quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

É O QUE TEMOS DENTRO

Philip Yancey sugere em seu livro “Igreja: Por que Me Importar?” que é hora de resgatarmos o otimismo e o amor para com a igreja. E não tem jeito: isso depende inteiramente de seu coração!!! É preciso projetar o foco da sua visão em quatro direções fundamentais: para cima, ao redor, para dentro, e para fora.

O otimismo em relação à igreja renasce, à medida em que deixamos de lado o desejo de “comprar” uma igreja de acordo com os nossos gostos, e nos concentramos em querer encontrar a Deus – isto é o mais importante.

Quando nos surpreendemos com a maravilhosa capacidade que o Evangelho tem de unir uma enorme diversidade de pessoas, inclinamo-nos a amar e valorizar a Igreja. Ela é o único lugar onde todos os diferentes podem ter algo em comum: o compromisso com Jesus. É maravilhoso olhar para os lados e ver o milagre da unidade no Espírito.

Luis Palau, grande evangelista, disse algo que causa estranheza num primeiro momento, mas se admitirmos com pureza de coração, é muito uma verdade acerca da igreja: ela é como adubo! Se o empilharmos em um só lugar, vai cheirar mal. Mas ele não existe para ser guardado em empilhado. Somente espalhado pela terra ele enriquece o solo e faz crescer. Precisamos ter o braço estendido para fora.

Uma outra direção, é o olhar para dentro. Precisamos voltar nossos olhos para o nosso interior e identificar nossas feridas e lutar para curarmos todas elas, uma a uma. Apesar de não ser adepto do método e discordar em parte da estratégia dele, o autor do livro “Uma Igreja Com Propósitos” – Rick Warren, afirma que a chave para a igreja do século XXI será a sua saúde espiritual. Por isso, é necessário que olhemos para dentro de nós mesmos e tenhamos a ousadia de curar as feridas mais profundas para promover restauração.

Certa vez, um menininho observava um vendedor de balões de gás de diversas cores que, para chamar a atenção dos fregueses, vez ou outra soltava um balão pelos ares. O menininho ficou intrigado quando percebeu que ele soltava todas as cores, menos os azuis. Aproximou-se e perguntou: “por que o Senhor não solta os azuis, eles não podem subir?” Qual não foi a sua surpresa, quando aquele simpático senhor deixou escapulir da sua mão um lindo balão azul e lá se foi ele pelas alturas. Ao que ele docilmente falou para o menino: “Não é cor que faz ele subir, é o que ele tem dentro...”

Que verdade! Simples, mas profunda. O nosso crescimento, nossa ascensão, depende essencialmente daquilo que vai dentro de cada um. Nossa devoção, nossa dependência de Deus, nossa interdependência para com os outros, nossos conceitos, nossa visão e nossa motivação.

Crescer depende do que está dentro de você!

2 comentários:

k re k disse...

Concordo com seu txt, com sua visão, mas a realidade existe para vivermos com os pés no chão. "Ela é o único lugar onde todos os diferentes podem ter algo em comum: o compromisso com Jesus" esta referência a igreja ela se torna falsa quando vemos q aqueles q não estão dentro do padrão estético e oficial de crente não é aceito no ambiente. Não adianta só ter o algo em comum, tem que parecer, tem q pensar. Eu quero frequentar uma igreja q as pessoas olhem p mim como mais um em comum, e não vejam o algo incomum, diferente dos padrões pre-estabelecidos.Devemos realmente olhar para o início, estar realmente aos pés do Mestre, para sabermos superar as diferenças e torná-las sustentáculo do todo.

Carlos Alberto disse...

É muito mais fácil assumir uma postura de "crente". Um rótulo, uma linguagem esteriotipada, uma postura de vencedor. O difícil é reconhecer que nada sou e que se estou onde estou, não há mérito algum. Quero descer do pedestal. Reconhecer-me fraco, mas o que quero não faço, e o detestável acontece com tanta facilidade.
Preciso calar para ouvir; ouvir para tentar mudar... Só a graça!
Carlos, o caipira.

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