho sempre se dilata a fim de preencher o tempo disponível.” Talvez o fazendeiro Euzébio devesse dar ouvidos ao aviso dado em sua Bíblia: “...Aproveitem bem o tempo” (Colossenses 4:5b). O tempo precisa ser dominado, caso contrário ele nos dominará. Eis duas sugestões simples para 2010:

Faça uma coisa de cada vez. Você conhece alguém acha que pode falar ao telefone, escrever um memorando, comer um sanduíche de queijo e checar em seu computador o último boletim da bolsa de valores? Este é você? O que estamos fazendo nada mais é do que adquirir para nós mesmos estresse e esgotamento. Se você estiver almoçando, relaxe e desfrute! A prática de fazer uma coisa por vez vai criar em você uma atitude de conforto, mesmo diante da mais caótica das situações.

Diminua o ritmo. Você se sente estressado, pressionado ou preocupado? Então, diminua o ritmo. Uma coisa de cada vez. Cada coisa em seu lugar. Tudo tem o seu tempo. Aprenda a valorizar os momentos e determine a hora de passar para outra tarefa. Inclua em sua agenda momentos de lazer, de descanso, de passeio com a família, de uma soneca.

E que 2010 seja o ano em que faremos tudo que temos intenção.

E, finalmente, uma dica do Criador por meio do profeta Isaías:
“...Se voltarem para Mim e ficarem calmos, vocês serão salvos; fiquem ranquilos e confiem em Mim, e Eu lhes darei a vitória” (Isaías 30:15).

Feliz 2010!

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(*) Adaptado do Maná da Segunda.

ANO QUE VEM SERÁ DIFERENTE! SERÁ?

No início de dezembro, recebi uma mensagem do Dr. John Haggai por meio do Instituto Haggai do Brasil. Naquela mensagem, Dr. Haggai apresenta algumas perguntas que nos servem de avaliação em termos do que foi 2009 no que tange o exercício da liderança cristã à frente do povo de Deus.

Guardadas as devidas proporções, e com alguma adaptação, as perguntas caem perfeitamente para todo aquele que neste último domingo do ano precisa efetuar um balanço do que foi o ano de 2009.

• Você está onde esperava estar quando, em janeiro, decidiu que este ano seria o melhor da sua vida?
• Você conhece mais das Escrituras agora do que em janeiro?
• Evangelizou mais do que no ano passado?
• Foi fiel do que estabeleceu como propósito para a sua vida em 2009?
• Envolveu-se no serviço cristão como objetivou?
• A sua vida evidenciou mais fé este ano do que nos anos anteriores?
• Você gastou mais tempo em oração?
• Leu mais a Bíblia? Conseguiu lê-la toda?
• Envolveu sua família em atividades espirituais que promoveram maior crescimento na devoção a Deus?
• Você atingiu a maioria das metas que traçou no início deste ano que está quase terminando?
• Se você pudesse trocar seu amanhã por algo, pelo quê seria? Seria por alguma atividade produtiva, alinhada com a vontade de Deus para sua vida?

E agora que faltam poucas horas para um ano novo, o que você poderia estabelecer como novas metas para que tudo seja diferente e melhor?
• Você já tem alvos específicos, com ações fixadas passo a passo?
• Você já está agendando cada ação que poderá mudar o seu futuro? Do contrário, suas intenções girariam como uma folha seca levada pelo vento que cai tremulante do alto de uma árvore.
• O que está segurando você? Medo? Falta de confiança? Falta de fé? Faça sua própria análise, porque você conhece a si mesmo melhor do que qualquer um.
• O Senhor Jesus Cristo, pelo poder do Espírito Santo, pode mover você de forma efetiva para ser uma pessoa mais competente e relevante para Deus, como você jamais foi no passado. Ore, pense e aja em fé com metas e sonhos!

O próximo ano poderá ser diferente, sim! Você contará com a bondade e a misericórdia do Senhor que não têm fim. A fidelidade do Senhor se renovará a cada manhã.

No mais, o êxito das ações e do seu planejamento dependerá do seu empenho, da sua dedicação, da sua devoção e do com seu compromisso em fazer do melhor, o melhor. Ou seja, viva pela excelência!

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

A Semente caiu em terreno fértil - É Natal!

Quem disse que elas não aprendem?

Como sempre faço, ao chegar à casa depois de um dia trabalho, gosto de passar vista nos cadernos e livros da minha filhota. É uma rotina saudável e prazerosa, com uma pequena exceção - o tal trabalhinho de fim de semana de encontrar em revistas ou jornais palavras com os fonemas requeridos pela professora...

Ela acaba de terminar o 1º ano (antigo C.A.) e está alfabetizada! Não fica mais nem uma palavra sequer sem que ela leia: placas de trânsito, sinalização publicitária, letreiros, rótulos. Enfim, tem letras? Ela lê! Nem sopa de letrinhas escapa...

Não só lê, como escreve. Haja papel para tantos bilhetinhos e declarações de amor! Minha gaveta do gabinete está cheia deles... Agora começou um diário...

Nossa maior recompesa veio há algumas semanas. Para ser mais preciso, foi no dia 01 de dezembro. Ao chegar em casa, ao ver o caderninho de tarefas tive de sentar e chorar... Claro que primeiro perguntei à Jeanni: "Querida, isso foi trabalho de casa?" "Não!", respondeu ela já com os olhos marejados.

A professora ditou o exercício: "Forme frases com as palavras: Festa e Presente."

A resposta está aí embaixo com a própria letrinha dela:

Eu tive de digitalizar para preservar, testemunhar e compartilhar, pois não há alegria maior do que a dita por João em sua epístola : "Não maior alegria do que esta: a de ver que os meu filhos andam na verdade."

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Canções de Natal - Um CD como Presente

Em 2009 a Igreja Batista do Méier inovou. Ao invés de enviarmos cartões de natal para os membros de nossa igreja como sempre fizemos, decidimos oferecer a eles um instrumento de compartilhamento da mensagem do Natal com seus familiares, vizinhos, colegas de trabalho. A intenção foi ajudar os crentes a falarem de Jesus nesta época em que muito se fala, mas pouco se sabe de verdade.

Dessa ideia surgiu o projeto "CD de Natal". Trata-se de uma compilação de canções natalinas executadas pela "prata da casa" além de reflexões bíblicas que trazem à luz o verdadeiro significado desta data. Foi um projeto feito às pressas, mas com muito carinho.

Você nem precisará dizer, pois já sabemos, que no próximo ano temos muito o que melhorar. Não vou dizer que foi o que deu para fazer. A verdade é que desde o início quisemos fazer o melhor. O tempo não nos ajudou...

Como uma maneira de compartilhar com você, ilustre leitor deste blog, o conteúdo do nosso primeiro CD, estou disponibilizando em duas versões. Você poderá baixar a versão completa em um arquivo zipado, ou poderá escolher as canções ou as reflexões de maneira avulsa e utilizá-las como quiser.

Aproveito para agradecer a todos que de uma maneira, ou de outra, colaboraram para que a ideia tomasse forma de um biscoito com um furo no meio numa linda capinha vermelho-natal. =)

Agradeço à Stella Junia que nos cedeu gentilmente duas faixas do seu CD de Natal recém lançado que está à venda para os interessados (eu indico!).

Valeu, Alan Camargo, que em meio às provas de final de ano e vestibular, encontrou um tempinho para gravar a sua faixa na casa do Diogão que foi quem masterizou o CD (fez milagres!).

Obrigado, Joyce Santos, pelo carinho e tempo investidos na gravação da sua faixa acompanhada pelo meu incomparável ministro de adoração Paulo Queiroz.

Ao amado Noé Pinheiro sempre pronto a nos ajudar e nos abençoar com seu órgão singular.

Minha gratidão à Banda DDM que nos cedeu duas faixas do seu CD - vocês são amigos muito especiais!

Ao queridíssimo Nelsinho que nos doou a impressão belíssima da capa em sua gráfica Supergraf - sem palavras...

E finalmente, uma palavra de muito carinho ao amigo-irmão-ovelha-cricri Luiz Carlos Krek (leia-se Careca) que acreditou na ideia e a levou até o final enchendo a paciência de todo mundo para que cumpríssemos os prazos, fez as gravações das minhas reflexões e da faixa da Joyce em nosso super estúdio improvisado ao lado do piano da IBMéier, criou a arte da capa, conseguiu as mídias em fontes duvidosas (rá!), queimou os CDs, empacotou, fechou, lambeu, selou, entregou... enfim, o cara fez tudo!

Bom, chega de papo e vamos ao que interessa: aqui em baixo você escolhe como baixar e o que baixar. Bom proveito! E não esqueça: o objetivo do projeto é divulgar a mensagem do Natal. Sendo assim, divulgue!

  • Para baixar um arquivo único compactado com todas as faixas mais a arte da capa clique na imagem abaixo:
  • Se preferir escolher uma faixa de cada vez, clique sobre o nome dela:
01. O Primeiro Natal (Stella Junia)
02. Para Uma Vida de Paz (Pr. Purin Jr.)
03. Proclamaram Anjos Mil (Alan Camargo)
04. Meia-noite (Noé Pinheiro)
05. Noite de Paz (DDM)
06. Um Lugar pra Nascer (Pr. Purin Jr.)
07. Pequena Vila de Belém (Stella Junia)
08. Nasceu o Redentor (Joyce Santos)
09. Meia-noite Santa (DDM)
10. Tudo Será Diferente (Pr. Purin Jr.)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

É purque u Mundu é Redono...



Ah, tá! Agora entendi...

Encontrei a pérola no Pavablog

TUDO O QUE HOJE EU PRECISAVA REALMENTE SABER, EU APRENDI NO JARDIM DE INFÂNCIA

É chavão a expressão “mais um ano está terminando”, mas é a mais pura e dura realidade. A gente já começa a fazer as contas de tudo o que foi feito, ou deixado de fazer, e renovamos a expectativa pelo que virá.

Isto significa que o tempo está passando, que estamos vivos, que estamos ficando mais velhos, que as oportunidades não se repetirão exatamente como as tivemos no passado, e que já começamos a colher os frutos das nossas escolhas e decisões.

Dentro das mudanças, vemos nossos filhos crescerem e alçarem novos vôos. No próximo ano, nossa filha já passa para um novo módulo em sua escola. Como cursará o 2º ano do Ensino Fundamental, mudará de prédio. Isso tem gerado nela expectativa pelo novo, pela surpresas e pelo desconhecido. Um simples mudança de prédio traz consigo muita coisa diferente.

O novo prédio não terá mais a configuração lúdica do atual onde está concluindo o Jardim de Infância com tantos brinquedos, pinturas e outros elementos que mantém na mente dos pequeninos o lado bom de ser criança.

Pensando no fato de que minha filha deixa o Jardim de Infância para continuar crescendo, lembrei-me de um texto de Robert Fulghum que fala que tudo o que hoje precisamos saber sobre como viver, o que fazer e como ser, nós aprendemos no Jardim de Infância.

Acabamos por aprender que a verdadeira sabedoria não se encontra no topo de um curso de pós-graduação, mas no montinho de areia da escola de todo dia. Fulghum nos traz às lembrança estas coisas:
  • Compartilhe tudo.
  • Jogue dentro das regras.
  • Não bata nos outros.
  • Coloque as coisas de volta onde pegou.
  • Arrume sua bagunça.
  • Não pegue as coisas dos outros.
  • Peça desculpas quando machucar alguém.
  • Lave as mãos antes de comer.
  • Dê descarga.
  • Respeite o outro.
  • Leve uma vida equilibrada: aprenda um pouco e pense um pouco e desenhe, pinte, cante, dance, brinque e trabalhe um pouco todos os dias.
  • Tire uma soneca às tardes.
  • Quando sair, cuidado com os carros; dê a mão, fique junto.
  • Repare nas maravilhas da vida.
  • Lembre-se da sementinha no copinho plástico: as raízes descem, a planta sobe e ninguém sabe realmente como ou porque, mas todos somos assim.
  • O peixinho dourado, o Hamster, os camundongos brancos e até mesmo a sementinha no copinho plástico, todos morrem.
  • Nós também.
  • Tudo o que você precisa saber está lá em algum lugar.
  • A Regra de Ouro é o amor e a higiene básica.
  • Ecologia, política, igualdade, respeito e vida sadia.
Curiosamente, se pegarmos qualquer um desses itens, colocá-los em termos mais adultos e sofisticados e aplicá-los à sua vida familiar, ao seu trabalho, ao seu governo ou ao seu mundo, veremos como ele é verdadeiro, claro e firme.

Pense como o mundo seria melhor se todos nós, no mundo todo, tivéssemos biscoitos com leite todos os dias, se por volta das três da tarde pudéssemos nos deitar com um cobertorzinho para uma soneca.

Ou se todos os governos tivessem, como regra básica, devolver todas as coisas ao lugar em que elas se encontravam e... arrumassem a bagunça ao sair!

E é sempre verdade, não importando a idade: ao sair para o mundo, é sempre melhor dar as mãos e ficar junto.

Que a Letícia nunca se esqueça disso! Que você e eu, nunca nos esqueçamos de tudo o que aprendemos quando éramos crianças. Provavelmente, agiremos para transformar o mundo em um lugar melhor.

“Instrui a criança no caminho em que deve andar,
e mesmo quando envelhecer não se desviará dele.” (Provérbios 22.6)

“e disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes
e não vos tornardes como crianças, nunca entrareis no reino dos Céus.
Portanto, quem se tornar humilde como esta criança,
esse será maior no reino dos Céus. (Mateus 18.3-4)”

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Enterrando o Velho Homem



"Fazei, pois, morrer a vossa natureza terrena: prostituição, impureza, paixão lasciva, desejo maligno e a avareza, que é idolatria; por estas coisas é que vem a ira de Deus [sobre os filhos da desobediência]. Ora, nessas mesmas coisas andastes vós também, noutro tempo, quando vivíeis nelas. Agora, porém, despojai-vos, igualmente, de tudo isto: ira, indignação, maldade, maledicência, linguagem obscena do vosso falar. Não mintais uns aos outros, uma vez que vos despistes do velho homem com os seus feitos e vos revestistes do novo homem que se refaz para o pleno conhecimento, segundo a imagem daquele que o criou; no qual não pode haver grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, escravo, livre; porém Cristo é tudo em todos. (Colossenses 3.-5-11)

Singela Homenagem

E o Fluminense, heim? Que coisa... e olha que eu torci! Fiquei até sem fôlego. Deve ter sido a a(l)titude com que jogou a LDU (de novo, again...)

Achei até que já tinha visto o jogo de ontem, mas não lembrava onde. Lembrei! Foi aqui:

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ser Igreja Hoje

Comecemos pelo começo: Jesus Cristo não organizou nenhuma igreja. Não fundou a Igreja Católica Romana, nem a Ortodoxa, nem a Luterana, nem a Anglicana ou qualquer outra denominação que delas tenha se originado, como batistas, presbiterianos ou metodistas. O Senhor Jesus, em seus ensinos registrados nos quatro Evangelhos, formulou tão-só um conceito de igreja.

Aquelas comunidades de fé que se aproximam desse conceito formulado pelo Senhor, são capazes de refletir os princípios e valores do reino de Deus, e podem ser chamadas, por isso mesmo, de igrejas de Jesus.

Aquelas, porém, que desse conceito se afastam, não passam de meras organizações religiosas, não são mais do que instituições eclesiásticas, associações de manipulação da fé, amontoamentos de fanáticos, ajuntamentos de falsa piedade, conglomerações de experiências com a transcendência, clubes de sociabilidade fi-lantrópica, palcos de exibição de milagres, currais de sustentação política, feudos legalistas, casulos do tradicionalismo e coisas semelhantes.

Nenhuma igreja possui o monopólio da verdade. Todas elas, sem exceção, têm virtudes e falhas. Mas o desafio de uma igreja é, justamente, acumular mais virtudes do que falhas. E quanto mais uma igreja estiver próxima do conceito proposto pelo Senhor Jesus, mais virtudes conseguirá mostrar à sociedade em que está inserida.

Para conhecer melhor o propósito de Deus para a igreja só há um caminho a ser percorrido: o do conhecimento das Escrituras, onde os propósitos divinos estão registrados.

Desse modo, convém buscar uma igreja que valorize, respeite e interprete corretamente a Palavra de Deus, se de fato queremos fazer parte de uma igreja que respeita a fórmula proposta por Jesus Cristo.

Igrejas em que a Bíblia tornou-se apenas objeto de decoração sobre um púlpito vazio do poder do Espírito, congregações onde pastores usam a pregação com o único objetivo da autopromoção e do culto à personalidade, comunidades nas quais os crentes buscam o simples extravasamento emocional, através de cânticos repletos de animação e orações de um ardor quase histérico, sem o autêntico desejo de colocar em prática os ensinamentos da Palavra pregada, constituem-se somente numa caricatura de igreja, carregam consigo o rótulo de igreja, mas há muito deixaram de ser o verdadeiro Corpo de Cristo.

A proclamação, a adoração, o discipulado, o serviço e a comunhão de uma igreja dependem, de maneira fundamental, da influência das Escrituras sobre a experiência, a vida e o testemunho dos congregados. O lugar que a Palavra de Deus ocupa na comunidade de fé define a qualidade doutrinária, moral e espiritual dos crentes.

Estamos assistindo o desprestígio gradativo e consistente dos evangélicos no Brasil. Já não é fácil identificar-se como evangélico porque as pessoas logo vincu-lam a denominação aos pregadores desvairados e aos manipuladores inescrupulo-sos que aparecem na mídia. Igrejas evangélicas são vistas, em nossos dias, como antros de fanatismo e ignorância. E somos obrigados a concordar que esses evangélicos expostos nas rádios e nos canais de televisão nada têm a ver com o Evangelho.

Não é fácil fazer parte da Igreja hoje. Porque não é fácil encontrar joelhos que ainda não se dobraram a Baal. Ou a Mamom.

Mas eles existem. Permanecem fiéis. E um dia vão se juntar a eles vários outros que, decepcionados com essas igrejas de fachada, desejarem retornar ao propósito inicial de Jesus Cristo para o seu povo.

Texto do meu amigo Carlos Novaes

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Eu Não Me Esquecerei de Ti

É a terceira vez em três anos que um bebê morre ao ser esquecido dentro do carro pela mãe. Com apenas 5 meses, a criança foi deixada no carro, porque, segundo a mãe, sua rotina matinal foi alterada. Ao invés de deixá-lo na creche antes da irmã, alterou o caminho, pois o levaria ao médico.

A mãe foi direto para o trabalho, trancou o carro e deixou a criança lá dentro. Resultado: o bebê teve queimaduras graves e morreu de parada cárdiorrespiratória.

A notícia choca qualquer um. Estarrecedora! Não alcanço o estado de miséria em que se encontra essa mãe. Oro por ela.

Os especialistas (e sempre tem um especialista para explicar o inexplicável) afirmam que não é da natureza materna (e paterna) o esquecimento de um filho. Isso deveu-se, provavelmente, à rotina estressante a que o ser humano está sujeito em seu dia-a-dia, dizem eles.

As cobranças, as pressões, os compromissos, as agendas, as demandas, e tudo mais que caracteriza esse tempo acelerado em que vivemos, tem servido para justificar (ou pelo menos, explicar) todo o devaneio da humanidade.

A questão, para mim, é que muito se explica, mas pouco se justifica. Aonde iremos, e onde chegaremos correndo tanto assim? Os especialistas apontam as causas, mas não têm coragem de agir para saná-las. Possivelmente, porque eles mesmos sejam (como você e eu somos) vítimas dessa pane geral que vivemos hoje.

Contrapondo-se a tudo isso, a Bíblia fala de um Deus - o Criador - que jamais se esquece de mim. E usa como referência a extremo absurdo de uma mãe esquecer-se de seu próprio filho. Está em Isaías 49.15: "Acaso, pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti."

A vida e suas conjunturas parecem ser implacáveis. Entretanto, apego-me a Deus que prometeu, e cumprirá, que não me deixará jamais. Isto me dá forças para prosseguir.

Desejo que essa mãe não seja condenada pela justiça, nem pela opinião pública. Ela já está sendo condenada pela sua própria consciência, e punida pelo vazio em seu coração. Quem pode medi-lo?

Que Deus dê graça sobre ela!

E a vida segue... Que a gente tenha coragem para tirar o pé do acelerador para apreciar a paisagem. Que não fique ninguém esquecido pelo caminho, muito menos trancado no carro.

Lembremos do Criador, para que não nos esqueçamos de nada, muito menos DE NINGUÉM!

Paz e Alegria.

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

A Dor do Abandono – Nós devemos fazer diferente!

Era uma manhã de sol quente e céu azul quando o humilde caixão contendo um corpo sem vida foi baixado à sepultura.

De quem se trata? Quase ninguém sabe.

Muita gente acompanhando o féretro? Não. Apenas umas poucas pessoas.

Ninguém chora. Ninguém sentirá a falta dela. Ninguém para dizer adeus ou até breve.

Logo depois que o corpo desocupou o quarto singelo do asilo, onde aquela mulher havia passado boa parte da sua vida, a moça responsável pela limpeza encontrou em uma gaveta ao lado da cama, algumas anotações.

Eram anotações sobre a dor...

Sobre a dor que alguém sentiu por ter sido abandonada pela família num lar para idosos...
Talvez o sofrimento fosse muito maior, mas as palavras só permitem extravasar uma parte desse sentimento grafado em algumas frases:

Onde andarão meus filhos?
Aquelas crianças risonhas que embalei em meu colo, alimentei com meu leite, cuidei com tanto desvelo, onde estarão?
Estarão tão ocupadas, talvez, que não possam me visitar, ao menos para dizer “olá, mamãe”?
Ah! Se eles soubessem como é triste sentir a dor do abandono... A mais deprimente solidão...
Se ao menos eu pudesse andar... Mas dependo das mãos generosas dessas moças que me levam todos os dias para tomar sol no jardim... Jardim que já conheço como a palma da minha mão.
Os anos passam e meus filhos não entram por aquela porta, de braços abertos, para me envolver com carinho...
Os dias passam... e com eles a esperança se vai...
No começo, a esperança me alimentava, ou eu a alimentava, não sei...
Mas, agora... como esquecer que fui esquecida?
Como engolir esse nó que teima em ficar em minha garganta, dia após dia?
Todas as lágrimas que chorei não foram suficientes para desfazê-lo.
Sinto que o crepúsculo desta existência se aproxima...
Queria saber dos meus filhos... dos meus netos...
Será que ao menos se lembram de mim?
A esperança, agora, parece estar atrelada aos minutos... que a arrastam sem misericórdia... para longe de mim.
Às vezes, em meus sonhos, vejo um lindo jardim...
É um jardim diferente, que transcende os muros deste albergue e se abre em caminhos floridos que levam a outra realidade, onde braços afetuosos me esperam com amor e alegria...
Mas, quando eu acordo, é a minha realidade que eu vejo... que eu vivo... que eu sinto... estou só...
Um dia alguém me disse que a vida não se acaba num túmulo escuro e silencioso. E esse alguém voltou para provar isso, mesmo depois de ter sido crucificado e sepultado...
E essa é a única esperança que me resta...
Sinto que a minha hora está chegando...
Depois que eu partir, gostaria que alguém encontrasse essas minhas anotações e as divulgasse.
Gostaria que elas pudessem tocar os corações dos filhos que abandonam seus pais em asilos, e jamais os visitam, ou que os ignoram mesmo quando estão tão perto...
Que eles possam saber um pouco sobre a dor de alguém que sente o que é ser abandonado, sozinho, esquecido...


A data assinalada ao final da última anotação foi a data em que aquela mãe, esquecida e só, partiu para outra realidade. Não sei se a narrativa é verídica. Mas está presente em todos os asilos do mundo.

Nós, porém, devemos agir diferentemente! Semeemos amor, carinho, honra aos idosos para que quando chegarmos lá, recebamos o mesmo.

Quando todos os outros chegarmos lá, saberemos que valeu a pena o que tivermos feito por aqueles que já fizeram muito por nós hoje.

Com carinho e amor por nossos anciãos.
Para quem é aficionado por tecnologia como eu, e talvez sofro de nomofobia, uma notícia como essa causa sudorese nas mãos de nervoso e ansiedade: quando eu terei um desse?


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Passando Vergonha - A Porta do Racismo

Certamente você, como eu, já vivemos o constrangimento do travamento da porta giratória da maioria dos bancos em nosso país sem uma razão plausível. Diz a gravação que e a porta está travada por causa da detecção de objetos de metais tais como chaves, celulares e outros possíveis balangandãs - armas, por exemplo... às vezes eu peco pela vontade de ter uma... (ih, falei...)

Sempre tive a "certeza dedutiva" de que é o carinha que está com a mão no bolso ou na cabine de fibra de vidro que indo, ou não com a sua cara, é que "pimba": tasca o dedão no botão e o circo fica armado...

Já me estressei demais, briguei demais, saí do sério demais por causa da tal porcaria de porta com detectores de metais. Não por intenção, mas a agência para a qual migrei nos últimos três anos, não tem a engenhoca eletrônica. Feliz coincidência!

O fato é que minha teoria está mostrada pelo vídeo abaixo. A tal porta funciona com a tecnologia que rege a consciência de cada ser humano que a controla - o preconceito que rege a todos nós!



Como diria a nossa empregada doméstica: "Só Jesus nessa causa, pastor!"

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tem Cuidado de Ti Mesmo, Timóteo!


"Pastores à beira de um ataque de nervos". Este é o título de um excelente artigo publicado na Revista Eclésia, edição 118, assinado por Uilian Uilson Santos.

Seu texto se refere ao aparecimento cada vez mais freqüente, de doenças emocionais em pastores e líderes evangélicos. Entre as principais causas do fenômeno, destacam-se:
  • Descuido com a saúde mental
  • A solidão
  • A falta de conselheiros para compartilhar seus problemas
  • O ativismo ministerial
  • A falta de repouso adequado (férias e folgas)
  • A pressão institucional por resultados em termos de número de membros e ofertas
Baseado numa tese de psiquiatria e religião, intitulada “a prevalência de transtornos mentais entre ministros religiosos”, o artigo revela os seguintes índices:
  • 47% dos pastores evangélicos sofrem de transtornos mentais
  • 16% têm depressão
  • 13% Não conseguem dormir normalmente
Conheço alguns companheiros que apesar de manifestar os sintomas dos distúrbios mentais e emocionais, teimam em manter o mesmo padrão de vida (desgraçadamente vivida).

Quem acaba no final sendo penalizada com isso, é a família do pastor ou líder, que por ser transformada em escape de suas neuroses, psicoses e demais distúrbios, sofre constantemente com seus ataques de nervos, mal humor crônico, maltratos e outros descarregos emocionais.

Encontrado aqui
Dica do Osmar

Não deixe o seu notebook de sopa pra vovó!

Literalmente, ela poderá fazer uma sopa com ele... =)

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

O Pastor, O sucesso e o Estresse

Veja o quadro que Marshall Shelley pinta sobre o estresse pastoral (maio/1985 - Christianity Today, 1985), artigo com o título “O problema do pastor machucado”. Ele esboçou os vários papéis que se espera que o pastor cumpra hoje:

PASTOR/SERVO: Que satisfaz as necessidades pessoais de cada um com mansidão sem pensar em recompensa pessoal.

PROFETA/POLÍTICO: Que domina o conteúdo dos jornais enquanto luta pela verdade e justiça.

PREGADOR/ANIMADOR: Que atrai as pessoas com sermões interessantes, animadores e divertidos.

PROFESSOR/TEÓLOGO: Que desafia o estudante mais competente da Bíblia com o “filé” do conhecimento “versículo por versículo”.

EVANGELISTA/EXORTADOR: Que consegue converter pessoas tanto através do evangelismo pessoal quanto em cruzadas evangelísticas.

ORGANIZADOR/PROMOTOR: Que vem administrando um programa de educação religiosa eficaz, um excelente ministério de música, e atividades sociais para todas as idades.

VISITADOR/CONFORTADOR: Que visita os doentes, que consola o necessitado e joga xadrez com os solitários.

CONSELHEIRO/CONCILIADOR: Que oferece soluções para o aflito, terapia para o transtornado, mediação para os que estão em discórdia e restauração para os divorciados.

TREINADOR/CAPACITADOR: Que treina as pessoas pessoalmente para o serviço, ensina, evangeliza, organiza, visita e aconselha.

Qual destes papéis pastorais não é bíblico? Qual deles não é bom? Contudo, a combinação de todos estes papéis é suficiente para matar qualquer um. É impossível ser 100% bom em tudo isso! Poucas carreiras têm as expectativas de abrangência que se tem do ministério pastoral. Por ser “de tudo um pouco” em uma sociedade que aprecia a especialização, os pastores acabam sentindo uma sensação de impotência e irrelevância. Por serem estas expectativas inatingíveis, muitos pastores já estão acabados em um ano! De quem se espera uma vida conjugal perfeita na igreja? De quem deve ser os filhos perfeitos? Parece que se o pastor for genuíno, ele corre o risco de ser rejeitado. Espera-se que os pastores não falhem, não sintam dor, não reclamem - parece que o pastor não pode ser humano. Mesmo assim, o pastor também sangra.

Existe uma nova mentalidade consumista entre os membros de igreja que contribui para esta tensão na vida do pastor. Em vez de se fixarem numa igreja, as pessoas estão “comparando preços” dos serviços religiosos e atividades. Em lugar de trabalhar para solucionar problemas, quando eles não conseguem o que desejam simplesmente vão para outra igreja. Ou melhor ainda, eles se livram do pastor (eles ficam e o pastor vai) - especialmente se a igreja não está explodindo em crescimento. É quase como demitir um treinador que não ganhou o último campeonato.

Se os pastores soubessem com antecedência de algumas das experiências que teriam posteriormente, quantos teriam entrado para o ministério? Note como o “sucesso” no ministério é freqüentemente definido. Quase sempre o ministério bem-sucedido é descrito em termos quantitativos: Quantos batismos você fez? Quantos alunos tem a sua EBD? Quantos novos membros? Como está o orçamento da igreja? Está conseguindo cumpri-lo? E as ofertas? Você está tendo que construir um templo novo? Quantos missionários você tem no campo?

O sucesso no ministério pastoral deve ser medido com a qualidade do crescimento espiritual nas vidas dos crentes (ex. Jesus e seus discípulos). O sucesso deve ser avaliado através da diferença produzida nas vidas das pessoas. Na ajuda às pessoas para que se tornem cada vez mais parecidas com Cristo. O problema é que nós enfatizamos o trabalho e não o fruto.

Tradução/Adaptação: Davi Liepkan
Fonte: Rapha Care - Ministério de Aconselhamento - www.raphacare.com

Resista ao Habitual



Dica do Osmar

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Carta Aberta ao Bispo Rodovalho

Por Renato Vargens

Prezado Bispo, gostara muito de entender o que aconteceu com o seu ministério. Lembro que o conheci em 1988 como pastor da então Comunidade Evangélica de Goiânia. Naquele tempo o senhor não era deputado federal, nem tampouco tinha qualquer ambição política. O que chamava a atenção de todos que iam a sua igreja era o evangelho simples, além da boa música cantada pelo meu amigo Bené Gomes. Naqueles dias o senhor não defendia a necessidade de se quebrar maldições hereditárias, não fazia apologia a teologia da prosperidade, nem tampouco possuía uma visão cristã megalomaníaca.

Caro Robson Rodovalho, os anos passaram, a vida tomou outro rumo e eu não mais o encontrei, no entanto, sempre que posso acompanho de longe o seu ministério, e confesso que fiquei estarrecido com as aberrações teológicas propagadas pela Sara Nossa Terra.
Caro irmão, a revista Eclésia publicou uma entrevista sua onde o senhor de forma descarada defende a teologia da prosperidade.

“Jesus tinha uma roupa tão bonita, tão cara, que os soldados disputaram para ver quem ficaria com ela. Outra coisa, Jesus era acompanhado por mulheres ricas que o serviam. Ele tinha seus doze discípulos e mais um grupo de 20 a 30 pessoas para alimentar diariamente. Quanto custa isso? A casa de Lázaro e outras residências onde ele se hospedava eram de classe média na época, ou até mesmo média-alta. Portanto, eu não consigo enxergar na Bíblia Jesus como uma pessoa paupérrima. Ele viveu como um rabi, que era um mestre. Eu não vejo Jesus pobre, mas vejo que ele demonstrava no seu estilo de vida excelência, tinha uma vida abençoada – multiplicou pães, proveu boa pescaria aos seus discípulos. Como Senhor e Deus, ele tinha acesso às riquezas.”

Prezado pastor, assusta-me o fato de vê-lo forçar um texto bíblico para justificar a teologia da prosperidade. Ora, vamos combinar uma coisa, falar de que Jesus era rico é uma verdadeira sandice não é verdade?

Para piorar a situação li no Genizah que o senhor está trazendo ao Brasil o Pr. nigeriano, Mathew Ashimolo, para aplicar um seminário cujo título é: “unção para adquirir riquezas”. Prezado Bispo, o senhor por acaso sabia que o pastor em questão foi condenado por crimes de ingerência de recursos de caridade e outras irregularidades que levaram o governo a lhe aplicar uma multa de 200.000 libras, entre outras penalidades?

Caro Rodovalho, assusta-me o fato de que em tão pouco tempo você tenha deixado o evangelho dos Evangelhos por um evangelho doente, esquizofrênico e multifacetado.

Isto posto, desejo que o senhor abandone seus ensinamentos anti-bíblicos e regresse a simplicidade do evangelho. Rogo a Deus que o convença a abandonar no lixo as doutrinas espúrias da teologia da prosperidade, confissão positiva, maldições hereditárias, espíritos familiares e muito mais.

Naquele que é a verdade ,
Renato Vargens

Fonte:
http://www.renatovargens.com.br
Copyright © 2008 renato vargens

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Fale Pouco, Viva Mais

Por Sérgio Pavarini

O culto mais uma vez vai rolar solto, com a habitual falta de planejamento disfarçada de “liberdade para o Espírito”. Diversas cidades proibiram o uso de animais amestrados, mas a restrição infelizmente não vale para igrejas.

Chimpanzés, cavalos e leões estão livres dos números circenses, mas ovelhas continuam sendo estimuladas a repetir frases e gestos, sem esquecer do chatésimo “agora todo mundo profetizando para o irmão do lado”. Típicos em palestras de motivação ministradas (ops) por preletores despreparados, esses recursos toscos por vezes enchem... mais a paciência dos fiéis do que o ambiente de unção.

O pastor se preparou (ou ao menos deveria) durante horas. Pesquisou em diversos livros, descobriu preciosidades escondidas nas Escrituras e usou princípios de exegese, hermenêutica e homilética para alimentar adequadamente o rebanho.

No entanto, a galera do louvor geralmente não dedica o mesmo cuidado na hora da preparação. Músicas são escolhidas ao acaso (ou conforme as preferências musicais de quem lidera), a passagem do som resume-se a contar até três e, pior, quem dirige o louvor manda bala no improviso. Como aconteceu com o rei daquela historinha conhecida, frases feitas e gracinhas apenas revelam a nudez e o despreparo. Pelados na platasforma...

“Nós todos adoramos vencer, mas quantas pessoas adoram treinar?”, dizia Mark Spitz. O maior nadador olímpico de todos os tempos sabia do que estava falando. Se tivesse nascido na terra do jeitinho e da Bruna Surfistinha, o cara descobriria que por aqui o que é diminutivo também faz sucesso. Inclusive no quesito “caráter”.

Muitos músicos crentes babam de raiva ao ouvir as teorias de Darwin. Na prática, porém, parecem crer que a quantidade provocará o surgimento de qualidade. Esquecem-se de que o improviso dos jazzistas é fruto de altíssima quilometragem de dedicação e estudo. Em tempos de mantras e clichês, repetem sem parar a expressão típica de Macunaíma: “Ai que preguiça”.

Egoísta e oportunista, o anti-herói de Mário de Andrade abusou dos agás, sempre tentando se dar bem. Numa ilustração interessante do que rola em muitas igrejas, a trajetória do vagabo do romance culmina com a decisão de virar uma estrela. Macunaíma, o levita. Até quando?

Sérgio Pavarini é jornalista, marqueteiro e blogueiro e de-tes-ta ser chamado de “levita”.

Ateucracia e Heterofobia

Por Robinson Cavalcanti

A humanidade conviveu e tem convivido com regimes não-democráticos: monarquias absolutas, teocracias, ditaduras, aristocracias, oligarquias, que privilegiam famílias, etnias, religiões, partidos ou classes. Com a substituição do poder personalizado pelo poder institucionalizado, surgiram os Estados Nacionais, as constituições e a democracia, como “o povo politicamente organizado”.

Na maioria das vezes, o formalismo democrático e a liturgia das eleições apenas legitimam grupos, que controlam os aparelhos do Estado. Ao povo cabe apenas escolher periodicamente, entre os escolhidos, os seus senhores. Presencia-se no Ocidente, sob a fachada da democracia, uma nova autocracia: a dos ateus e agnósticos e materialistas secularistas -- netos do Iluminismo -- contra a maioria religiosa dos cidadãos. Essa ideologia aparece mais nítida com o término da Guerra Fria, e pretende confundir Estado laico com Estado secularista.

Por Estado laico se entende aquele legalmente separado das igrejas, sem religião oficial, com a igualdade perante a lei, que se constitui um avanço para a civilização, e que foi uma das bandeiras do protestantismo histórico no Brasil. O Estado secularista expressa uma ideologia militante de rejeição da religião, de sua negação como fato social, cultural e histórico, ou a considerando intrinsecamente negativa. No passado, tivemos a influência da filosofia positivista que, com sua “lei dos três estados”, advogava a marcha inexorável da história de uma etapa religiosa inferior para uma etapa superior, pretensamente científica ou positiva.

Essa filosofia marcou grande parte das ideologias contemporâneas, inclusive o marxismo, cujos regimes, oficialmente ateus, procuravam “colaborar” com esse processo histórico perseguindo implacavelmente a religião e tornando compulsório o ensino do ateísmo. O que essa elite iluminada tem dificuldade de aceitar é o fato de que, no século 21, a religião em vez de diminuir está aumentando, no que Giles Kepel denomina “a revanche de Deus”, e que dá o título do novo “best-seller” de John Micklethwait e Adrian Wooldridge, “Deus Está de Volta”.

Há todo um malabarismo intelectual para “explicar” essa anomalia, e, por outro lado, se procura promover um combate sistemático para contê-la. O antirreligiosismo teve como epicentro a Europa Ocidental, estendeu-se para a América do Norte, e se espalha pela periferia do sistema mundial, chegando até nós. Há uma prioridade de se atacar as religiões monoteístas de revelação, porque julgam que o monoteísmo promove a intolerância e a revelação traz conceitos e preceitos autoritativos retrógrados (o pecado, por exemplo) que se chocam com as visões tidas como superiores da autonomia das criaturas. Mais particularmente, esse ataque se centra contra o cristianismo.

A intolerância para com a religião implica impossibilitar sua expressão nos espaços públicos ou que seus seguidores ajam publicamente por motivações religiosas. A religião, para seus adversários secularistas, deveria apenas ficar confinada às quatro paredes dos templos e dos lares, à subjetividade de cada um, condenada à irrelevância. Essa elite se sente iluminada, superior, com o papel histórico de proteger as pessoas delas mesmas, de corrigir seus “atrasos” e de “educar” a humanidade, seja pelo apropriação dos aparelhos ideológicos do Estado (educação, mídia), seja pelo uso do aparelho coercitivo do Estado (leis, justiça, polícia).

Na esteira desse movimento temos tido a chatice do “politicamente correto” (moralismo de esquerda), a luta por retirar símbolos religiosos dos espaços públicos, acabar com os dias santificados, proibir a saudação “Feliz Natal” (deve-se apenas desejar “Boas Festas”), e a defesa de bandeiras como a liberação sexual, o aborto (no lugar do direito à vida, o direito da mulher a dispor do “seu” corpo), a eutanásia e a licitude das “orientações sexuais” -- a chamada agenda GLSTB (gays, lésbicas, simpatizantes, transgêneros e bissexuais). Por sua mobilização política (e não por “descobertas científicas”) se promoveu a retirada dessa anomalia do rol das enfermidades e dos ilícitos -- e se instituir o casamento homossexual -- e se parte para proibir os que querem deixá-la, cassar o registro de psicoterapeutas, forçar a maioria a mudar seus padrões morais e criminalizar os que não aderirem.

Enquanto a Europa e a América do Norte já evidenciam um novo ciclo de perseguição religiosa, corre no Congresso Nacional um projeto de lei que faria o autor desse artigo ser condenado a até cinco anos de prisão por escrevê-lo. Enquanto a minoria materialista tenta forçar uma ateucracia e a minoria homossexual tenta fomentar uma heterofobia -- ódio aos que insistem no seu direito de afirmar a normatividade da heterossexualidade, e de não aceitar a normalidade do homoerotismo -- eles recebem o apoio (cavalo de troia) de outra minoria: o liberalismo teológico. A nós, a maioria, cabe, democraticamente, o direito à resistência!

Dom Robinson Cavalcanti é bispo anglicano da Diocese do Recife e autor de, entre outros, Cristianismo e Política -- teoria bíblica e prática histórica e A Igreja, o País e o Mundo -- desafios a uma fé engajada. (www.dar.org.br)

Fonte: Ultimato

Dica do meu caríssimo L. R. Silvado

sábado, 31 de outubro de 2009

AS RAÍZES DE UM NOVO TEMPO NA ERA CRISTÃ

Resenha do livro "A REFORMA", de Patrick COLLINSON. Editora Objetiva, 2006. 277p.

Patrick Collinson, é um renomado estudioso da história da Igreja dos séculos XVI e XVII. É professor de história moderna na Universidade de Cambridge – Inglaterra. É conhecido e respeitado no meio acadêmico pela narrativa da história do movimento puritano sob Elizabeth I, além de uma história da igreja na sociedade inglesa do mesmo período. A presente obra é o seu primeiro livro lançado no Brasil.

Na obra aqui resenhada das páginas 17-123, o autor busca apresentar o panorama da Reforma de uma maneira livre do provincianismo presente nos estudiosos britânicos mais comuns. É um relato conciso e completo dessa drástica revolução ecumênica do final da Idade Média e do Renascimento. Patrick Collinson faz de seu texto uma excelente introdução deste capítulo da história religiosa e política do mundo.

Collinson inicia a sua exposição apontando para o fato de que a Reforma aconteceu em uma época de mudanças em outros níveis da experiência humana. Foi uma era de conflitos para indivíduos, comunidades locais, nações e estados inteiros. Levanta-se, então, a questão se estas circunstâncias que encenaram as transformações na religião cristã eram tão diferentes ou maiores do que experiências como a Revolução Científica, o Iluminismo do século XVIII, ou a Era das Revoluções que começou em 1776 e 1789. Tal realidade leva alguns historiadores modernos a colocarem o que conhecemos com A Reforma como um acontecimento inserido num processo maior de mudanças e transformações do mundo, em especial da sociedade européia. Por outro lado, pode constituir uma grave distorção da história, reduzir a importância desse prolongado processo de mudanças. Segundo Collinson, “se não tivesse havido a Reforma, a palavra jamais teria sido usada para indicar o que aconteceu no século X, ou no século XII, ou no século XVIII, ou indicar aquilo que alguns de nossos desconstrutores sugerem que esteja sempre acontecendo”. (p.28)

O autor segue apresentando o pano de fundo dos primeiros indícios de transformações na Igreja a partir do que estava acontecendo no final da Idade Média. Antes mesmo de Lutero vir ao palco dos acontecimentos, desde o século XI mudanças aconteciam no meio da Igreja de Roma através das reformas implementadas por papas como Gregório, Inocêncio III, por exemplo. Uma delas, no próprio século XVI, foi a regularização de uma nova e reformada ordem franciscana dissidente, os Capuchinhos. O mundo no qual Martinho Lutero nasceu, em 1483, estava cheio de novos fenômenos religiosos. No século XV todos falavam em “reforma”. Segundo o autor, esse termo era frequentemente encontrado na fórmula “reforma da Igreja, de sua cabeça e seus membros” (p.37). A reforma sempre esteve na pauta das reuniões eclesiásticas de cúpula entre 1378 e 1514. Uma importante questão que Collinson levanta para prosseguir o seu pensamento é propor um paradoxo: “enquanto um século de conversas sobre reforma nada mais produziram do que palavras impressas, a concentração obstinada de Lutero na Palavra produziu mudanças verdadeiras e revolucionárias” (p.43).

Em seguida, o autor mostra o quanto a imprensa escrita contribuiu para o avanço e para a disseminação da pregação reformista baseada na Palavra – o fundamento e a raiz de Lutero. Collinson diz: “Ouvida ou lida, o que contava era a Palavra. A Reforma prescreveu uma nova primazia dos ouvidos sobre os olhos” (p.50). Isso se deveu principalmente pelo que Collinson chama de “quase-paradoxo”. A difusão do pensamento reformista, que libertou e deu energia ao vernáculo, tornou-se possível devido ao movimento como humanismo renascentista que teve em Erasmo um importante representante. Ele, por sua vez, era crítico impiedoso e frequentemente satírico, não apenas de abusos eclesiásticos, mas também das práticas religiosas contemporâneas mais ingênuas e supersticiosas. Com a chegada do século XVI, a imprensa e as línguas nativas da Europa contribuíram para que a Bíblia em inglês se tornasse o principal texto da Reforma, num grau inédito em qualquer outra parte da Europa. O fato de que a partir de 1549 o culto nas igrejas das paróquias inglesas era conduzido inteiramente em inglês, ajudou a formar um forte vínculo entre a linguagem e a consciência nacional, assim como a religiosa. A esta altura, durante o século XVI, quase todas as nacionalidades européias obtiveram suas próprias Bíblias.

Collinson prossegue sua exposição, trazendo uma preciosa biografia de Lutero a fim de encontrar respostas às perguntas tais como: “O que era o Evangelho segundo Lutero? Qual é a essência do Protestantismo?” (p.68) Lutero aprendeu de seus mestres, e passou a crer, que não é possível conhecer Deus por meio da razão, mas somente como questão de fé. O que conhecemos sobre Deus é somente o que Ele deseja nos mostrar através da revelação, e temos de aceita-lo com confiança. Lutero teve a sua experiência espiritual quando em risco de morte comprometeu-se, mediante o livramento divino, à reclusão em um mosteiro. Este é o início da busca espiritual de Lutero, que passou a entender a salvação como uma questão da graça de Deus, e não algo que pudesse ser comprado com uma vida virtuosa. Lutero passou a investir tempo e estudo fazendo conferências sobre a Bíblia duas vezes por semana para mais de uma geração de alunos na Universidade de Wittenberg. A Reforma aconteceu em meio a essas conferências. Foi quando, em outubro de 1517, Lutero escreveu e fez conhecidas as suas Noventa e Cinco Teses contra o comércio de indulgências papais. Não se pode afirmar com precisão quando se a chamada “Experiência da Torre” teria acontecido antes ou depois da questão das indulgências. Lutero redefine a justiça de Deus afirmando que “não era uma virtude punitiva, e sim algo com que Deus nos redime por meio da fé” (p.74). Possivelmente, foi neste momento que Lutero entendeu o significado do seu renascimento. A essência da doutrina de Lutero sobre a redenção vai mais além, e trata dos meios pelos quais somos salvos. Lutero ensinava que somos salvos pela virtude de cristo. Somente a fé, que é em si mesma uma dádiva de Deus, é capaz de assumir essa virtude. Portanto, a redenção se dá exclusivamente pela fé, sola fide. Para Collinson, “o que aconteceu em 31 de outubro de 1517 foi comparado a um homem que tateia subindo à torre de uma igreja no escuro, pendurado a uma corda até perceber que está tocando um sino que acorda a aldeia inteira” (p.77). Ficaram registradas estas palavras memoráveis: “A menos que provem que estou enganado por meio do testemunho das Escrituras ou por razões evidentes, minha consciência está vinculada e atrelada à Palavra de Deus... portanto não posso retirar coisa alguma, e não o farei, pois não é seguro e nem salutar contrariar a própria consciência. Deus me ajude. Amém” (p.82).

O autor reserva espaço em seu trabalho para mostrar que mesmo com a importância que tem Martinho Lutero no processo de transformação pelo qual passou a Igreja no século XVI, a reforma não foi simplesmente luterana. Todas as cidades alemãs tinham sua própria lei, e cada pregador e panfletário era um reformista, segundo suas próprias idéias. Outras regiões, como outras culturas, inventaram outros modelos de reforma. Aparecem, então, os chamados Anabatistas que se dispersaram em várias direções, e em breve passou a existir um novo ambiente teológico que exerceu força ainda maior do que a de Lutero: o pensamento e a pregação de João Calvino. Logo veio a se formar um grande abismo entre os dois posicionamentos. Alguns dissidentes, como começaram a aparecer, tais como Andréas Bodenstein von Karlstadt e Thomas Müntzer. Este último propôs uma versão do evangelho apocalíptica e violenta, pelo menos na linguagem, com muitas menções a colheitas, foices e terreiros de secagem. Uma alternativa à reforma de Lutero ganhou força na Suíça liderada por Huldrych Zwinglio. “Reforma”, para ele, passou a significar total conformidade com a Palavra de Deus nas escrituras. Começou então um programa de mudança da prática religiosa mais drástica do que Lutero jamais imaginara. Tudo o que era “romano” passou a ser questionado: indulgência, atos de penitência, peregrinações, adoração aos santos, vida monástica. A essência do zwinglianismo, o que verdadeiramente serve para defini-lo, é a crença de Zwinglio no que acontece, ou não, naquilo a que os cristãos dão diversos nomes: a Eucaristia, a Missa, a Santa Comunhão, a Ceia do Senhor.

Um quarto reformador é enumerado. Seu nome é Bucer, cuja contribuição para a reforma foi um forte sentido de bem comum, proveniente em parte de sua teologia e em parte de humanismo, mas que também tinha a ver com valores cívicos. Bucer foi também o primeiro ecumênico da Reforma, sempre em busca de consenso sobre a questão da eucaristia.

Contrastando com o modelo de reforma civil, surgiu e espalhou-se um outro, de não-conformismo sectário sob o rótulo de “anabatistas” – aqueles que renunciavam ao batismo na infância. O movimento tinha outras crenças além da questão do batismo dos crentes, mas esse rito simbolizava o tipo de rompimento com o Cristianismo que os chamados reformadores da magistratura preferiam evitar. Os anabatistas escaparam das perseguições, ao longo das décadas e dos séculos, emigrando para a América do Norte, dando origem a uma das maiores denominações protestantes, os batistas. Segundo Collinson, historiadores não-batistas, e especialmente os luteranos, consideram Müntzer o patriarca fundador deste movimento Os batistas, por sua vez, enxergam suas origens nos pacíficos e apocalípticos Irmãos Suíços, discípulos de Zwinglio.

A causa dos anabatistas foi salva do desastre por um sacerdote holandês que se tornou anabatista, chamado Menno Simons. Hoje em dia ainda existem mais de um milhão de menonitas.

Collinson dedica um capítulo completo para apresentar Calvino e o seu pensamento. Apesar de poucos registros sobre a sua vida antes de sua chegada à Genebra, o que se tem de informação é o suficiente para reconhecer a sua importância e influência nas transformações daquela cidade e nas que dela derivaram.

Conhecido por sua personalidade colérica, João Calvino apresentou sua primeira publicação em 1532, sob o título De Clementia. Foi na Basiléia que ele publicou a primeira edição do que hoje conhecemos como Institutos (ou Institutas). Collinson refere-se a esta obra como aquela que “iria transformar o mundo” (p.110). O principal fundamento de Calvino era a disciplina - onde não há disciplina, Deus não é reverenciado.

Calvino teve em Jérome Bolsec, um sacerdote católico renegado, o seu maior opositor em relação à sua doutrina da predestinação. Mas apesar de toda a resistência e distúrbios que suas convicções causaram por onde passou, Calvino se estabeleceu pela sua capacidade de pregação no púlpito. Isto fez com que Genebra submete-se à vontade de Deus. A contribuição de Calvino foi de 260 sermões por ano, concebidos enquanto descansava na cama, e pronunciados sem notas. Foi um escritor em grande escala, Calvino transformou Genebra em importante centro de publicações protestantes.

Conforme apresenta o autor da obra, Calvino pode ser considerado autor de um só livro, seus Institutos. Era originalmente uma espécie de catecismo. A característica mais presente nos Institutos é seu equilíbrio. Collinson destaca que é um equívoco atribuir aos Institutos a difusão do “Calvinismo”, e que “Calvinismo” seja o mesmo que a doutrina da predestinação. Esta doutrina não é o principal no pensamento de Calvino como teólogo sistemático. Conquanto este postulado ocupe apenas as objetivas palavras do capítulo 21 (o mais curto de todos) do terceiro tomo: “da Eleição Eterna, pela qual Deus predestinou alguns a salvação, e outros à destruição”.

Calvino morreu em 1564. Ele viveu e trabalho em uma república, mas nunca deixou de desejar que a França como um todo, se convertesse à verdadeira religião.

Collinson propõe que o calvinismo foi um movimento internacional. Os protestantes calvinistas tinham um credo e uma causa que ultrapassava as fronteiras e que se manifestava não apenas por meio de suas simpatias políticas mas também pelos bolsos e bolsas. O Calvinismo se transformou em algo que seguiu consistentemente a pregação, os escritos e os atos de João Calvino. Alguns historiadores e teóricos sociais creditam ao Calvinismo a invenção da política moderna a até mesmo algo a que chamam “espírito do capitalismo”.

Sem dúvida, A Reforma é um livro surpreendente. O autor consegue manter a seriedade com o tema deva ser conhecido, mas nos conduz de uma maneira agradável ao entendimento do contexto que motivou e veio a ser tornar o pano de fundo de todas as transformações vividas pela Igreja no século XIV. Aparentemente denso, Collinson consegue deter o leitor até o fim. Percebe-se uma necessidade de que as notas de referência venham no bojo do relato. De outra forma, como apresentadas no final da obra, têm-se a primeira impressão equivocada de que o autor relata sem fundamentação. Ao contrário, o autor é preciso em dotar todas as informações de suas origens de pesquisa. A leitura acessível é recomendável para leigos e estudantes da história da igreja interessados em ouvir de um prisma inovador aquilo que exaustivamente já se tem publicado. Pela leitura da obra em questão, somos conduzidos de maneira prazerosa ao entendimento do que foi o começo de um novo tempo para a fé cristã no mundo.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

HALLOWEEN - O PERIGO BATE À PORTA

O que está por trás da “festa” do dia 31 de outubro que tem dominado nossas escolas, clubes e associações e confundido nossos filhos? Há realmente o que comemorar?

A festa de halloween é originária das festas de outono dos celtas (povos que habitaram há séculos atrás territórios que hoje pertencem à Grã Bretanha e o norte da França). Os celtas criam que o ano novo deveria ser comemorado na última noite de outubro, pois o véu entre o nosso mundo e o mundo dos mortos se tornava mais frágil, sendo a noite ideal para se comunicar com os que já partiram.

Nesta ocasião, se os vivos não providenciassem comida para os espíritos, estariam suscetíveis a coisas terríveis. Um misto de superstição e ocultismo rondava as celebrações do halloween. Eram acesas fogueiras enormes para agradar o deus sol, as pessoas vestiam-se com roupas negras e usavam máscaras para não serem reconhecidas pelos espíritos dos mortos. O halloween está associado a rituais pagãos reminiscentes da magia negra dos druidas (bruxos celtas).

Com o passar do tempo, a Igreja Católica Romana, após uma intensa e longa perseguição às bruxas nos séculos XV, XVI e XVII, incorporou ao grande festival celta o dia 1º de novembro como o Dia de Todos os Santos, celebrando missas em homenagem aos santos e santas que já haviam deixado a vida. Mais interessante, é que aquilo que era proibido passou a ser aculturado e tornou-se dia santo para se cultuar os mortos, o famoso dia dos Finados.

A origem do halloween está intimamente ligada à comunicação com os mortos, e tem herança pagã arraigada na bruxaria e sua ênfase está sobre as trevas e o diabo. A pessoa que até mesmo por brincadeira se entrega a esses contatos, deve conscientizar-se de que esses agentes não são os espíritos dos mortos, pois os mortos não estão à disposição dos vivos. Leia Hebreus 9.27 e Isaías 8.19-20 e veja que Deus diz sobre a consulta aos espíritos. A festa de halloween é contrária às Escrituras.

A Revista “Defesa da Fé” alerta: “Os pais devem atentar para o perigo desta festa comemorada nas escolas e, principalmente, em bailes noturnos, nos quais se pede que seus participantes se apresentem vestidos como bruxo, vampiro, Frankstein, zumbi, sacerdote de magia negra etc. Essa é uma forma de colocarmos nossas crianças, jovens e adultos em contato com o ocultismo.”

Entretanto, os cristãos não têm porque temer o Halloween. Primeiro, porque o dia 31/10 é mais um “dia que o Senhor fez; alegremo-nos e regozijemo-nos nele” (Sl118.24); segundo, porque Cristo já “despojou os principados e potestades, os exibiu publicamente e deles triunfou na cruz” (Cl 2.15); e terceiro, porque somos “Os (verdadeiros) Intocáveis”: “Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus (...) o Maligno não lhe toca.” (1Jo5.18)

Ao Único, Soberano, Glorioso e Eterno Pai das Luzes seja a glória todos os dias de eternidade em eternidade.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

A Vida Curta

Faça cada minuto valer a pena!

Um em cada Quatro indivíduos é Muçulmano

Uma em cada quatro pessoas em todo mundo é muçulmana, de acordo com um dos mais completos estudos feitos até hoje sobre o assunto.

A pesquisa feita pela organização Pew Forum on Religion and Public Life, com sede em Washington, levou três anos para ficar pronta e analisa dados de 232 países e territórios.

O estudo concluiu que apenas 20% dos muçulmanos vivem no Oriente Médio e no norte da África, regiões tradicionalmente mais associadas com a religião.

Os números pesquisados indicam também que há mais muçulmanos na Alemanha do que no Líbano e menos na Jordânia e na Líbia somadas dos que na Rússia.

Cerca de 60% dos estimados 1,57 bilhão de muçulmanos do mundo vive na Ásia. Os países com o maior número dos seguidores da religião são Indonésia (202,9 milhões), Paquistão (174 milhões), Índia (161 milhões), Bangladesh (145,3 milhões), Nigéria (78 milhões) e Egito (75,5 milhões).

O estudo indica que mais de 300 milhões de muçulmanos vivem em países onde o islamismo não é a religião mais seguida. Entre 87% e 90% são da vertente sunita e entre 10% e 13% da corrente xiita. As maiores populações de xiitas vivem no Irã, Paquistão, Índia e Iraque.

No continente americano, o país com o maior número de seguidores da religião é os Estados Unidos, com pouco menos de 2,5 milhões de pessoas.

O Brasil é o terceiro país no continente, com cerca de 191 mil muçulmanos, bem menos do que os 784 mil da Argentina.

A Pew Forum diz acreditar que o estudo pode fornecer bases para futuras pesquisas sobre o crescimento de populações muçulmanas.

© BBC 2009

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Meu Pitaco: ou o povo de Deus acorda para fazer diferença, ou...

A Vida Passa, e Nós Voamos!

Enquanto você tem tempo, faça a sua vida valer a pena!

Aprenda a Acalmar a Criançada

Dois Violões é para os Fracos

A parada é um violão para quatro mãos com alternância entre elas. Uma dedilha o que a outra arma nos trastes. É impressionante! Valeu pela dica, Alfredão!

sábado, 17 de outubro de 2009

Encorajamento!

Porque todos nós precisamos de encorajamento e de validação. E os mestres mais brilhantes são os que nos mantém caminhando em frente.



Valeu, Bê, pela dica!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Tempo - O Melhor Presente

Muito ouvimos falar sobre o tempo dedicado aos filhos e às crianças de uma maneira geral. Fala-se de um tempo de qualidade, de intensificar os momentos. Isso é bom, mas creio que não ser o suficiente. Crianças precisam de tempo em quantidade. Há algum tempo, recebi o texto abaixo de fonte desconhecida que nos leva a uma necessária reflexão sobre o relacionamento entre nós e nossas crianças. As considerações são relevantes e práticas. Eis o que diz o autor:

“Não tenho tempo”. Sem dúvida esta se tornou a frase mais pronunciada e ouvida em nossos dias. É comum ouvirmos: não tenho tempo para este ou aquele projeto, para aquela viagem, para isso ou para aquilo, mas de todas elas a mais preocupante para a sociedade humana está registrada em nosso subconsciente: “não tenho tempo para meu filho”.

Vivenciamos um momento ímpar na história da humanidade, onde a cada dia se exige mais trabalho, cada vez mais apenas um dos cônjuges assume a responsabilidade de pai/mãe em trabalhar e educar os filhos ou ainda o desejo de auto-realização acaba colocando-os em segundo plano. Trazemos nossos filhos ao mundo e o primeiro fator com que nos preocupamos é a creche ou berçário onde ficarão.

Por necessidade ou não, acabamos criando o famoso “tempo de qualidade”. Pais ocupados talvez passem 15 minutos com filhos ou, talvez, algumas horas no final de semana, certos de que estão conseguindo suprir tudo do que a criança necessita. O “tempo de qualidade” visa a nada mais do que aliviar a consciência dos pais. É preciso aprender a comprar o tempo, pois quando se trata de educação de filhos não há atalhos, ou seja, aquilo que semearmos na infância, ceifaremos na adolescência e na vida adulta.

“Podemos dizer que cada homem aprende a ser um homem. É-lhe preciso ainda entrar em relação com fenômenos do mundo circundante, através de outros homens, isto é, num processo de comunicação com eles.” (Leontiev, 1978, p. 267)

Desta forma os primeiros responsáveis pelo desenvolvimento das relações sociais são os pais; pai e mãe. O cérebro do bebê é como uma esponja que absorve o que o cerca, aguarda informações procedentes do meio exterior para se desenvolver, principalmente durante os anos de formação, processo esse que se inicia por ocasião do nascimento, primeiro com a mãe e em seguida com o pai. Caso essa ligação seja perdida muito cedo, possivelmente, a criança terá sua habilidade de desenvolver relacionamentos pessoais prejudicada.

Dentro do processo natural de desenvolvimento a criança tem desejo de explorar e aprender sobre tudo a que está exposta. Por isso, é natural inundar a todos com uma enxurrada de perguntas, as quais devem ser satisfeitas com respostas de qualidade e exemplos. Embora possa ser justificada a notória falta de tempo em nossa cultura, é bom reforçar a necessidade de ser modelos para os filhos, dedicar tempo de qualidade e em quantidade.

Muito se tem falado sobre as conseqüências da falta de tempo, mas vencidos por um dia estressante, freqüentemente afastamos nossos filhos quando eles se aproximam de nós para narrarem algum acontecimento importante.

As crianças crescem, damos-lhes brinquedos, roupas de marca e um aparelho de som, mas não lhe damos aquilo que mais quer, nosso tempo, não é que não nos importamos, simplesmente estamos ocupados demais para amar um filho.

Ainda que algumas aptidões sejam aperfeiçoadas com os amigos ao longo da infância, os pais são os grandes responsáveis por ensinar seus filhos a reconhecer, controlar, canalizar seus sentimentos, ter empatia e lidar com sentimentos que o acompanharão por toda vida.

A falta de tempo não traz conseqüências somente para a criança/adolescente, mas também para os pais que não desfrutam a companhia destes à medida que crescem. A criança que não encontra amor e apoio quando mais precisa tende a ir buscá-lo, na adolescência, em outros jovens para substituir a carência. Encontro desastroso, pois serão verdadeiros guias cegos. Nesse momento, palavras, conselhos, explicações, nada mais será significativo. Falar de amor somente na adolescência soa falso, não há cumplicidade e confiança na relação.

Tempo em quantidade e qualidade deixa marcas profundas, molda padrões, estabelece regras, dá autonomia, inspira confiança, forma amigos. Portanto, seja justo com você e com seu filho, deixe que ele assimile de sua conduta, não dê esse privilégio a outros. “Ensine bondade demonstrando bondade, boas maneiras, praticando-as, meiguice, sendo meigo; honestidade e veracidade, exemplificando-as”.

Que nossos filhos desfrutem de tempo, do melhor do nosso tempo, de tudo o que precisam do nosso tempo. Só assim conseguiremos marcar a vida deles, deixando um legado de valores, princípios e ações.

Aceita uma sugestão de presente para este Dia das Crianças? Leve seu filho para passear num parque, numa praça, na praia. Leve as bicicletas. Sentem-se na grama. Corra atrás dele, e deixe-o correr atrás de você. Jogue-se no chão. Brinque de faz-de-conta. Enfim, gaste tempo – bastante tempo – curtindo a vida do seu filho. Deixe-o curtir a sua. Afinal, a vida passa, e nós voamos!

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Pescô, sim!

Mineirinho chega num bar em Machado e pergunta:
- Você poderia me vender uma cerveja fiado?
O dono do bar responde:
- Tá vendo aquele cara bem forte e alto? É o seguinte, de tanto ele malhar, o
pescoço dele ficou pequeno, e quem chama ele de pescossim leva uma baita surra.
Se você chamar ele de pescossim, eu te vendo fiado por um ano!
O mineirinho chega até a mesa, dá uma batida nas costas do cara e diz:
- Meu amigo, como vai?
- Mas eu nem te conheço.
- A gente pescô junto!
- Não pescô não!!
- Pescô sim!!!

Mineirinho tomou cerveja fiado por um ano.

ELE É O MEU REI

Duvido que depois de assistir a este vídeo, você não tenha vontade de também sair correndo, pulando e gritando pela rua para dizer bem alto e clato que o seu Senhor é o Rei dos Reis, Senhor dos Senhor, Deus do Universo!!!

Vá! Saia e vá contar para as pessoas que o seu Rei é Jesus Cristo, o Filho do Deus Vivo! Que Jesus ama a cada um como estão, mas que não descansará enquanto não nos transformar pelo poder do seu Nome

ZAGUEIRO DE EVANGELISMO

Por que você não compartilha a sua fé em Jesus? Vergonha? Timidez? Orgulho? Medo? Despreparo? Desleixo? Frieza? Indiderença?

Cuidado! O Zaguerio do Evangelismo está à espreita, e não permitirá que você perca as oportunidades de falar do amor de Jesus aos outros.

Fonte: Impacto TV

terça-feira, 6 de outubro de 2009

QUEREMOS DIREITOS IGUAIS

Pr. João Brito Nogueira (*)

Examinando a história da Igreja Cristã, desde os primórdios do cristianismo, vemos que os cristãos verdadeiros, ativos e comprometidos com Deus, sempre foram alvos de perseguições e inúmeras discriminações.

A história dos Apóstolos, é cheia de episódios de perseguições. A Igreja Cristã primitiva, sempre foi perseguida. Os cristãos que não se renderam, que não se submeteram aos caprichos e interferências do Estado nas questões ligadas à fé e às Doutrinas Bíblicas, sempre foram alvos de perseguições por parte do Estado e por parte da Igreja que se vendeu e se entregou aos caprichos e intervenções do Estado.

Foi um casamento feito entre alguns cristãos e o Poder Político da Época (no quarto século d.C), que estava na mão de Roma, que detinha o domínio político.

Foi um casamento feito entre Igreja e Estado, meramente por interesses políticos e materiais. Eis a razão principal porque a Igreja “Oficial” que manipulava e era manipulada pelo Estado, passou a ser chamada de Igreja Católica Apostólica Romana, que traduzindo é: Igreja Universal dos Apóstolos de Roma (Poder Romano - Poder Político Dominante da Época, copiando inclusive o modelo de governo: Reinado. E o Papado não passa de uma cópia do modelo de Reinado, com um rei que se considera “infalível” na qualidade de Papa).

É esta a Igreja que, na prática, deixou de ser Igreja Bíblica, e se tornou em ESTADO DO VATICANO. E, até hoje, é reconhecida pelo Direito Internacional como Estado, em muitos países, inclusive no Brasil. Onde o seu representante, é recebido e tratado como Chefe de Estado, e goza de muitos privilégios que outras Igrejas e Religiões não gozam.

Dizemos que deixou de ser uma Igreja Bíblica, porque, como Igreja e como Estado, foram as instituições que, durante a história do cristianismo, mais mandaram destruir e queimar Bíblias, e por muitas e muitas décadas proibiram seus súditos e fiéis de ler a Bíblia. E também porque o catolicismo tem práticas e doutrinas que contrariam os ensinos da Bíblia.

É necessário lembrar que foi o Vaticano, A Igreja Católica Romana, que escreveu na História Universal e na História do Cristianismo, uma das páginas mais vergonhosas e dramáticas chamada de “Santa Inquisição”.

Quem sabe um pouco de História, conhece as atrocidades, as maldades, as perversidades que foram praticadas com os Cristãos Bíblicos/Evangélicos. Foi principalmente no tempo da “Inquisição Católica” que milhares e milhares de Cristãos foram impiedosamente e cruelmente perseguidos, torturados e mortos, como também milhares e milhares de Bíblias foram confiscadas, destruídas, queimadas.

Foi também o Estado do Vaticano, A Igreja Católica Romana, que apoiou por algum tempo o nazismo, compactuando com a perseguição e matança dos Judeus, conforme os registros históricos da Segunda Grande Guerra Mundial. Sendo assim também cúmplice do nazismo, chefiado por Hitler e outros, com o apoio e aprovação do Estado do Vaticano.

São por estas e outras razões, que nós Evangélicos, temos que olhar com todo cuidado o Projeto de Decreto Legislativo Número 716, de 2009, que está no Senado para ser aprovado (Número 1.736/2009, na Câmara dos Deputados), que trata de acordo entre a República Federativa do Brasil, e a Igreja Católica Apostólica Romana, prevendo privilégios, exclusivos para a Igreja Católica, deixando de lado os mesmos direitos e privilégios para as demais Denominações, Religiões e Credos.

Nós, Cristãos Evangélicos, Cristãos Bíblicos, não podemos nos omitir.

Basta ver aqui no nosso Estado, por exemplo:
• Quanto o Estado gasta juntamente com a prefeitura de Vila Velha e outras empresas Estatais para manter o Convento da Penha?
• Quanto o governo gasta para manter no Município da Serra e em outros municípios alguns Templos Católicos...
• Como e por que o Templo Católico de Jardim da Penha foi construído em uma praça pública, e quem mantém a praça?
• Como e por que o Templo Católico de Jardim Comburi foi construído em uma praça pública, e quem mantém a praça?

Estes são apenas alguns poucos exemplos (dentre muitos outros que poderíamos citar), de privilégios “especiais” que a Igreja Católica tem usufruído, e continua a ter um tratamento diferenciado das demais Igrejas e Religiões.

Deixamos bem claro que não somos contra privilégios e leis que favorecem Igrejas, Entidades Filantrópicas e de Utilidade Pública. O que não podemos concordar é que uma determinada Igreja, tenha tratamento diferenciado e privilegiado, afinal, a Constituição Brasileira garante o livre exercício dos cultos religiosos e a igualdade de direitos entre as mais diferentes Igrejas e Credos.

Para nós não há nenhum problema que privilégios sejam dados a Igreja Católica, desde que sejam também extensivos às demais Igrejas, Denominações e Credos, sem distinções, sem discriminações.

QUEREMOS DIREITOS IGUAIS!

(*) pastor titular da Igreja Batista Evangélica de Vitória - ES

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