segunda-feira, 17 de março de 2008

CRISTO É A NOSSA PÁSCOA!

A Páscoa é comemorada de uma forma completamente diferente e distorcida de seu sentido bíblico e original.

Antes do nascimento de Jesus, os Celtas - povos pagãos do norte da Europa cultuavam uma deusa chamada Eostre, a deusa de Fonte, Fertilidade e da Vida. Anualmente, a cada primavera, eles promoviam um festival em honra a essa deusa. Este festival comemorava a chegada da “nova vida” (segundo eles, a reencarnação de entes queridos) e se chamava Easter (páscoa, em inglês), derivado do seu nome.

Estes povos possuíam quatro festas anuais, celebradas de acordo com as quatro estações do ano. Para eles, a primavera – que sucedia o rigoroso inverno europeu, falava de um tempo de celebrar “nova vida”, do renascimento da natureza vinda da morte e da prática de boas ações. Havia rituais pagãos típicos de fertilidade e orgias sexuais. Virgens eram sacrificadas em adoração a deuses e deusas da fertilidade (Pan, Ísis, Demeter, Ceres).

Um fato marcante nestes rituais satânicos estava relacionado a dois elementos:

OS OVOS – Os ovos sempre foram considerados como símbolos de fertilidade, sexo e vida nova (entenda-se reencarnação). Em grande parte das sociedades pagãs, do Egito e Mesopotâmia até das Ilhas britânicas, os ovos eram brilhantemente decorados e dados como presentes, com votos de fertilidade e sucesso sexual.

OS COELHOS – Estes animais eram adorados pelos pagãos como “deuses da fertilidade”, pois viam neles o símbolo de luxúria, vitalidade e vigor sexual e de “intensa forma de reprodução”. Conta-se, inclusive, uma história pagã na qual havia um grande pássaro que queria tornar-se um coelho. A Deusa Eostre então o transformou num coelho, e em gratidão, o coelho vinha a cada primavera, durante o Festival em honra a ela, e botava lindos ovos.

Estas, e outras práticas religiosas celtas foram sendo, ao longo do tempo, incorporadas ao cristianismo como resultado da “evangelização” daqueles povos pela igreja romana.

Diferentemente desta páscoa adulterada pelo paganismo, a Bíblia descreve a Páscoa verdadeira, instituída por Deus – Êxodo 12. A palavra Páscoa vem do hebraico “pasaq” e quer dizer passagem. Ela significava que o anjo da morte que traria a justiça de Deus, sacrificando todos os primogênitos do Egito, passaria por cima da casa dos israelitas e o mal não lhe atingiria.

Para nós hoje, esta Páscoa fala da redenção que nos dá o Senhor Jesus, livrando-nos do jugo e da escravidão de Satanás.

Pelo sincretismo religioso, a páscoa pagã surgiu no meio da Igreja, e a Páscoa Bíblica desapareceu. O cordeiro de Páscoa imaculado desapareceu, e foi colocado no lugar dele um coelho.

Não estamos proibidos de comer chocolate, mas não devemos ignorar o verdadeiro sentido da páscoa. Temos, sim, uma comemoração relacionada a essa festa: a Ceia do Senhor, pois “Ele é a nossa Páscoa” (1Co 5.7b). Não a realizamos apenas uma vez por ano, mas todas as vezes que comemos o pão e bebemos o vinho em memória do Senhor Jesus.

Ao celebrarmos a Ceia do Senhor estamos, simbolicamente, comendo a carne do Cordeiro e bebendo o Seu sangue (Jo 6.53-56). Nesse momento, nos recordamos que éramos escravos no Egito (o mundo), e que o Faraó deste mundo (Satanás), nos mantinha sob o seu domínio. Mas, naquela tarde de páscoa, o Cordeiro de Deus, o primogênito de Deus, morreu em nosso lugar.

Regozijemo-nos e alegremo-nos, pois o anjo da morte jamais nos alcançará, porque “... agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (Rm 8.1).

Uma semana abençoada e vitoriosa para você, por Jesus – a Nossa Páscoa!

Um comentário:

k re k disse...

esclarecedor...nao sabia da lenda do coelho e dos ovos...

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