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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Ser Pastor...

"Ser um pastor é ter uma disciplina para destruir as  suas próprias ilusões." "A minha congregação não é um local de trabalho. A congregação não é um local de trabalho que possa ser abandonado quando aparece uma oferta melhor, mas é um local de desenvolvimento de uma vida ministerial madura. A congregação é o local para pastor desenvolver-se no que chamo lugar de santidade para ele mesmo”.
(Eugene Peterson)

terça-feira, 10 de abril de 2012

Sou um PÉSSIMO pastor...

...porque eu não vou mudar a minha voz para que você sinta segurança, achando que tenho alguma autoridade, quando eu falar;
...porque eu não vou pensar por você para facilitar sua jornada espiritual;
...porque eu não vou falar mais alto do que você precisa para ouvir;
...porque eu não vou lhe ensinar a determinar ou dar ordens ao Pai, como um filho mimado o faz;
...porque eu não lhe dizer que você é um vencedor quando o a sua espiritualidade está falida;
...porque eu não vou lhe ensinar a temer a Deus mais do que a amá-lo;
...porque eu não lhe direi que você é especial simplesmente por estar frequentando uma Igreja;
...porque eu não alimentarei o seu ego pregando somente as coisas que você gosta de ouvir;
...porque eu não lhe ensinarei a ser próspero a qualquer custo enquanto o mundo morre de fome;
...porque eu não lhe ensinarei a mover as mãos de Deus através de uma oferta sacrificial;
...porque eu não lhe direi que Deus me revelou algo que não está no texto, somente para fazer a mensagem melhor para você;
...porque eu não lhe direi que você não pode beber, se tatuar, ouvir músicas que não tocam na Igreja somente para facilitar o meu pastoreio;
...porque eu não vou lhe ensinar que a igreja de quatro paredes é a casa de Deus;
...porque eu não vou lhe ensinar que se você entregar o dízimo sua responsabilidade com os necessitados estará cumprida;
...porque eu não vou transformar a reunião do culto numa rave para que você fique atraído pelo ambiente;
...porque eu não vou lhe ensinar a marchar por Jesus, enquanto Ele quer que marchemos pelo próximo;
...porque eu não lhe darei uma lista do que pode ou do que não pode para você farisaicamente siga um mandamento no lugar de um Deus;
...porque eu não lhe ensinarei que há um Diabo maior do que a Bíblia conta somente para você poder colocar em alguém a sua culpa;
...porque eu não lhe ocultarei os meus erros para você pensar que é liderado por alguém melhor que você;
...porque eu não vou falar em nenhuma outra língua além da que você consegue compreender;
...porque eu não lhe tratarei melhor por causa do carro que você anda, da roupa que você veste ou do dinheiro que você põe no gazofilácio.

Dentre muitas outras coisas que poderia dizer: fique certo: sou um péssimo pastor.

**Vi aqui, que por sua vez viu aqui primeiro.

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

QUANDO A INFORMAÇÃO PREJUDICA

Quem já não ouviu a frase: um pouco de informação nunca é demais. No passado, e isso não faz muito tempo, aqueles que queriam estar por dentro das novidades não tinham muitas opções. Até 40 anos atrás, o número de revistas, jornais e canais de TV não era tão grande. Hoje, o número de jornais e revistas chega a ser incontável e qualquer serviço de TV por assinatura oferece de 50 a 100 canais (ou muito mais do que isso).

Com a internet, as opções aumentaram ainda mais, e qualquer pessoa pode produzir conteúdo e disponibilizá-lo na rede. Com isso, uma pesquisa em um mecanismo de busca retorna milhares de resultados, nem sempre de boa qualidade.

Apesar do caráter revolucionário da web, onde você vai atrás do conteúdo que quer ver, nós ainda somos bombardeados com um excesso de informações, que muitas vezes, não queríamos ou não precisamos receber. Em muitos casos, este excesso se torna tão prejudicial e irritante, que governos tomam medidas para coibir este tipo ação. Muitas cidades proibiram panfletagem nas ruas ou propaganda em carros de som, e o PROCON de São Paulo criou um serviço para bloquear o recebimento de ligações de telemarketing.

Porém, o excesso de informação é algo que teremos que conviver daqui pra frente. O que se percebe, é que muitas pessoas estão se tornando ansiosas pelo fato de não conseguirem assimilar o grande volume de informações disponíveis. Esta angústia é conhecida como a Síndrome do excesso de informação, que em casos graves leva a pessoa a um sentimento de obsolescência. Os sintomas mais comuns são a dificuldade para adormecer, irritabilidade e desordens de memória.

“Um dos principais sinais de início da síndrome é quando você começa a demorar muito para se "desligar" das atividades diárias mesmo quando está fora delas. Exemplo: em casa, no final de semana, na companhia da família ou diante da TV, você não consegue tirar da cabeça o relatório que faltou fazer, o livro que gostaria de ter lido no fim de semana e não leu ou aquele dado do gráfico da companhia que não ficou bem compreendido”. (Braga, 2007)

Alguns distúrbios relacionados com o excesso de informação (Braga, 2007):

Cybercondríacos
É a versão digital dos hipocondríacos. São pessoas que pesquisam os sinais e sintomas de determinadas doenças na Internet e passam a acreditar que a possuem. O pior é quando pesquisam sobre o tratamento e passam a se automedicar.

Dataholics
Serve para designar as pessoas que são “viciadas em informação”. São pessoas que só se sentem seguras após lerem a mesma informação em quatro ou cinco fontes, para checar a veracidade da mesma.

Bulimia Informacional
Termo que caracteriza a necessidade compulsiva pela coleta de informações, cada vez em maior quantidade, geralmente de forma pouco criteriosa. O bulímico informacional não se preocupa com qualidade, mas sente uma imperiosa necessidade de ficar sabendo de tudo o que se passa nas áreas em que atua.

Obesidade Informacional
Resultado da bulimia informacional, nesse caso, a obesidade refere-se ao excesso de informação desnecessária ou pouco relevante, que ao se acumular, prejudica a efetivação do aprendizado relativo às informações que realmente seriam úteis ao indivíduo.

Quando se trata do excesso de informação em meio digital, os saudosistas do papel ganham pontos. Ao ler um jornal impresso, a pessoa tem a noção exata da grandeza (início, meio e fim) do texto que tem em mãos. Enquanto isso, sites de notícias são atualizados a todo minuto, sendo impossível para um ser humano assimilar tudo que é publicado.

Nas universidades, um pensamento que acomete boa parte dos estudantes, é se quando formados terão todo o conhecimento necessário para ingressar no mercado de trabalho. Será que este conhecimento só se aprende com a prática profissional? Ou as disciplinas ministradas nos cursos não enfocam as informações realmente relevantes para a vida profissional?

Fonte:
Dr. Ryon Braga. O Excesso de Informação - A Neurose do Século XXI
Recebido por E-mail

CARTA PRESBITERIANA

Caros amigos,

As linhas que escrevo agora são fruto de muita reflexão e oração. Há semanas venho ensaiando escrever isto e o mero desejo de meu coração tornou-se uma necessidade de minha consciência. Muitos de nós têm acompanhado de perto o desenvolvimento de questões ligadas à vida e à família em nossa nação. Sem dúvida alguma, nestas questões a sociedade brasileira tem trilhado no caminho da impiedade por conta de um governo que, além de permitir a iniqüidade, em muitos casos a apóia. Antes de continuar, deixe-me dizer que, como a Bíblia instrui, oro pelo presidente da República e por seu governo. Mais do que orar, nutro admiração pelo nosso presidente. Sua história de pobreza no sertão nordestino e sua ascensão ao cargo mais alto da nação é algo que me fascina. Sempre votei no Lula. Sendo eu filho de um bravo nordestino, metalúrgico e ligado ao sindicato, então, logo simpatizei com a figura do nosso presidente. Todavia, como pastor presbiteriano, não posso me calar diante das iniquidades que seu governo tem cometido e que ainda pretende cometer em nossa nação. Exponho a partir de agora quais são estas iniquidades:

1. Erotização de nossas crianças
O Governo Federal, através dos Ministérios da Saúde e da Educação, tem produzido material com imoralidade para ser distribuído aos nossos filhos sob o pretexto de educação sexual. Veja por si mesmo nos links abaixo:
Link 1
Link 2
Link 3
Link 4

O Governo Federal, que deveria ser o guardião da educação de nossos filhos é hoje quem mais os encaminha para a imoralidade sexual. A Bíblia diz: "Ensina a criança no caminho em que deve andar, e, ainda quando for velho, não se desviará dele" (Provérbios 22.6). Deus vai cobrar do atual governo o que ele tem feito na educação de nossas crianças.

2. Incentivo ao homossexualismo
No dia 14/05/2009 o Governo Federal lançou o Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos de LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais). O plano é formado por 51 diretrizes que têm o objetivo de influenciar todos os segmentos da sociedade com a filosofia homossexual. O Governo Federal é o maior patrocinador do movimento homossexual no Brasil.

Veja os links abaixo:
Link 5
Link 6
Link 7

Em paralelo a estas ações de expansão de incentivo ao homossexualismo, o Governo também trabalha na aprovação do Projeto de Lei 122/2006, apelidado de "lei da mordaça", que pretende criminalizar a discordância ao homossexualismo. Se aprovado, o projeto atentará contra a liberdade de expressão prevista em nossa Constituição e permitirá ao Estado punir qualquer indivíduo que demonstrar discordância quanto à prática homossexual.

A Bíblia diz: "Se também um homem se deitar com outro homem, como se fosse mulher, ambos praticaram coisa abominável" (Levítico 20.13). "Deus entregou tais homens à imundícia, pelas concupiscências de seu próprio coração, para desonrarem o seu corpo entre si; pois eles mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém! Por causa disso, os entregou Deus a paixões infames; porque até as mulheres mudaram o modo natural de suas relações íntimas por outro, contrário à
natureza; semelhantemente, os homens também, deixando o contacto natural da mulher, se inflamaram mutuamente em sua sensualidade, cometendo torpeza, homens com homens, e recebendo, em si mesmos, a merecida punição do seu erro" (Romanos 2.24-27).

3. Defesa do aborto
Em Setembro de 2007 o PT aprovou seu apoio à legalização do aborto:
Link 8

Em 2008 a Fiocruz, instituição vinculada ao Ministério da Saúde, liberou R$ 80 mil para a filmagem do vídeo "O fim do silêncio", que mostra depoimentos de mulheres que abortaram seus filhos e defendem a descriminalização da prática. A diretora Thereza Jessouroun diz, na reportagem, ter idealizado o roteiro ao ouvir declarações do ministro da Saúde, José Gomes Temporão, a favor da descriminalização do aborto. De acordo com ela, o projeto se materializou após a abertura do edital da Fiocruz, cuja direção é nomeada pelo ministro. Veja notícia do Jornal O Globo abaixo:
Link 9

Por ser o PT oficialmente favorável ao aborto, em Setembro de 2009 ele puniu dois deputados federais por serem contrários à posição abortista. Veja a matéria abaixo:
Link 10

Além disso, o novo Programa Nacional de Direitos Humanos, assinado pelo presidente em Dezembro/2009, defende a legalização do aborto, o que gerou manifestações de grupos contrários ao aborto em todo o país. Veja o link:
Link 11

Diante destes fatos que atentam contra a família, a vida e contra nossas crianças, torno pública minha intenção de voto: Votarei pela não continuidade deste governo. Quem me conhece sabe que nunca misturei política com ministério, todavia, creio que o momento é grave e necessita de um posicionamento dos líderes religiosos. Todo cristão deve atentar para o que está acontecendo e manifestar o repúdio às iniquidades deste governo por meio do seu voto. Não podemos deixar que haja a continuidade deste governo.

Conclamo você, meu amigo, a continuar orando pelas nossas autoridades, a orar pelas eleições que se aproximam e a votar conscientemente, não escolhendo aqueles que praticam a impiedade.
Termino com alguns versículos:

“Ai daqueles que, no seu leito, imaginam a iniquidade e maquinam o mal! À luz da alva, o praticam, porque o poder está em suas mãos” Miquéias 2.1

“Ai dos que ao mal chamam bem e ao bem, mal; que fazem da escuridade luz e da luz, escuridade; põem o amargo por doce e o doce, por amargo!” Isaías 5.20

“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então, eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra” 2 Crônicas 7.14

REV. AGEU CIRILO DE MAGALHÃES JR
Pastor Presbiteriano
Texto original em
www.resistenciaprotestante.com.br

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Igreja é um lugar onde o Pai se sente em casa


Por ARIOVALDO RAMOS

Onde é adorado pelo que é e não pelo que pode,

Onde é obedecido de coração e não por constrangimento,

Onde o seu reino é manifesto no amor, na solidariedade, na fraternidade e serviço ao outro,

Onde o ser humano se perceba em casa e seja a casa de Deus e do outro,

Onde Jesus Cristo é o modelo, o desejo e o caminho,

Onde a graça é o ambiente, o perdão a base do relacionamento e o amor a sua cimentação.

Onde o Espírito Santo está alegre pela liberdade que desfruta para gerar e expressar a Cristo,

Onde Ele vê os seus dons serem usados para edificar, provocar alegria e servir ao próximo,

Onde todos andam abraçados,

Onde a dor de um é a dor de todos,

Onde ninguém está só,

Onde todos têm acesso ao perdão, à cura de suas emoções, à amizade e a ser cada vez mais parecido com Cristo,

Onde os pastores são apenas ovelhas-exemplo e não dominadores dos que lhes foram confiados,

Onde os pastores são vistos como ovelhas-líder e não como funcionários a serem explorados.

Onde não há gente nadando na riqueza enquanto outros chafurdam na miséria,

Onde há equilíbrio, de modo que quem colheu demais não esteja acumulando e quem colheu de menos não esteja passando necessidades.

Enfim, a comunidade do reino de Deus,

Onde aparece a humanidade que a Trindade sonhou,

Onde a cidade encontra paradigmas.

Onde o livro texto é a Bíblia.

domingo, 26 de setembro de 2010

ALEGRIA, QUASE ORGULHO - VOTE NA MARINA!

Recebi por email de um amigo. Valeu, Remy!
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Nunca valorizei a filiação religiosa dos candidatos políticos. Para mim, normalmente pesava contra, pois sempre rejeitei quem faz da defesa a algum credo religioso sua bandeira, ou faz dos fiéis um reduto político. Para complicar, os candidatos que professam a fé cristã alinham-se, em grande maioria, ao que há de pior na política nacional. Devido a essa realidade, não temos, até onde sei, nenhum político cristão, ao menos entre os evangélicos, que conjuga coerência cristã e expressão nacional. Situação que nos traz tristeza e vergonha.

Apesar de não valorizar, sempre desejei votar num candidato cristão a um cargo majoritário – nos cargos legislativos ainda se consegue encontrar bons candidatos –, alguém com uma história de coerência e comprometimento com os mais desfavorecidos. Alguém que respeite as convicções de outras tradições religiosas, daqueles que não se alinham a nenhuma religião e, ao mesmo tempo, assuma, com coragem e coerência, suas convicções cristãs.

Parece que finalmente terei essa alegria. No atual pleito, Marina Silva é a única, ao menos entre os mais votados, que não é um produto de marketing, uma fabricação artificial de competência, honestidade e comprometimento com o povo. Diferente de Serra e Dilma, ela assume suas convicções, apresenta propostas políticas e, com desenvoltura e tranquilidade, elogia e critica o governo Lula. Ela não foge de confrontos.

A história de Marina é exemplar: “Nascida no seringai Bagaço, aos 11 anos já cortava seringa. Magra como um graveto, contraiu várias doenças da selva: leishmaniose, três hepatites, cinco malá-rias e, em consequência dos tratamentos, uma contaminação por mercúrio. Mesmo assim, aos 16 ela se alfabetizava e em seguida participava, junto com seu mestre Chico Mendes, da luta pela preservação da Amazônia.” (extraído de texto de Zuenir Ventura em favor da candidata Marina Silva). E, diferentemente de Lula, continuou seus estudos – mérito a mais para ela e não desmérito para Lula.

De longe, Marina é a candidata mais visceralmente comprometida com as causas sociais e ambientais. Se não fosse sua coragem em assumir sua fé cristã, teria amplo apoio dos intelectuais e artistas (algo próximo ao que era o PT). Apesar de não renunciar à sua fé, ainda assim consegue amplo apoio entre os segmentos mais reflexivos da sociedade brasileira. Isso por dizer sem rodeios, por exemplo, que defende a heterossexualidade, mas concorda com o contrato civil entre homossexuais. Mas não o casamento, pois este se encontra intimamente atrelado à fé cristã. Nada mais cristão!!!

Por esses motivos, peço o seu voto para Marina Silva. Agora sim, nós cristãos temos motivo para alegria, quase-orgulho. Mesmo que não vença; sua presença e postura já é uma vitória.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

PT - O Partido que Nunca Foi Governo


Robinson Cavalcanti

Afirmativa inexata é a referência “a esse governo do PT”. Embora o Presidente da República seja filiado ao partido, ele nem governa com seu programa, nem com seus quadros. O “lulismo” não é igual ao petismo, assim como o “getulismo” não foi igual ao trabalhismo. Durante os oito anos da gestão lulista, houve uma redução dos quadros dirigentes petistas e uma ampliação dos oriundos da denominada “base aliada”. Ela vai do fisiológico PMDB, da esquerda à direita históricas, de ex-marxistas a ex-sustentáculos do regime militar, de ex-guerrilheiros a herdeiros das capitanias hereditárias, de sindicalistas à fina flor do empresariado, em um bem costurado “pacto das elites”, cooptando como coadjuvantes (índios em filme de cowboy) alguns trabalhadores e alguns representantes das classes médias, e incluindo os “companheiros” Collor, Renan e Sarney.

A maioria da “base aliada” apoiou o governo FHC e apoiará qualquer governo. O programa do PT foi para o espaço há muito tempo e não passa de uma peça ornamental, com a garantia que não será levado a sério. Antes das eleições presidenciais de 2002, o PT soltou a Carta de Olinda, reafirmando sua ideologia e o seu programa. Pouco depois, na calada da noite, saiu a Carta ao Povo Brasileiro (chamada de Carta aos Banqueiros), quando, pelo alto, abjurando de sua história e dos seus princípios, o partido contra o sistema optou por ser um partido no e do sistema. Um dirigente foi enviado à capital do Império para acalmar os donos do poder mundial. Outros conversaram com o capital nacional.

O que o Partido Social-Democrata alemão fez no Congresso de Bad-Godesberg, 1952, depois de um amplo debate, a cúpula do PT o fez com um ato de força. O partido que ouvia as bases passou a enquadrá-las. Ao contrário da maioria dos partidos brasileiros, desde os aristocratas no Império, e os oligarcas nos primórdios da República, o Partido dos Trabalhadores teve uma origem e uma trajetória únicas em nossa história política, nascendo de baixo para cima, incluindo os excluídos, mobilizando, debatendo, democratizando as decisões. Em sua origem estavam marxistas críticos do modelo soviético, intelectuais progressistas, religiosos de linha profética, novos sindicalistas independentes e movimentos sociais organizados. Nela havia algumas certezas: o compromisso com a preservação e aperfeiçoamento do regime democrático, das liberdades públicas e dos direitos civis, uma rejeição ao modo de produção capitalista e ao modelo totalitário soviético, a busca da justiça social em um processo participativo, tendo no horizonte a construção de um socialismo democrático fincado em nossas raízes.

Esse sonho embalou muitos e despertou o voluntariado de uma militância idealista. Porém, esse sonho já acabou há muito tempo. Os idealistas caíram fora. O realismo pragmático centralista, em torno do líder, a cooptação em cargos no aparelho do Estado, os arranhões à ética, o abandono da ideologia e do programa, as alianças com qualquer um e a qualquer preço, atestam que a estrela se apagou – hoje há apenas um nome, sem vínculos com um passado perdido. O lulismo permitiu aos banqueiros os maiores lucros do mundo, atendeu ao empresariado em quase tudo que ele pediu e, apesar da retórica e de gestos simbólicos independentes, se manteve dentro dos parâmetros permitidos pelo Império. As classes médias foram agraciadas com alguns mimos, se estatizou o clientelismo paternalista para com os pobres e se decretou que quem ganha dois salários-mínimos é membro honorário da classe média.

Como autêntico partido da ordem, o lulismo recebe criticas do sistema apenas por alguns tópicos ou ênfases, ou por razões estéticas: o presidente não é “um dos nossos”, mas um caboclo retirante nordestino sem curso universitário. Enquanto isso, o Congresso Nacional continua a ser uma pirâmide social invertida, com a maioria das minorias de cima e a minoria das maiorias de baixo. O sistema eleitoral permite que parlamentares menos votados sejam eleitos, mais votados sejam derrotados e suplentes que você nem sabe quem são – que nunca tiveram um voto – lhe representem no Senado da República. Para os cargos majoritários, sem consultas ou primárias, a escolha é feita pelas cúpulas e o eleitorado é chamado a escolher dentre aqueles que escolheram para ele escolher. Não há um Projeto Nacional. A segurança pública, a educação, a saúde, o saneamento básico e a qualificação de mão-de-obra vivem o faz-de-conta. A desigualdade social e regional é um escândalo, com Alagoas registrando 35% de miseráveis (vivendo com até um terço de salário-mínimo). Muita propaganda. A imprensa controlada por poucos manipulando muitos.

Uma eleição presidencial sem oposição ou alternativas, mas uma disputa entre o retrocesso ou quem melhor “aperfeiçoa” o continuísmo. Os cristãos continuam sem afinar os valores do Reino, fazendo diferença, mas, em sua maioria, estão alheios, desiludidos, cooptados ou perdidos como cachorros em caminhão de mudança. Orar, discernir, intervir.

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Nota da CNBB sobre o PT

A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico “www.cnbbsul1.org.br”.

São Paulo, 26 de Agosto de 2010.

Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1


APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS


Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,

- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,

- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,

- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,

- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,

- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,

- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.

COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB

Publicado em 27/08/2010 - 09:56

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Harvard X Stanford

Malcolm Forbes conta que uma senhora, usando um vestido de algodão já desbotado, e seu marido trajando um velho terno feito à mão, desceram do trem em Boston, EUA, e se dirigiram timidamente ao escritório do presidente da Universidade Harvard. Eles vinham de Palo Alto, Califórnia e não haviam marcado entrevista.

A secretária, num relance, achou que aqueles dois com aparência de caipiras do interior, nada tinham a fazer em Harvard.
- Queremos falar com o presidente - disse o homem em voz baixa.
- Ele vai estar ocupado o dia todo - respondeu rispidamente a secretária.
- Nós vamos esperar.

A secretária os ignorou por horas a fio, esperando que o casal finalmente desistisse e fosse embora. Mas eles ficaram ali, e a secretária, um tanto frustrada, decidiu incomodar o presidente, embora detestasse fazer isso.

- Se o senhor falar com eles apenas por alguns minutos, talvez resolvam ir embora - disse ela.

O presidente suspirou com irritação, mas concordou. Alguém da sua importância não tinha tempo para atender gente desse tipo, mas ele detestava vestidos desbotados e ternos puídos em seu escritório.

Com o rosto fechado, ele foi até o casal.

- Tivemos um filho que estudou em Harvard durante um ano - disse a mulher. Ele amava Harvard e foi muito feliz aqui, mas, um ano atrás ele morreu num acidente e gostaríamos de erigir um monumento em honra a ele em algum lugar do campus.
- Minha senhora - disse rudemente o presidente - não podemos erigir uma estátua para cada pessoa que estudou em Harvard e morreu, se o fizéssemos, este lugar pareceria um cemitério.
- Oh, não - respondeu rapidamente a senhora. Não queremos erigir uma estátua. Gostaríamos de doar um edifício à Harvard.

O presidente olhou para o vestido desbotado da mulher e para o velho terno do marido, e exclamou:
- Um edifício! Os senhores têm sequer uma pálida ideia de quanto custa um edifício? Temos mais de sete milhões e meio de dólares em prédios aqui em Harvard.

A senhora ficou em silêncio por um momento, e então disse ao marido:
- Se é só isso que custa para fundar uma universidade, por que não termos a nossa própria?

O marido concordou.

O casal Leland Stanford levantou-se e saiu, deixando o presidente confuso.

Viajando de volta para Palo Alto, na Califórnia, eles estabeleceram ali a Universidade Stanford, em homenagem a seu filho, ex-aluno da Harvard.

"A única instituição que se confunde com o Homem, é seu caráter!"

Por isso não generalize, nem emita pareceres e conceitos precipitados sem conhecer toda a verdade, mas acima de tudo, jamais confunda um homem com a Instituição que ele pretende representar, ainda que ele considere esta possibilidade.

A PARÁBOLA DA INDECISÃO

Havia um grande muro separando dois grandes grupos.

De um lado do muro estavam Deus, os anjos e os servos leais de Deus. Do outro lado do muro estavam Satanás, seus demônios e todos os humanos que não servem a Deus. E em cima do muro havia um jovem indeciso, que havia sido criado num lar cristão, mas que agora estava em dúvida se continuaria servindo a Deus ou se deveria aproveitar um pouco os prazeres do mundo.

O jovem indeciso observou que o grupo do lado de Deus chamava e gritava sem parar para ele:
- Ei, desce do muro agora... Vem pra cá!

Já o grupo de Satanás não gritava e nem dizia nada. Essa situação continuou por um tempo, até que o jovem indeciso resolveu perguntar a Satanás:
- O grupo do lado de Deus fica o tempo todo me chamando para descer e ficar do lado deles. Por que você e seu grupo não me chamam e nem dizem nada para me convencer a descer para o lado de vocês?

Grande foi a surpresa do jovem quando Satanás respondeu:
É porque o muro é MEU!

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Igreja e Política

por Ed René Kivitz

Igreja não vota. Igreja não faz aliança política. Igreja não apoia candidato. Igreja não se envolve com política partidária. Há pelo menos cinco razões para este posicionamento.

Primeira: o Estado é laico. Igreja e Estado são instituições distintas e autônomas entre si. É inadmissível que, em nome da religião, os cidadãos livres sofram pressões ideológicas. Assim como é deplorável que os religiosos livres sofram pressões ideológicas perpetradas pelo Estado. É incoerente que um Estado de Direito tenha feriados santos, expressões religiosas gravadas em suas cédulas de dinheiro, espaços e recursos públicos loteados entre segmentos religiosos institucionais. É uma vergonha que líderes espirituais emprestem sua credibilidade em questão de fé para servir aos interesses efêmeros e dúbios (em termos de postulados ideológicos e valores morais) da política eleitoral ou eleitoreira.

Segunda: o voto é uma prerrogativa do cidadão. Assim como os clubes de futebol, as organizações não governamentais, as entidades de classe, as associações culturais e as instituições filantrópicas não votam, também a igreja não vota. Quem vota é o cidadão. O cidadão pode ser influenciado, melhor seria, educado, por todos os segmentos organizados da sociedade civil, inclusive a igreja. Mas quem vota é o cidadão.

Terceira: a igreja é um espaço democrático. A igreja é lugar para todos os cidadãos, independentemente de raça, sexo, classe social e, no caso, opção política. A igreja é lugar do vereador de um lado, do deputado de outro lado, e do senador que não sabe de que lado está. A igreja que abraça uma candidatura específica ou faz uma aliança partidária, direta e indiretamente rejeita e marginaliza aqueles dentre seu rebanho que fizeram opções diferentes.

Quarta: a igreja não tem autoridade histórica para se envolver em política. Na verdade, não se trata apenas de uma questão a respeito da igreja cristã, mas de toda e qualquer expressão religiosa institucional. A mistura entre política e religião é responsável pelos maiores males da história da humanidade. Os católicos na Península Ibérica e em toda a Europa Ocidental. Os protestantes na Índia. Os católicos e os protestantes na Irlanda. Os judeus no Oriente Médio. Os islâmicos na Europa e na América. Todos estes cometeram o pior dos crimes: matar em nome de Deus. Saramago disse com propriedade que “as religiões, todas elas, sem exceção, nunca serviram para aproximar e congraçar os homens, que, pelo contrário, foram e continuam a ser causa de sofrimentos inenarráveis, de morticínios, de monstruosas violências físicas e espirituais que constituem um dos mais tenebrosos capítulos da miserável história humana”.

Quinta: o papel social da igreja é profético. Quando o governo acerta a igreja aplaude. Quando o governo erra a igreja denuncia. Quando a autoridade civil cumpre seu papel institucional a igreja acata. Quando a autoridade civil trai seu papel institucional a igreja se rebela. A igreja não está do lado do governo, nem da oposição. A igreja está do lado da justiça.

Todo cristão é também cidadão. Todo cristão deve exercer sua cidadania à luz dos valores do reino de Deus e do melhor e máximo possível da ética cristã, somando forças em todos os processos solidários, e engajado em todos os movimentos de justiça.

Comparecer às urnas é um ato intransferível de cidadania, um direito inalienável que custou caro às gerações do passado recente do Brasil, e uma oportunidade de cooperar, ainda que de maneira mínima, na construção de uma sociedade livre, justa e pacífica.

Fonte: site da Ibab

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

O Sol da Liberdade

“E o sol da Liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria nesse instante”.
(Hino Nacional Brasileiro).


No mês em que comemoramos a independência do Brasil, gostaria muito de que em nosso País se voltasse a ouvir de um povo heróico o brado (grito) retumbante (estrondoso).

Muitos são os que hoje no Brasil se organizaram, com políticas iníquas para fazer calar “o sol da Liberdade”. Sol esse que sempre brilhou no Brasil em raios fúlgidos (brilhantes).

O nosso penhor (garantia) que sempre foi a igualdade, conseguimos conquistar com braço forte. Hoje o desafio de mantê-la, desafia o nosso peito a própria morte!

Precisamos nos unir para salvar nossa pátria das garras daqueles que sorrateiramente vem destruindo nossa liberdade e nossa igualdade. Como geração que percebe isso me recuso a ficar deitado eternamente em berço esplêndido (admirável), e me vejo no dever de me levantar para combater o que está ainda encoberto para milhões de brasileiros.

Creio que você já ouviu falar do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) baixado pelo Decreto 7.037/2009, do atual presidente da República. Decreto, que na sua maior parte, está marcado por uma linha de ação que visa uma “desconstrução” cultural dos valores da sociedade.

Tendo em vista a fortíssima reação da sociedade contra o PNDH-3 o governo resolveu alterar mais uma vez o Plano. E isso tem que ser considerado por você nas próximas eleições. É nossa última chance de mudar realmente as coisas.

Dizem os que querem se eleger nas próximas eleições, que haverá alterações em pontos polêmicos, como a redação das proposições sobre aborto, sobre o uso de símbolos religiosos em prédios públicos, sobre a mediação de conflitos agrários e o capítulo que fala sobre a imprensa. Por ora, até parece um bom gesto de boa vontade do governo, mas que pode esconder o desejo de manter posicionamentos graves no Plano. As alterações a serem feitas precisarão ser analisadas cuidadosamente pela sociedade, pois são muitos os pontos que ela critica fortemente. Não bastará uma modificação periférica, epidérmica. É preciso uma “mudança radical”, intrínseca, tendo em vista a ideologia perversa que norteia grande parte do plano.

É preciso entender que com o PNDH-3, o atual governo impõe uma “política de Estado”, mais que uma política de governo, que lança as bases para uma ditadura das minorias, que passam a ser o direito de todos, com sanções, privações de benefícios e com execuções sumárias contra os que discordarem do estabelecido. Tudo isso é muito grave e terá que ser amplamente analisado e revisto. Não bastando apenas uma alteração superficial.

Há que se ressaltar que na apresentação do Plano, o atual Presidente diz que o PNDH-3 é uma “opção definitiva”, erguido “como bandeira” e apresentado “como verdadeira política de Estado”. Portanto, esse mesmo governo fará de tudo para tornar realidade esse pacote totalitário, disfarçado de democracia. O que comprova isso é que o PNDH-3 compromete todas as áreas da administração e, fato inédito, “proposto por 31 ministérios”, “estruturado em 6 eixos orientadores, subdivididos em 25 diretrizes, 82 objetivos estratégicos e 521 ações programáticas”. Isso mostra que o Plano foi elaborado para ser “a política do Estado brasileiro”, para nortear a vida das gerações futuras.

Pense que você como cidadão precisa continuar livre para poder pensar e no meu caso discordar do posicionamento de temas como aborto, intolerância religiosa, casamento de pessoas do mesmo sexo, o que no meu caso considero como algo não natural e moral. Como cidadão deste Brasil, vejo nisso a “desconstrução” da verdadeira família instituída por Deus para a felicidade do homem, da mulher e da sociedade. A família, constituída por homem e mulher, é expressamente declarada como “base”, “fundamento” da sociedade, tanto na Constituição Federal como em tratados internacionais adotados pelo Brasil.

Imagino que se o atual governo de uma forma ou de outra mantiver sua maioria no no poder, projetos em tramitação no Congresso como o PL 122/95 que, entre outras coisas, ameaça criminalizar quem se manifestar contra a prática homossexual, algo que fere a liberdade de expressão garantida na Constituição Federal, será aprovado em definitivo, com a nossa aprovação nas urnas. Acorda Brasil, ainda há tempo.

Por essas e outras razões expostas por eminentes pessoas da sociedade, o PNDH-3 precisa ser profundamente revisto e alterado nos seus “fundamentos ideológicos”, que não estão de acordo com nossas tradições cristãs. Ele é hoje a institucionalização da iniquidade no Brasil. Pense nisso na hora de votar.

Canta-se muito sobre “paz no futuro e glória no passado”. Isso fica bonito em verso e prosa, quando bem cantado. Mas, não haverá paz no futuro se não houver a “glória do presente”. Minha oração é que esta nação se levante para erguer da “da justiça a clava ( pau curto mais volumoso em um extremidade usado como arma) forte”. Um verdadeiro cidadão do estado democrático de direito não pode fugir desta luta.
Salve Deus a minha pátria, minha pátria varonil.

“Mas para vós, os que temeis o Meu nome, nascerá o Sol da Justiça, e cura trará nas Suas asas” (Ml 4:2).

Pr. Carlos Elias de Souza Santos
PIB de Campo Grande (RJ) e
Presidente da Convenção Batista Carioca

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Quando Meu Filho Precisa de Um Pai


Carlos Sider

Ontem fiquei sabendo da morte do filho de um conhecido meu, moleque de pouco mais de 18 anos, morto em acidente de trânsito. Confesso que a sensação foi algo como: "ufa, essa passou perto!" Se você também é pai concorda comigo. Morte de filho, nem pensar! Antes eu do que ele. Câncer, acidentes, drogas, qualquer outra desgraça moderna? Sai fora!

Hoje peguei um trecho de estrada e me apliquei a pensar nisso. E cheguei a triste conclusão que tenho sido um pai mais preparado para os momentos em que meu filho não precisa de mim. Para os momentos em que ele mais precisa, parece que pulo fora.

Não há pai que se negue a chorar a morte de um filho, e deve doer muito. Se ele foi um pai "daqueles", fica a dor. Mas se ele foi um pai "da-que-les", além da dor ficam os ressentimentos. E nessa hora é tarde. Não há pai que queira seu filho metido em drogas ou álcool. Mas por que tantos pais só se mexem depois que a desgraça acontece? Não há pai que não queira que sua filha case feliz, com o cara certo, e que lhe dê netos na hora certa, sem crises. Mas por que tanta gente não sabe se chora pela filha ou festeja pelo neto que entra em cena antes das alianças? Não há pai que sequer admita dúvidas quanto ao amor que tem pelo filho. Mas por que tantos pais vivem guardando esse amor só para quando é tarde demais?

Onde estava o pai quando a filha (e mais alguém) arrumaram um neto pra ele? Onde deveria estar esse pai? Por certo não seria dentro do motel, mas muito antes da filha ir pra lá com alguém o pai por certo esteve ausente em alguma cena, em alguma passagem. Onde estava o pai quando o filho resolveu experimentar um fuminho "daqueles"? Ou quando resolveu tomar um porre? Por certo não seria na rodinha de fumo, nem na mesa de um bar. O pai fez falta em algum momento antes. Ou sua presença foi inoportuna em alguma hora, dando algum mau exemplo.

A hora certa de um pai se fazer presente chega muito antes das desgraças. É quando se pode moldar o caráter do filho (ou da filha), é quando ele ainda é um satélite dos pais. Como Deus diz, pela pena de Salomão: ensina a criança (enquanto é criança) no caminho em que deve andar, e quando crescer (no gradativo processo de deixar de ser criança) jamais se desviará dele. Curioso é que Salomão deve ter aprendido essa lição mais pelo sofrimento do que pelo acerto. É certo que ele teve muitos e muitos filhos, e embora não saibamos muito de seu desempenho como pai, podemos antever que não deve ter sido grande coisa, pelo relato do comportamento de seu filho Roboão, seu filho e sucessor no trono.

E quando meu filho precisa de mim?

A primeira conclusão a que chego é: nem sempre meu filho precisa de mim quando ele pede minha presença ou me valoriza.

Como assim?

Durante o curto tempo em que você é o herói do seu filho (ah, bons tempos... adolescência é dose...), seu filho pode até gostar de dizer que o pai é um empresário de sucesso, que tem um carro assim ou assado. Mas isso dura pouco. É tão passageiro quanto os tênis que ele usa nos pés - novos hoje, amanhã estraçalhados. É óbvio que tudo isso dá segurança, esteio, mas o que fica mesmo é quem você é para ele, não o que você tem. Do mesmo jeito que nós descontamos nossas frustrações comprando coisas para mostrar aos vizinhos, eles podem estar se gabando das coisas que o pai tem e lhes dá, como uma espécie de compensação pela falta de um pai que também lhes supra o que dinheiro não compra.

Outra coisa é quando seu filho quer brincar com você, jogar com você. Esta é uma das maiores armadilhas. Quantas e quantas vezes eu fui, brinquei, joguei (o que é certo e necessário). Mas a medida em que a minha língua alcançava o meu pé (inevitavelmente muito antes de meu filho esboçar qualquer sinal de cansaço), eu me dava por satisfeito com aquela "amostra". Encerrava a sessão de lazer, cortava a conversa e dizia: "tenho que trabalhar". E se houvesse muita insistência, ai dele...

O que fica depois de terminada a cena? Qualquer filho esquece o que o pai tinha e o que o pai fazia. Mas lembra-se por toda a vida de como o pai fazia, de quem o pai era, de como ele o tratava, de com que cara ele fazia as coisas. Igualzinho a você, lembra?

Quando seu filho pede sua presença ele quer brincar, é óbvio, como qualquer criança. Mas o que ele vai guardar não é o resultado da brincadeira. Ele vai guardar pra sempre quem você é. E o que você é faz a cabeça dele. E como.

E isso me leva a segunda conclusão: meu filho jamais vai me pedir muitas das coisas que ele realmente precisa.

Eu me explico.

Alguma vez um filho pediu limites a seu pai? Olha, pai, estou saindo com a galera... a que horas tenho que voltar? Ou então sua filha: olha pai, tem um carinha que quer namorar comigo. Que você acha? Você jamais vai ouvir algo assim. Mas vai ter que agir sempre.

Esqueça de esperar pela iniciativa de seu filho em lhe perguntar certas coisas, ou lhe pedir ajuda em outras. Por duas razões muito fortes:

ele não tem a mínima idéia do que precisa. Ainda não tem experiência acumulada. E vai acabar decidindo na hora. Bater na bolado jeito que ela chega;

* pais e mães são de outro planeta quando ele passa de uma certa idade. "Como é que meu pai pode gostar daquelas músicas, cara, fala sério!" (ou traduzindo na língua dos chats e bloggers deles: "Cum é q mo pa po gosta daklas muzk... kra... fla seryu!"). Os pais falam e escrevem em português, já os amigos o fazem no idioma dele (ultimamente isso tem tomado dimensões maiores). Muito mais fácil deles se falarem.

Enfim, seu filho não pede, mas precisa. Não quer, mas precisa. Vai espernear, mas precisa. Ele precisa de limites, de um pai que diga sim e diga não. De um pai que o encaminhe no trilho que ele nem sequer sabe para que serve. De um pai que se meta na vida deles na medida do necessário, nem mais, nem menos.

E você e eu, pais que não sabem nem como, nem quando? Nós precisamos do pai eterno, o pai da luzes. Precisamos aprender de Deus o caminho a ensinar ao filho, para que ele jamais se desvie dele.

Uma coisa é certa. De uma hora para outra nossos filhos começam, querem e precisam tomar decisões sozinhos. Nessas horas, melhor que saibam qual o caminho que devem seguir. Se for o caminho certo, Deus diz que jamais se desviarão dele. Se for o errado... danou-se. E você, definitivamente, não estará na cena.

E tem aquela piada que fala que Deus, após ter expulsado Adão e Eva do paraíso, disse a algum anjo que fazia cara de "e agora, chefe?": "Calma, eles terão filhos!"

Texto biblico utilizado: Proverbios 22:6

domingo, 7 de março de 2010

08 de março - Dia Internacional da Mulher

Por Hedy Silvado

Desde os primórdios da humanidade a mulher tem um papel muito importante na sociedade. Deus criou as mulheres para serem as companheiras, ajudadoras dos homens e elas que carregariam em seus ventres as gerações futuras. Mas nem sempre ela recebeu o valor e o respeito que lhe era devido.

De lá para cá muita coisa mudou. O papel da mulher na sociedade moderna é muito grande e, por vezes, pesado. Hoje não se concebe que uma mulher não estude e só fique em casa cuidando das tarefas domésticas, do esposo e dos filhos. Posso dizer que as que podem fazer isto hoje são privilegiadas, pois na maioria dos lares o salário da mulher é indispensável para o sustento da família. Há lares em que o salário da esposa é o maior! As mulheres lutaram para conseguir sua valorização e foram recebidas no mercado de trabalho. Embora ainda haja discrepância de salário quando um homem e uma mulher desempenham a mesma função, já se reconhece que a mulher pode exercer cargos de chefia, e se sai melhor quando tem que lidar com funcionários, por causa da sua “intuição” e sensibilidade – claro que de forma controlada.

Embora o movimento de libertação feminina tenha exagerado no seu afã de se tornar igual ao homem, nivelando por baixo, ele teve sua importância. Hoje a mulher tem voz ativa na sociedade: ela vota, pode se candidatar a qualquer trabalho para o qual tenha recebido treinamento, pode exercer cargos públicos, pode atuar na política... Afinal, somos maioria na população!

Nós que conhecemos a Palavra de Deus sabemos que Jesus já havia colocado a mulher no lugar que ela merecia e chocou com isso a comunidade da época. Havia mulheres que sustentavam seu ministério. Ele conversava com mulheres (até com estrangeiras), e após sua ressurreição as primeiras pessoas que o viram foram as mulheres que foram ao sepulcro.

Deus usou mulheres em diversas situações no Velho Testamento (Tamar, Raabe, Débora, Rute, Ester, Hulda) para trazer algum ensinamento ao povo; no Novo Testamento outras tantas são citadas (Maria, Maria Madalena, Priscila, Dorcas, Loide, Eunice). Ele continua usando mulheres (e homens) que se submetem à Sua vontade. Não há necessidade de sermos perfeitas. De fato, se olharmos para as mulheres da Bíblia veremos que Ele usou mulheres humildes, comuns, algumas com “manchas em seu currículo”, mas que a certa altura de suas vidas conheceram e experimentaram viver na dependência de um Deus que é Pai.

Os desafios que enfrentamos na vida, às vezes nos deixam amedrontadas. Há momentos em que o “chão parece sumir” debaixo de nossos pés. Sentimo-nos sós. A vida perde o sentido e não há uma saída. Nossos sonhos desmoronam! Lembrem-se de que Deus quer escrever uma história com as nossas vidas. E só através da obediência à sua vontade e a busca do conhecimento de seus propósitos para nossas vidas obteremos o poder para alcançar alegria duradoura, significado e realização.

Não importa o que aconteça. Ele prometeu que estaria conosco sempre. Com Ele somos fortes, poderosas para enfrentar e vencer os obstáculos da vida. Seja lá onde for que Deus a colocou, como dona-de-casa, mãe, esposa, trabalhadora, estudante, tenha em mente que Ele quer ser o seu Deus, que é Pai, consolo, conforto, “abrigo e refúgio bem seguro no dia de angústia”.

Uma mulher que tem sua segurança em Deus não necessita de um “Dia Internacional da Mulher” para saber o seu valor. Aproveite esse dia para demonstrar o amor de Deus a mulheres que não sabem o quanto Ele as valoriza. Pois Ele criou a cada ser humano de “forma artesanal” e com uma finalidade.

Parabéns a nós todas!

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

O DÍZIMO NÃO É BÍBLICO

O dízimo não é bíblico. Ele está na Bíblia, mas no contexto do templo e da antiga aliança. Não há mais templo e a antiga aliança deu lugar à nova aliança no sangue de Cristo.

Sendo assim, sabemos que os crentes do Antigo Testamento contribuíam para a manutenção de uma instituição central para a espiritualidade judaica. Isso significa que havia um princípio no Antigo Testamento de contribuição para uma instituição que visava nutrir espiritualmente a nação. Esse princípio assumia uma forma concreta na entrega do dízimo no templo.

Acontece que, esse princípio, permanece no Novo Testamento, que não fala sobre dízimo para o período posterior à destruição do templo, mas fala sobre crentes enviando ofertas para a manutenção do templo vivo chamado, igreja.

Falar sobre a caducidade do dízimo, sem falar sobre o princípio da contribuição - presente no Antigo Testamento e enfatizado no Novo Testamento -, é ensinar a igreja da nova aliança a ser menos generosa do que a igreja da antiga aliança. Não é admissível que, aquele que ensina sobre o fim do dízimo, o faça para que as pessoas se tornem mais avarentas do que já são.

Como pode permanecer o amor de Deus, sobre a vida de uma pessoa, que sabe que a igreja depende dessas ofertas para sobreviver, e cerra sua mão, deixando que uns poucos fiquem sobrecarregados com a manutenção de trabalho tão essencial para os propósitos de Deus para a vida da humanidade? Através dessa ajuda generosa, pobres são socorridos, ministros podem se preparar para o exercício do ministério sagrado, funcionários são mantidos, missionários sustentados no campo e a própria estrutura física da igreja mantida.

Dar menos do que o dízimo, e viver um vida inferior a daqueles que não tiveram acesso aos incomparáveis privilégios do crentes pós-morte e ressurreição de Cristo - é trágico sob todos os aspectos. Especialmente quando no lembramos que, devido às ofertas dos crentes do passado, a mensagem do evangelho chegou até à sua e à minha vida.

Em suma, o dízimo não é bíblico. O que é bíblico é a consagração de tudo o que temos e somos para a glória de Deus.

Antonio Carlos Costa em Palavra Plena e Genizah

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

12 Razões para Conviver em uma Igreja Local

  1. Pessoas de bom caráter e sinceras intenções estão em todos os lugares, as chances de encontrá-las na igreja são muito maiores;
  2. O convívio com os membros de uma igreja nos expõe a influências de um ambiente que preza pelo que há de mais nobre no ser humano;
  3. Na igreja, e com os irmãos, aprendemos verdades espirituais;
  4. A igreja celebra as vitórias pessoais e se apresenta nos dias difíceis;
  5. A igreja estimula o desenvolvimento pessoal integral (saúde, finanças, educação, relacionamentos);
  6. A igreja incentiva a manutenção e melhoria das condições sociais e relacionamentos (família, amizade, empresa);
  7. Jesus promete estar presente quando duas ou Lista numeradamais pessoas se reúnem em seu nome;
  8. Reunidos e concordes temos melhores condições de sermos atendidos em nossas orações e súplicas;
  9. A igreja reunida possui autoridade espiritual muito maior que a de qualquer crente isolado (sobre as enfermidades, espíritos maus e para disciplinar);
  10. Deus é glorificado quando estamos unidos, e nossa união se manifesta primeiramente na reunião;
  11. O Espírito Santo fala à igreja reunida e não raras vezes diz à igreja o que nunca dirá a um crente isolado;
  12. Jesus ordenou estarmos juntos.
Recebi por e-mail de Haroldo Tavares de Sá.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

UMA INDAGAÇÃO PERTUBADORA - Carlos Novaes

Desde as terríveis notícias do terremoto ocorrido no Haiti há uma semana, uma indagação perturbadora bate e rebate com insistência em nossa mente: como Deus permite uma tragédia dessas?

O pastor Pat Robertson, tele-evangelista pentecostal que apresenta o programa Clube 700, um dos mais acirrados porta-vozes do fundamentalismo norte-americano, afirmou que os haitianos estão sofrendo as consequências de um pacto com o demônio feito por seus antepassados para obterem a independência da colonização francesa.

É assim mesmo. Diante de catástrofes naturais — como o tsunami que atingiu diversos países do Oceano Índico em 2004 e o furacão Katrina que, no ano seguinte, destruiu completamente a cidade de New Orleans — ficamos perplexos e confusos. A existência de um Deus amoroso e misericordioso parece perder o sentido e, descartando a possibilidade de duvidar da sua bondade, alguns partem para uma interpretação oposta, e acenam com a ira divina como resposta.

Afirmar que a tragédia do Haiti foi um castigo de Deus por causa das crenças do povo na feitiçaria é, além de completo desconhecimento da revelação bíblica, uma colossal ignorância científica.

Para quem não sabe, os terremotos acontecem devido à acomodação das placas tectônicas e às falhas existentes entre blocos rochosos subterrâneos. Quando essas placas colidem, as ondas sísmicas se propagam na superfície e provocam vibração do solo, abertura de extensas falhas geológicas, deslizamento de terra e conseqüentes desabamentos de construções e edificações diversas.

Trata-se, portanto, de uma ocorrência natural que resulta em mortes, desabamentos e destruição apenas porque há cidades inteiras erguidas justamente sobre as fronteiras dessas placas rochosas.

Por outro lado, a miséria do Haiti é uma herança de imposições imperialistas do século 19. O Haiti foi o primeiro país das Américas a abolir a escravatura, em 1794, e — em consequência disso — sofreu um bloqueio comercial, patrocinado por pelos Estados Unidos e outros países escravistas da Europa, que durou décadas.

É uma herança também de governos ditatoriais e tirânicos, como o de Papa Doc e seu filho Baby Doc, apoiados pelo governo norte-americano durante os anos da Guerra Fria e o período da disputa com o comunismo de Cuba, a ilha vizinha.

Baseados em textos do Antigo Testamento, que já não podem mais ser lidos sem a filtragem da mensagem do Evangelho, pregadores esvaziados de qualquer compaixão e misericórdia apontam seus dedos hipócritas para o povo haitiano, sentenciando-os à condenação por idolatrias e feitiçarias — como se grande parte desses evangélicos neopentecostais modernos não pudessem também ser acusados de abominável feitiçaria e idolatria repugnante em cultos manipuladores e programas de televisão que mais se assemelham a sessões de curandeirismo em tribos africanas ou de rituais de pajelança em aldeias indígenas.

Afinal, perguntam descrentes empedernidos e crentes imaturos, como o Deus de amor e graça permite uma tragédia dessas?

Tragédia e sofrimento, meus caros, fazem parte da vida. A acomodação das placas tectônicas são movimentos espontâneos da natureza. Furacões e tsunamis também. No meio deles, encontram-se as sociedades humanas. Nem mais, nem menos do que isso.

Desgraça mesmo é saber que, como se não bastasse ter de conviver com as imprevisibilidades da natureza, os seres humanos produzem o efeito estufa, o aquecimento global, os desmatamentos, a contaminação das águas e a destruição da camada de ozônio por causa de esfaimada cobiça e desenfreado amor ao dinheiro.

Como os seres humanos continuam a promover tal destruição, apesar de saberem que eles mesmos serão as vítimas, é a verdadeira indagação perturbadora.

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Mais um excelente texto do meu amigo Carlos Novaes

quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Eu Estou Farto - por Ariovaldo Ramos

Acabei de ler uma asquerosa crítica à Senadora Marina Silva. Faltam dados, falta seriedade, falta responsabilidade!

A crítica foi publicada num site que se propõe ser arauto de mídia séria! Mas, de fato, é porta-voz do que era chamado, no tempo em que as ideologias estavam na pauta, de extrema direita.

Parece que ainda há quem tenha saudade do tempo em que se torturava a quem quisesse, quando quisesse.

Gente para quem a palavra democracia não significa nada.

Recentemente, um artigo publicado nessa mídia me citou, acusando-me de esquerdista, pró-aborto e de pró-gayzismo. E já fui questionado quanto a isto.

Não sou pró-aborto, mas, também, não sou a favor desse estado de coisas, onde a mulher é usada e abusada, onde a orientação sexual não chega aos pobres, onde o Estado se omite e faz vistas grossas ao estado de violência a qual o jovem e, principalmente, a moça está submetida, pela alienação das drogas e dos bailes funks, que sustentam o machismo que faz da mulher o mais abjeto objeto. E não sou contra a mulher vítima de estupro, e cuja gravidez lhe seja fatal, ser assistida na interrupção de sua gravidez.

Não sou pró-gayzismo, seja lá o que isso signifique, mas sou a favor dos direitos civis. Sou contra a tentativa do movimento gay de reescrever a Bíblia, mas, também, sou contra privar os homossexuais do usufruto do património de construção conjunta. Sou contra o impedimento de ajudar a um homossexual que o queira deixar de ser, como sou contra a hostilização de um ser humano porque ele ter se declarado homossexual.

A palavra esquerdista não faz mais sentido, nos dias correntes. Eu sou progressista! Sou a favor da reforma agrária, do acesso universal à educação, à moradia, à saúde, ao transporte urbano, à alimentação adequada. Sou a favor da distribuição de renda, da erradicação da pobreza, da sustentação do meioambiente e da democracia.

Sabe de uma coisa? Eu não sei quanto a você, mas eu estou farto dessa gente que se acha dona da verdade, e que, em nome do que acham ser a verdade, vivem a matar pessoas.

Farto dessa gente que se apossou de Deus, como se Deus fosse um objeto que se possa ter e manipular.

Essa gente que não considera como semelhante quem não concorda com eles!

Recentemente, também, uma série de e-mails anônimos foram disparados me caluniando, tentando me vender como um pecador dissimulado, para dizer o mínimo.

Estou farto desses covardes, sem caráter que, por detrás do anonimato, vivem a tentar destruir a vida dos outros.

Estou farto dos que dão ouvidos a eles, fazendo valer a calúnia e a difamação.

Estou farto dessa gente que anima suas rodas de amigos falando mal dos outros, zombando da desgraça alheia.

Farto dessa gente que vê fantasma em todo o lugar, que está sempre procurando alguém para atacar e para destruir.

Estou farto dessa gente que não sabe o que é debate intelectual, que toma tudo como pessoal, porque se vê como a medida para a verdade.

Farto dessa gente que em vez de pregar o Evangelho, fica checando se os outros o estão.

Checando se o outro crê “certo”.

Estou tão farto disto, tanto quanto, dos que estão invocando Deus para obter dinheiro para os seus negócios, travestidos de ministérios,de igreja ou de denominação.

Dos que lutam pelo poder denominacional, transformando o Odre em algo mais importante do que o Vinho.

Também, me fartei dessa gente que quer destruir tudo, confundindo a igreja local com a deturpação da denominação, confundindo o povo com os seus maus líderes e que se tornam líderes tão maus quanto os que condenaram, e que saem pelo mundo atacando os pastores e as estruturas com a mesma fúria dos que as estão usando para benefício próprio.

Estou farto desses apóstolos que venderam que tinham de ser apóstolos para derrubar as potestades nas cidades, as mesmas que foram destronadas na Cruz de Cristo!

Estou farto dos que não usam o título de apóstolos, mas agem do mesmo jeito!

Estou farto dos liberais, que rasgam a Bíblia e saem a zombar de quem crê.

Estou farto desses ecuménicos que dizem celebrar a fé, de modo indistinto, mas não conseguem estender a mão para o irmão pentecostal.

Mas jamais me fartarei da Igreja:

A Igreja é a comunidade da fé! É a nossa casa!

A Igreja é lugar de perdão e de reconciliação.

O que é oferecido a todos nós, inclusive para os que agem como se não o precisassem, é a oportunidade de se arrepender.

A fé cristã não prega a impecabilidade, prega o arrependimento!

A fé cristã prega que o amor é demonstrado no perdão e no serviço!

A gente deve continuar a lutar pela Igreja!

Continuar a lutar pelo resgate da humanidade, e de toda a criação de Deus.

Nosso problema não está no termos pastores ou presbíteros, mas em sermos todos apascentadores.

Nosso problema não está em darmos dízimos e ofertas, mas em como ofertamos, e como usamos as nossas ofertas e dízimos.

A Igreja somos nós, e o único Ungido é Cristo Jesus.

Todo poder: seja religioso ou econômico ou de qualquer natureza, tem de ser controlado pela totalidade do povo.

Se você está farto como eu, não saia da Igreja, Igreja é invenção de Jesus.

"Jesus disse que onde 2 ou 3 estiverem reunidos em seu nome, ele lá estaria." Mt 18.20

Jesus seria a 4ª pessoa naquela reunião.

Jesus seria a visita especial.

Ali Ele segredaria o que não pode dizer pessoalmente. Paulo disse que só com os demais irmãos é possível conhecer o amor de Cristo, em toda a sua dimensão. Ef 3.18

Alguns têm entendido que essa reunião é o fim de toda a formalização, a comprovação de que nunca precisamos de formalização alguma.

Mas, o que é reunir-se em torno de Jesus?

Jesus instituiu como reunião em torno dele a reunião em torno da ceia do Senhor.

Jesus disse que toda a vez que comêssemos do pão e bebêssemos do vinho, o anunciaríamos, até que ele volte. 1 Co 11.26

É em torno da ceia do Senhor que nos reunimos em nome do Senhor.

Isso é formalização: tem hora, tem maneira e tem lugar. E é seríssima, pois Paulo disse que, dependendo da forma como participamos da ceia, podemos sofrer consequências, inclusive morrer mais cedo. Logo, também tem liturgia. 1 Co 11.27-30

Então, reunir-se em nome de Jesus é reunir-se em torno da ceia.

Lá anunciamos o perdão com o que somos perdoados e com que perdoamos.

Lá anunciamos a ressurreição, o poder pelo qual vivemos.

Lá o Senhor ordena a bênção e a vida para sempre.

Lá é a reunião da Igreja!

Todas as reuniões só serão da igreja se o forem em torno da mesa, mesmo que a mesa não seja arrumada para aquele dia.

A mesa da ceia é a mesa da comunhão. Lá nasceu a Igreja e lá ela é mantida.

Encontrei Ari! Logo Ari no Blog!

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Ser Igreja Hoje

Comecemos pelo começo: Jesus Cristo não organizou nenhuma igreja. Não fundou a Igreja Católica Romana, nem a Ortodoxa, nem a Luterana, nem a Anglicana ou qualquer outra denominação que delas tenha se originado, como batistas, presbiterianos ou metodistas. O Senhor Jesus, em seus ensinos registrados nos quatro Evangelhos, formulou tão-só um conceito de igreja.

Aquelas comunidades de fé que se aproximam desse conceito formulado pelo Senhor, são capazes de refletir os princípios e valores do reino de Deus, e podem ser chamadas, por isso mesmo, de igrejas de Jesus.

Aquelas, porém, que desse conceito se afastam, não passam de meras organizações religiosas, não são mais do que instituições eclesiásticas, associações de manipulação da fé, amontoamentos de fanáticos, ajuntamentos de falsa piedade, conglomerações de experiências com a transcendência, clubes de sociabilidade fi-lantrópica, palcos de exibição de milagres, currais de sustentação política, feudos legalistas, casulos do tradicionalismo e coisas semelhantes.

Nenhuma igreja possui o monopólio da verdade. Todas elas, sem exceção, têm virtudes e falhas. Mas o desafio de uma igreja é, justamente, acumular mais virtudes do que falhas. E quanto mais uma igreja estiver próxima do conceito proposto pelo Senhor Jesus, mais virtudes conseguirá mostrar à sociedade em que está inserida.

Para conhecer melhor o propósito de Deus para a igreja só há um caminho a ser percorrido: o do conhecimento das Escrituras, onde os propósitos divinos estão registrados.

Desse modo, convém buscar uma igreja que valorize, respeite e interprete corretamente a Palavra de Deus, se de fato queremos fazer parte de uma igreja que respeita a fórmula proposta por Jesus Cristo.

Igrejas em que a Bíblia tornou-se apenas objeto de decoração sobre um púlpito vazio do poder do Espírito, congregações onde pastores usam a pregação com o único objetivo da autopromoção e do culto à personalidade, comunidades nas quais os crentes buscam o simples extravasamento emocional, através de cânticos repletos de animação e orações de um ardor quase histérico, sem o autêntico desejo de colocar em prática os ensinamentos da Palavra pregada, constituem-se somente numa caricatura de igreja, carregam consigo o rótulo de igreja, mas há muito deixaram de ser o verdadeiro Corpo de Cristo.

A proclamação, a adoração, o discipulado, o serviço e a comunhão de uma igreja dependem, de maneira fundamental, da influência das Escrituras sobre a experiência, a vida e o testemunho dos congregados. O lugar que a Palavra de Deus ocupa na comunidade de fé define a qualidade doutrinária, moral e espiritual dos crentes.

Estamos assistindo o desprestígio gradativo e consistente dos evangélicos no Brasil. Já não é fácil identificar-se como evangélico porque as pessoas logo vincu-lam a denominação aos pregadores desvairados e aos manipuladores inescrupulo-sos que aparecem na mídia. Igrejas evangélicas são vistas, em nossos dias, como antros de fanatismo e ignorância. E somos obrigados a concordar que esses evangélicos expostos nas rádios e nos canais de televisão nada têm a ver com o Evangelho.

Não é fácil fazer parte da Igreja hoje. Porque não é fácil encontrar joelhos que ainda não se dobraram a Baal. Ou a Mamom.

Mas eles existem. Permanecem fiéis. E um dia vão se juntar a eles vários outros que, decepcionados com essas igrejas de fachada, desejarem retornar ao propósito inicial de Jesus Cristo para o seu povo.

Texto do meu amigo Carlos Novaes

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Tem Cuidado de Ti Mesmo, Timóteo!


"Pastores à beira de um ataque de nervos". Este é o título de um excelente artigo publicado na Revista Eclésia, edição 118, assinado por Uilian Uilson Santos.

Seu texto se refere ao aparecimento cada vez mais freqüente, de doenças emocionais em pastores e líderes evangélicos. Entre as principais causas do fenômeno, destacam-se:
  • Descuido com a saúde mental
  • A solidão
  • A falta de conselheiros para compartilhar seus problemas
  • O ativismo ministerial
  • A falta de repouso adequado (férias e folgas)
  • A pressão institucional por resultados em termos de número de membros e ofertas
Baseado numa tese de psiquiatria e religião, intitulada “a prevalência de transtornos mentais entre ministros religiosos”, o artigo revela os seguintes índices:
  • 47% dos pastores evangélicos sofrem de transtornos mentais
  • 16% têm depressão
  • 13% Não conseguem dormir normalmente
Conheço alguns companheiros que apesar de manifestar os sintomas dos distúrbios mentais e emocionais, teimam em manter o mesmo padrão de vida (desgraçadamente vivida).

Quem acaba no final sendo penalizada com isso, é a família do pastor ou líder, que por ser transformada em escape de suas neuroses, psicoses e demais distúrbios, sofre constantemente com seus ataques de nervos, mal humor crônico, maltratos e outros descarregos emocionais.

Encontrado aqui
Dica do Osmar

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Pra Cumprir Teu Chamado

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